Frases poéticas (reflexões inspiradoras sobre vários temas)

"Não é obrigatório ter motivo para estar alegre; o melhor é dispensá-lo e ser alegre sem motivo algum". In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.

Agora que sinto amor
Tenho interesse nos perfumes.
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.

( Alberto Caeiro [Heterônimo de Fernando Pessoa], In O Pastor Amoroso)

E com uma alegria tão profunda. É uma tal aleluia. Aleluia, grito eu, aleluia que se funde com o mais escuro uivo humano da dor de separação mas é grito de felicidade diabólica. Porque ninguém me prende mais.

Clarice Lispector
Água viva. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.

Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.

Piedade é a minha forma de amor. De ódio e de comunicação. É o que me sustenta contra o mundo, assim como alguém vive pelo desejo, outro pelo medo.

Clarice Lispector
Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Talvez a flechada no coração não seja para amarmos, mas para morrer de amor.

Valorize quem te ama pois daqui á alguns anos você vai ficar implorando por aquele amor que você tanto rejeitava.

⁠"Só retribua aquilo que lhe for dado com amor."

⁠Os paquetes que entram de manhã na barra
Trazem aos meus olhos consigo
O mistério alegre e triste de quem chega e parte.

Cuidemos muito bem do amor, que possuímos, pois se é verdade que ele nasce de menor coisa, também é verdade que se esvai sem facilidade, e qualquer coisa pode matá-lo; às vezes a falta de uma carícia; outras vezes uma simples corrente de ar frio...

Clarice Lispector
Correio feminino. Rio de Janeiro: Rocco, 2013.

Estou sofrendo de amor feliz. Só aparentemente é que isso é contraditório. Quando se sente amor, tem-se uma funda ansiedade. É como se eu risse e chorasse ao mesmo tempo. Sem falar no medo que essa felicidade não dure.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Sim, ela era alegrezinha dentro de sua neurose.

Clarice Lispector
A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Não é obrigatório ter motivo para estar alegre; o melhor é dispensá-lo.

Carlos Drummond de Andrade
O avesso das coisas: aforismos. Rio de Janeiro: Record, 1990.
Inserida por AdagioseAforismos

Pode-se aprender tudo, inclusive a amar! E o mais estranho, Lóri, pode-se aprender a ter alegria!

Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
Inserida por wtfmaria

Com meus relacionamentos aprendí que o amor não passa de uma palavra de 5 letras.

Inserida por MicaelleLispector

E cadê aquele amor que você diz que me deu?

Inserida por MicaelleLispector

Pra que tentar arrancar aquele amor? Se ele ja fincou raiz.

Inserida por MicaelleLispector

Amor-próprio

Ao contrário do amor,
o amor-próprio não acaba nunca.

Carlos Drummond de Andrade
O avesso das coisas: aforismos. Rio de Janeiro: Record, 1990.
Inserida por portalraizes

Amor

Entre um e outro amor,
é aconselhável um pouco de respiração.

Carlos Drummond de Andrade
O avesso das coisas: aforismos. Rio de Janeiro: Record, 1990.
Inserida por portalraizes

Olhar do Amor

Quem saber a lua e a estrela ver seu olhar, mas não quero que veja sua brilhosidade, o motivo bem raro, pra nunca os olhares acabar com sua luz..

Inserida por Fernando_Pessoa_2