Frio
↠ Maio ↞
Tempo frio.
Encoberta o brio,
da longa noite.
Lua sem estrelas,
quase sombrio.
Finda maio,
o calor faz a rota ao contrário.
O vento assovia,
Melodia da seca e cicia:
Mistério!
O falso sério,
no monólogo do eremitério.
Pessoas solitárias são como o vento corrente: frio e sempre com pressa de ir embora.
@juniorbztt (insta)
Porque ser abreviar a vida...
Não compreendo...
Pois a vida tem a perfeição...
Mesmo que tenha sido feita a sua vontade...
E caminho mais fácil te trouxe ao abismo...
Uma companheira muito nova...
Que ainda não sabe escolher o que quer...?
A falta de respeito a vida?
A falta de remédios...?
A falta de dinheiro?
Ninguém vai saber?
Pois sua história terminar no laço de uma corda!
Ninguém merece passar por isso!
Agora não tem mais nenhuma razão...
O ar vazio... O silêncio cobre o vale...
É mesmo silêncio que trás a verdade...
As adversidades são parte do contínuo...
Ser feliz te faz vive muito do além de meras alegações...
Agora uma viúva fresca...
Abnegação da alma perdida... Lhe aguardo no além...
E suas mentiras lamentáveis são parte de cada episódio...
Os telespectadores fazem adversidade ser plena. A cada instante que o berrante é tocado...
Tudo se tornou-se pó para o pó voltou...
Ninguém sabe da sua evolução...
Ninguém espera que eco responda...
A falta de mérito tenha aberto um portal...
Para outra dimensão aonde tudo seja diferente...
O conhecimento seja feliz como um sorriso bom.
Todos os obstáculos que tenha atravessar seja parte insanidade mental...
E rir faça parte da filosofia...
E que é insegura se faça o louvor... Para aqueles que se calaram...
"Amanhã
Quando o inverno se for
e chegar a primavera
Farei versos de amor
Forjados na longa espera
De dias mais coloridos
De noites doces, sinceras...
Porém hoje não.
Hoje canto a tristeza
Dos dia frios e insolentes
Das horas duras, incertas
Dor vadia, resiliente!
Ah, mas amanhã sim.
Louvarei o florir da vida
O recomeço da paixão
O sol no rosto, a cantiga
Versos de meu coração
Amanhã."
Eu sou o sem nome, quase invisível, que bate a sua porta... Com medo, frio,fome,de calça rasgada, camisa suja e gravata torta. Sou aquele que tem como fiel companheiro não um alguém mas sim um pequeno cão. Sou aquele que tem a pedra como travesseiro e a calçada como colchão. Sou aquele que você nega um pedaço de pão... Aquele que dorme ao relento em meio ao frio,sol, chuva, vento... Sou filho do desgosto,da solidão. Sou aquele pelo qual você vira o rosto ou encolhe as mãos. Sou aquele que vive da dura realidade e não da ilusão... aquele que sabe a dor da opressão...e que mesmo certo, nunca tem razão. Sou eu. Sou eu... Também sou seu irmão !
Naquela noite esfriou,ventou,chuveu... Sentiu um amargor na boca. A vista escureceu. E ninguém... ninguém apareceu... E ali em seu cantinho simples e apertado com apenas uma caneta e uma folha ao seu lado o poeta finalmente tornou-se em um ser grandioso e alado!..
(...)Somente a morte tem razão - o resto é fantasia. Ouça a última sinfonia... Beijes os meus lábios gelados com os teus lábios mudos. Olhes Tudo está frio, parado, estranho, calado... - Agora o nada é tudo...E tudo é ilusão!...
(...) É sempre escuro e frio o porto onde o meu coração veleiro atraca! - É sempre escuro e frio!...
– Quando eu estou do seu lado, me dá um frio na barriga, meu coração acelera, me dá uma tontura, um aperto no peito.
– Mas, gente, isso é uma declaração ou uma lista de sintoma?
E hoje me invadiu uma estranha saudade, talvez tenha sido o frio que chegou sorteiro a esta cidade, ou talvez seja a distância entre os mares.
Hoje me veio um devaneio ligeiro, era uma lembrança alimentada em meu peito, vazio leito sem um fio de esperança.
Hoje algo me abraçou forte, me levou em reviravoltas a momentos tão curtos, onde vi em relances o brilho infindo do teu sorriso espalhado em teu olhar, revelando a serenidade de uma vida encantada
Ida
Talvez eu fique por aí
Só talvez eu me negue a ir ,
Sinto o gosto do sangue morno na boca
O ferrugem do travar dos dentes.
Aquela porta escura que não deve ser aberta
Aquele fio de angústia
Que sai do peito esvaindo pelas costelas
A sensação do assoviar da morte .
Alguém puxa o fio
Eu sinto na minha carne
Palavras ,infinitas palavras despedida
Pobre alma ,vagante atormentada.
"Uma lágrima rola, enquanto o frio me assola. O céu se tolda, na noite inglória! Tristeza cola, em mim mora. Toda hora dá olá. Recidiva, em meu divã. Buá, buá, buá…"
(10/09/2017)
