Fui
Da minha janela eu fiquei
Em busca daquelas histórias
Que só eu sei contar,
Fui em busca do luar...
Eu fiquei assim a te esperar,
De olho na janela para te ver,
Do jeitinho que irás pousar;
No soneto madrigal irei festejar
De bruços irei escrever:
Para o poeta se deleitar.
No céu flutuando eu subi
Em busca da luz da lua
Que provoca o delirar,
Fui em busca de você,
Eu estou a premeditar,
De olho na tua despreocupação,
Do teu trigueiro versejar,
No meu abraço a te abraçar,
De boa e sensual coreografia
Estou aqui para te provocar...
Do céu avistado o luar
Em busca do teu beijo,
Que chegou para excitar,
Fui em busca do segredo,
Do teu lindo versejar
Que bem parece (rede)
De pescador lançada no mar;
Aqui estou subindo pelas paredes,
Pronta para a gente namorar.
Perdoa-me por aquilo que não tem perdão,
Eu fui embora, e levei comigo o seu coração.
Perdoa-me pelas noites que não te iluminei,
E sobretudo não te aconcheguei...
Perdoa-me por tudo que abandonei,
Sim, eu fui embora, eu te deixei...
Perdoa-me ao girar da tranca,
Dei as costas para a tua esperança.
Perdoa-me porque a pena eu paguei,
Por tudo que construí, e larguei...
Perdoa-me por ter te deixado
Solitário,
Não quis ter te abandonado
No poemário,
E muito menos te humilhado
Por ter desconfiado de ti;
Perdoa-me por te amar mais
Do que a mim mesma.
Perdoa-me porque não fiz a tempo,
De ter entregue o meu sentimento.
Orgulho-me ter o meu ego pisoteado,
Para transformá-lo em estrela no éter
Deste amor infinito - e implacável;
Entrego ao mundo o que eu já devia
Ter tornado teu, e te revelado...
Perdoa-me pelo desespero,
Porque você não sai da minh'alma,
E não sai da minha retina;
Continuo por ti seduzida.
Perdoa-me eu sei que errei,
Como o fogo consome a brasa,
O amor quando é amor nunca acaba.
O coração bate descompassado,
É a fera que há em mim querendo
O teu laço que se chama [abraço];
Permanece o intenso sabor pelo fato
De nós termos nos [beijado]...
Perdoa-me porque é indescritível,
O amor que sinto é infalível,
O tempo não o apagou amor incrível.
Se o amor é o limite do amor,
Amar jamais terá limite,
O tempo me mostrou
Que enquanto houver céu,
Entre nós não haverá limite.
Com fascinação própria,
- arte e luz
Fui agraciada ao ver,
A Lua cor-de-rosa,
- maravilhosa
Beijando o mar.
Aos passos, tateando,
- experimentando -
E exortando a delícia
De contemplar a cena,
Que talvez não se repita,
O mar se deixando beijar.
A Lua ao beijar o mar,
- acabou beijando-me
E seduzindo-me,
Acabou enfeitiçando-me,
E completamente doce:
acabei entregando-me.
Hoje fui caminhar na praia,
Saí em busca dos teus olhos,
- lindos olhos cor de (a)mar,
Bastou as ondas para lembrar
Do teu jeito de me desalinhar.
Deste teu jeito de fotografar,
Em letras registrar,
- esse poema
Sobre a mesa de trabalho,
Estou a inundar-te...,
- tal como um estuário
Sou eu a te assanhar...
Eu na praia, e você aí,
Sobre a mesa de trabalho,
Eu sou o teu verso ordinário,
E também o teu verso oratório;
O teu desejo longe de ser transitório.
Hoje eu fui até a praia,
Catar conchas para você,
Ninguém precisa saber,
O mar gentil bramia,
Mansa a tarde caía,
O sol se recolhia,
Por detrás das dunas,
Ideias leves como plumas,
Repletas de beijos de luz,
A sereia e as ternuras,
Endereçadas à você,
Recolhendo conchas,
Para outra vez te ver,
Deixei a praia me dominar,
Guardei as conchas no corpo,
Mergulhei em mim e no mar.
O amor é um oceano,
Temos que desvendar,
Todos devem sonhar,
E ter alguém para amar.
Quase devolvida ao mar,
Resolvi regressar,
Para te rever, e nos resgatar;
E nunca mais olvidar...,
Iniciei a oração,
O céu se abriu admirado,
Com tanta devoção,
Em tom lavanda e com nuvens róseas,
Ele floriu como um jardim de rosas,
Repletas de místicas flóreas,
Um celestial jardim de rosas místicas,
- suspensas em pleno ar
Numa explosão de beleza sem igual,
Ouvi um concerto angelical,
Surgiu um arco-íris dando um sinal,
Que o nosso amor jamais terá final.
Hoje fui meditar diante do mar,
- fiz isso por nós dois
Por esse beijo me endoidece,
- beijo assaz excitante
Tenho nas mãos o teu lindo amor,
- és primaz e meu diamante
Revelados no caminho do amor,
- somos um pedacinho de paz,
Abrigamos em nós o pedaço do
[amor demais].
O teu jeito está a cada dia mais audaz,
- você já sabe o quê para perto
de ti me traz
Sabemos delinear o nosso horizonte
da maneira mais perspicaz...
O meu desejo por ti é tenaz,
- e ninguém desfaz
Não há nada que me distraia,
- é plena a carícia que você me faz
A tua existência é irrestível,
- a tua malícia é indizível
Temos uma ternura incrível,
- as nossas cinturas se estreitam
no jardim do amor indestrutível
A tua voz ao pé do meu ouvido
é mais do que aprazível,
- és dono de um convencimento
aplausível
Portanto, não nego jamais:
longe de nos tornarmos rarefeitos,
Construiremos a nossa história de amor
com paixão, gemidinhos e trejeitos...
Procurando seguir
a indicação
da Lua divina Lua,
fui buscar
a embarcação,
passei devagar
bem pertinho
da savana pantanosa
em tua busca
e da paz maravilhosa
que estes olhos
lindos são
capazes de me dar.
A Lua fez da relva
um chão esmeraldino
e as árvores altas
iluminadas fizeram
o cenário mais lindo:
Para o amor seduzir
e nos embalar
pelo ritmo ardente
da sinfonia noturna
que só quem tem
uma alma em chamas
é capaz de decifrar
o quê o Universo
tem para falar
ao coração tomado
por encantamento,
e deixar as estrelas
fazerem o cobertor
de doce contentamento.
Buscando a inspiração
e a rima sonora perfeita
pelos portais do tempo,
fui construir um exílio
na Lua pro meu coração,...
Por não querer nunca
e nem de longe
parecer com este mundo
que exalta quem
aprecia viver sem emoção;
Acariciando a delicada
felina no meu colo,
e tal como a chuva fina
que caindo sobre cidade,
muito além desta tarde
venho te esperando,...
Com todas as mais de mil
e uma noites de amor,
que tens para ofertar
sob a abóbada estrelada
o teu coração me entregar.
Optando assim seguir
por um caminho interior
para que este inverno não
deixe em mim perder
esta primavera em frescor.
A porta que leva
ao jardim dos fundos
de casa foi aberta,
e fui em busca
de ares ocultos,
Para receber
os teus olhos lindos
capazes de cruzar
nossas fronteiras
e desatar defesas;
És o meu melhor
esquema e ainda
nem aventa isso,
a Lua sabe o quê
para nós imagino.
Para me orgulhar
das tuas mãos que
sabem desarmar
com amor e delícia
as bombas internas:
Todo dia poemas
e confissões tenho
escrito porque sei
que você lerá como
merecem ser lidos,
Não nos vemos
e nos sentimos,
porque em nós
há algo de infinito,
e o Universo protege.
Passei o dia inteiro
com meus princípios,
dores no meu peito
e em profundo silêncio
chorei e fui dormir;
parece que comigo
você só quis se distrair.
Fui despertar do nada
durante a tempestade
em plena madrugada,
me peguei vidrada
em totalmente em você,
o tempo se encarregará
deste feitiço desfazer.
Como você não pode
me amar como mereço,
tirar a minha foto debaixo
dos teus olhos foi
a melhor opção a fazer,
mas você não precisava
ter mostrado para me ferir.
Contei a minha vida
e você sem perguntar
me arremessou
aos anéis de Saturno,
e nem era noite de luar:
os espinhos do roseiral
estão no corpo sideral.
Amo as rosas a ponto
de ignorar os espinhos,
lambi as minhas feridas,
porque prefiro o meu
coração limpo para
um amor sem jogos
de sedução perversos.
No alto da madrugada
ainda estou processando
que eu fui mais uma
pela jornalista enganada.
Não me importo,
porque por gente assim
jamais eu mudarei;
pelo valor da vida
jamais desistirei
de dedicar o meu louvor.
No alto desta madrugada
peço que abandonem
a cultura de truculência,
e aprendam ter paciência.
Importo-me com
o General, a tropa
e por cada um deles
tenho escrito e revisto
os meus poemas:
registrando os fatos,
assim os prevejo
fazendo história,
resgatando a união
e restaurando a glória.
É preciso permitir
fazer um pacto
com a reconciliação
e com o perdão,
para que o amor
volte ser o condutor
da tua Nação.
Não fui
Não fui porque tive um dia ruim,
quando penso em ir, antes analiso
a minha alma, pergunto primeiro
a ela se devo atender a vontade
do meu corpo, da minha mente...
Antes indago se ela irá permitir.
Não fui ontem, hoje também sei
que não irei, talvez eu vá amanhã,
vai depender da minha alma,
nela, o comando da minha vida...
Somente ela sabe se fica ou quer
partir. Foi e sempre será assim.
Conforme fui amadurecendo, as criticas não abalam. Os elogios não me iludem, os medos não me acovardam.
Por isso: Não me subestime.
Esqueço que tenho asas para voar e por isso vivo presa as minhas transloucadas idas. Se um dia fui terra não lembro. Minha alma arde em chamas pelas verdades em busca do Eu esquecido em algum lugar.
Fui vendo
Ontem à tardinha eu passei lá em casa para me ver;
E eu estava lá...
Sentado num cantinho da varanda; a cabeça baixa, parecia distraído.
Então aproximei-me de mansinho para me ver de pertinho.
Me pegueiolhando a tela do celular e sorrindo.
Afastei-me despreocupado...
Ninguém sorri quando está triste...
Ou estou enganado?
Já percebo as rugas aparecendo vejo como o tempo passou mas também já fui criança lembro bem da minha infância que rapidamente terminou a adolescência nem lembro quando acabou mais aqui estou tenho a ilusões que O tempo passa mais devagar entre o por do sol e a alvorada, a minha pressa desapareceu certamente envelheceu como eu, meus passos já ficaram mais lentos corre e melhor nem tenta, pois a vida mim, ensinou Por mais que corra terminará no mesmo lugar.
De seus olhos veio uma força estranha
E fui aprisionada pelo feitiço daquele olhar...
Eu fui estupida
Eu era cega...
Em seus olhos claros e fascinantes
Achei minha perdição...
