Frases sobre poetas que celebram os artistas da escrita

⁠O sabonete que era seu desgastou,
A avelã que me deu estragou,
O estoque de aveia esgotou,
O banquete pra dois esfriou.

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⁠A aliança na gaveta
E o álbum guardado.
Ela está satisfeita,
Me vou conformado,

Reciclando retalhos
Em meu eu descartável.

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⁠A sensação aguça o paladar,
Prefiro o amargo à falta de sabores,
Mas com ela tudo se suaviza,
Voltamos a nos tratar como amores.

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⁠Gostamos de dosar,
Em medidas homeopáticas,
Práticas em equilibrar,
Debandar do amor apático.

Afago ou travessuras ?
Carícias ou ternura ?

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⁠Memorizando mais,
Limitaremos menos,
Mentalizando mais,
Teremos menos o que temer
E nos tornaremos mais.

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⁠Amarga Doçura,
Doce Amargura,
Sabores da cura
Que experimentamos.

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⁠Inanimada, mimada, maltratada.
Estudantes a usufruem,
Tratantes a confundem.

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⁠Altar dos casórios,
Palco dos escritores,
Símbolo supremo dos escritórios.

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⁠Vendida, comprada,
Doada, lixada, pintada,
Montada, desmontada, desdenhada,
Compensada, carunchada.

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⁠Suporte supostamente sociável,
Atura copos, pratos, panelas, jarras de suco,
Cartas de baralho e murros de truco !

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⁠Agüenta as facas e suas pontas,
Agüenta contas, pregos e cola,
Livros, álcool, mimeógrafo, carbono e sola.

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⁠Suporta-nos !
Eu, a letra “e”, Ela.

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⁠Distanciados pela injuntável falta de apetite,
Fusionados num coração de mesa riscado a grafite.

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⁠Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar.

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⁠Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu.

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⁠Tua missão esfacelou,
Teu projeto esfacelou,
Tua presença esfacelou,
Ela não voltará.

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⁠Não foi o vírus que a matou,
Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável.

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⁠Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez.

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⁠Ele nem mesmo a conhecia
E suas inofensivas idas e vindas,
Ceifaram vidas, arruinaram vidas.

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⁠Não me recordo dos teus nomes,
Nomes demais pra recordar,
Nomes demais pra mencionar.

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