Gosta de Mim do meu Jeito
Pra sempre plebeu
.
O meu conto de fada
É uma fábula do amor
Que a vida negou a mim...
.
Árdua batalha é essa
Travada no campo do amor
Capaz de fender o coração do valente.
.
Ela vem de cavalo branco
Com outro príncipe que agora é seu rei,
E meu coração é pra sempre vassalo seu.
.
E a liberdade que outrora eu tinha
Me prendeu no amor que de nós se perdeu...
Sem ela o cavaleiro é pra sempre um plebeu.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Traga a vida
.
Quem vai tirar de mim
O que a vida não me deu
E no tempo não perece?
.
Não é meu teu coração
Que por mim nunca bateu
E levou cativo o meu...
.
Traga a vida
A minh’alma empobrecida
O amor que não me deu.
.
Se de tudo eu tenho um pouco
Nada tenho sem você,
Quando me falta o seu amor...
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Meu amor
.
Eu a chamo de “meu amor”...
Porque ela é o meu amor
E será amada como for.
Se por mim, e só por mim,
Será ela o meu amor...
.
Se por mim e quem mais for
Ainda assim, será ela o meu amor...
Mesmo que me seja amor e dor,
Chama-la-ei de “meu amor”...
Edney Valentim Araújo
1994...
Sem pudor
.
Encontrei o meu sossego
No calor do teu amor.
Não me deixe teus abraços,
Venha a mim como se encontra
Seja agora e como for...
.
Não há beleza noutra flor
Que me traga teu perfume
E a flagrância deste amor.
Seja bela esta fera
Que me fere sem pudor.
.
Cai as pétalas desnuda nesse tempo
Que não tira meu intento
De me aquecer no teu calor.
Sou dela hoje e sempre
Pra viver o nosso amor.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Viras comigo em virtude da fé, que contigo estarei, hoje e sempre, pois a fé que há em mim movem meus pés , na direção do Bem onde o Dom da igualdade brinda minha alma e cura meu físico que é da Terra.
Oh destino maldito, que tirou de mim o amor,
Cruel e implacável, levando embora o que era meu valor.
Tu que te entrelaças nas teias do tempo, tecendo dor e agonia,
Por que me fizeste sofrer, lançando-me nessa melancolia?
O amor que florescia em meu peito, agora se foi,
E em seu lugar restou apenas a solidão que corrói.
Destino impiedoso, que brinca com as vidas e seus destinos,
Por que escolheste machucar meu coração e meus sentimentos?
Ah, destino maldito, como és cruel e inescrupuloso,
Arrancaste de mim a felicidade, deixando-me no fundo do poço.
Mas saibas, ó destino traiçoeiro, que meu espírito é resiliente,
E mesmo na dor e na desilusão, encontrarei uma saída ardente.
Que o destino se curve diante da força do meu ser,
Que eu possa superar essa tormenta e voltar a renascer.
Pois mesmo diante de tuas investidas, destino ingrato,
Erguerei-me com coragem e seguirei adiante, sem recuar um passo.
Não me renderei ao teu capricho, destino desalmado,
Encontrarei a luz em meio à escuridão, num caminho restaurado.
E se um dia, porventura, o amor novamente bater à minha porta,
Saberei acolhê-lo com sabedoria, sem temer sua força e sua jornda.
Destino maldito, tu não terás o poder de me subjugar,
Pois sou dono do meu próprio destino, com força para lutar.
Que tuas teias se desfaçam diante da minha resiliência,
E que eu encontre a paz e a felicidade em nova existência.
NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO — CONTINUIDADE.
Havia dias em que o porão respirava antes de mim.
Ele exalava um ar morno e antigo, como se fosse o pulmão cansado de uma casa que aprendera a guardar segredos demais. Eu descia os degraus devagar, escutando o ranger que nunca deixava de soar como um aviso não um aviso de perigo, mas de revelação. Porque o porão não dói: ele apenas devolve o que és.
E naquele dia, a luz que escorria pela fresta da porta parecia ainda mais tímida, como se tivesse vergonha de tocar as superfícies que me acompanhavam desde a infância.
Era estranho pensar que eu crescera tentando fugir de mim, quando na verdade tudo o que o porão queria era que eu me sentasse no chão frio e o escutasse.
As lembranças começaram a surgir em ondas baixas, como se alguém soprasse perto do meu ouvido. Não eram memórias lineares, mas fragmentos inquietos. O rosto de alguém que não sabia amar; a voz de alguém que soube ferir; a ausência de mãos que deveriam ter me segurado quando eu caía.
E, acima de tudo, a velha sensação de que o mundo lá fora não tinha espaços para os meus silêncios.
Foi então que percebi: o porão não era um cárcere, mas um espelho.
E espelhos, quando te devolvem inteiro, costumam ferir mais que qualquer lâmina.
Sentei-me. Ouvi. Respirei. A dor tinha um timbre próprio, e eu quase podia vê-la, uma figura pálida encostada na parede, observando-me com a paciência das coisas que não envelhecem.
Eu a encarei.
E, pela primeira vez, ela não recuou.
“Eu não vim para te destruir”, parecia dizer sem palavras. “Vim para te mostrar onde colocaste as tuas ruínas.”
Meu peito apertou. Não por medo, mas por reconhecimento.
Porque cada pessoa guarda dentro de si um porão, e quase todos tentam negar sua existência.
Mas negar o subterrâneo nunca apagou sua porta.
A dor continua ali, esperando a coragem de ser encarada.
Enquanto os minutos escorriam, percebi algo que não ousava admitir:
a luz que eu nunca encontrara no mundo não estava ausente, estava apenas voltada para dentro, como uma lamparina distante, protegida do vento pela própria escuridão que eu evitava.
E então, pela primeira vez, compreendi.
Não há arco-íris no meu porão…
mas talvez nunca devesse haver.
O porão não foi feito para cores; foi feito para verdades.
O arco-íris pertence ao céu.
O porão pertence à alma.
E não há conflito nisso.
A beleza nasce do contraste e eu, ali, no chão frio, comecei a entender que para tocar a claridade de cima, eu precisaria, antes, decifrar a minha noite.
Foi quando ouvi passos suaves atrás de mim...
Meu amor, quando você está bem perto de mim, eu me sinto tão feliz. Espero que nossa vida seja sempre assim. Te amo!
"Às vezes isso acontece
E não é nem dor, nem castigo
Vivo num mundo à parte
Faço de mim meu abrigo...
Quando você se retrai
Fecho este mundo e nem ligo
Faço poesia da ausência
E nas entrelinhas confesso
O amor que jamais te digo."
Lori Damm
Libertar a mente de preconceitos é buscar entender meu semelhante... ou quem não se assemelha a mim.
Não me queira bem ou mal por ouvir falarem de mim, venha me conhecer e terás toda razão do meu bem ou do meu mal...
(Patife)
Meu amor por Deus vem do Seu imenso amor por mim. Como diz as escrituras: “(...) ele me amou primeiro” (1ª João 4.19).
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