Gostar de quem Mora longe
Frases diversas:
Entre o teu olhar e o toque da tua voz, mora um abismo doce que engole toda razão.
Há um relâmpago calmo no jeito como me olha — e é nele que a minha vontade se desfaz.
Teus olhos anunciam a tormenta que teus lábios concretizam sem piedade.
No silêncio entre teus gestos, há trovões que quebram minha resistência em pedaços suaves.
Cada vez que me encara, uma tempestade dança nos meus sentidos — e quando fala, ela me leva inteira.
O perigo não está na tua presença, mas na pausa entre o teu olhar e o primeiro sorriso.
Entre o teu silêncio e o teu desejo, existe um raio invisível que me queima devagar.
Tua boca sussurra promessas que teus olhos já gritaram — e eu, vulnerável, me deixo cair.
Saudade e Poesia
Saudade não conta as horas no ponteiro,
Ela mora onde o afeto faz abrigo inteiro.
Pode ser que a pessoa mal tenha ido,
E já deixe o coração meio partido.
Não é distância, nem tempo passado,
É o valor que fica ali, guardado.
É presença que a ausência faz gritar,
Mesmo após um simples piscar.
SimoneCruvinel
Poema de Um Deus Cansado
Se Deus mora em mim,
às vezes o ouço bater na porta pedindo silêncio.
Cansado das preces vazias,
das promessas que não fizemos,
do amor que juramos sem sentir.
Ser divino é carregar o peso de um céu inventado
pelos que têm medo da liberdade de ser terra.
"A Eternidade Mora em Ti, Mãe"
Mãe, em teus braços o tempo parece adormecer. É como se o mundo lá fora silenciasse, e tudo se resumisse ao bater do teu coração, ao sussurro manso da tua voz, que embala até a alma cansada. Em teus braços, a dor se dissolve como bruma ao sol da manhã. Nada pesa, tudo encontra lugar: os medos, as culpas, os sonhos partidos.
Teu colo é chão antigo, onde os passos da infância ainda ecoam. É abrigo que não cobra, é amor que não exige. É perdão que chega antes do erro, é presença mesmo na ausência, é eternidade guardada em gestos tão simples, que só o coração sabe entender.
Em teus braços, mãe, volto a ser essência. Volto a ser o que fui antes da pressa, antes das dores do mundo. Em teus braços, sou inteiro — mesmo quando me sinto em pedaços.
E, se um dia tua presença física me faltar, saberei, mesmo assim, que teus braços ainda me envolvem — invisíveis, mas reais. Eternos, como tudo o que é feito de amor.
Ainda é Dia das Mães
Minha mãe partiu muito nova…
mas nunca deixou de estar perto.
Ela mora nas entrelinhas do vento,
no cheiro do bolo que não acertei,
no jeito que ajeito os cabelos,
nas palavras que uso sem notar.
Ela está no colo que me ensinou a dar,
na coragem que aparece quando tudo parece cair,
no silêncio que acolhe,
no riso que brota mesmo com saudade.
Mãe não vai embora, ela muda de lugar.
Sai do mundo visível e passa a morar
no abraço que deixamos de dar
mas nunca de sentir.
Neste dia das mães, eu celebro
a mulher que me deu a vida
e continua a viver…
em cada gesto meu
que ainda tem um pouco dela.
É Só um Café
É só um café…
Mas é nesse “só” que mora o rito:
o calor que espanta o sono,
o amargo que desperta o espírito,
o silêncio entre um gole e outro
onde cabe o mundo inteiro.
É só um café,
um motivo pra pensar,
uma pausa que não pausa,
mas ensina a respirar.
É só mais um café.
Bordando pensamentos,
acumulando memórias —
cheiro, aroma,
ou só mais uma desculpa pra tomar um café?
Ou seria o café quem nos toma?
Nos pega pela mão,
assopra devagar as feridas da pressa
Senta. Escuta. Espera.
É só um café.
Jonatas Evangelista
Eu Me Reencontrei
Aquela versão do passado…
já não mora mais em mim.
Ficou nas esquinas dos erros,
nas sombras do que já teve fim.
Hoje, sou outra.
Sou mais leve, mas também mais forte.
Caminhei entre quedas e silêncios,
e escolhi a rota mais torta — a que me levou à sorte.
Aprendi.
Com cada tropeço, com cada “não”.
Desfiz as armaduras, limpei o chão,
e deixei florescer o coração.
E no meio de tudo isso,
reencontrei alguém que tinha sumido:
a criança que eu fui,
com olhos curiosos e sorriso colorido.
Hoje sou ela, de novo —
mas com a coragem de quem já caiu.
Com a sabedoria de quem perdeu e achou,
e a alma limpa de quem se abriu.
Aquela minha versão do passado?
Agradeço por ela ter existido.
Mas ela se foi.
E no lugar, ficou alguém inteiro, e vivido.
A criança que mora em mim vez ou outra abre um sorriso e lembra da infância e com certeza com muita saudades, de um tempo que não volta mais.
Cheirinho de comida da vovó saindo quentinha com o tempero do amor.
Cheirinho da mãe, de dormir agarradinho nela, até a coberta tinha o cheiro dela, onde ela agasalhava e a noite era tranquila e segura ao lado dela.
A criança que mora em mim contempla o céu, as estrelas, a lua e o sol.
Contempla as flores, os pássaros e brinca com nos animais na mais sintonia pureza e inocência.
A criança que mora em mim faz oração ao Papai do céu e pede um mundo melhor.
Essa criança que mora em mim ainda acredita no amor ao próximo e que juntos podemos fazer o mundo um paraíso.
Liddy Viana.🌻✍
Á margem dos sonhos não mora ninguém, sem sonho a vida é deserta, é estrada sem fim, é poeira constante, é opaca sem brilho, é apenas um trilho que corre sozinho, é farol na neblina clareia e não ilumina.
Sem sonhar a vida é mar sem porto de atracação, sem remo ou corrimão, é uma batida constante em ritmo alucinante, sem poesia sem utopia só reta,
Não presta.
Sonhar é prancha de surfar, é partir do medo e realizar é conseguir é chegar é o encontro da areia com o mar, sonhar é dar vida à uma projeção é dar vida nova aos corações é poder ser em duas dimensões. Bons sonhos!
Escuta o teu coração...só ele sabe o que mora no teu interior...só ele conhece teus medos, anseios , teus sonhos e a tua coragem...
Ela tem uma força absurda que mora em seu corpo tão pequeno.
Já sobreviveu a tanta coisa
Saudosa em perceber o quanto da vida descobriu e saudosa também por tudo o que há de vir
Falar dos detalhes em movimento
Viver pra escapar
Viver pra enfrentar
Viver pra encontrar
Ela acha tão bonito se perder
O mundo fica mais bonito quando ela se acolhe e reconhece todas as suas capacidades,prefere seguir assim liderando pequenas revoluções internas
Onde acontecem as histórias a serem contadas
Ela fica paralisada e observa,descobre que a natureza do olhar é por dentro
Acha graça e tem vontade de ir de braços abertos abraçar o mundo e não soltar mais,não por ser bom ou ruim,mas por ser incompreensível,incontrolável e tolo. E mesmo que ele triture
Ela sabe da necessidade desses mergulhos da vida,da pressão sanguínea em alta,de impulso de falhas,lacunas,da impossibilidade de enxergar o que habita do outro lado,de afagos também.
Ela sempre quis ser tão forte que nada seria capaz de lhe abalar,agora ela é tão forte que nada mais lhe abala.
Joyce Amanajas
DE JOELHOS MINHA MÃE
Ajoelho-me e peço-te perdão
Minha querida e doce mãe
Pelo amor que mora no meu peito
E pelo amor que me tens
Prostrada na minha humildade
Rezo a ti minha mãe
Pela desumanidade, pela maldade
Pela injustiça, pelo egoísmo
Ajoelhada te peço perdão
Por todo o mal que te fazem mãe
Perdoa-lhes, que eles não sabem o que fazem
Estão tão cercados de coisas inúteis
Que nem sabem amar, perdoar, rezar
De joelhos minha doce mãe
Espero que aos teus pés
Floresçam flores
Em todas as nossas madrugadas
Amém.
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