Frases Nao Temo

Cerca de 512217 frases e pensamentos: Frases Nao Temo

Somos inocentes, mas responsáveis. Inocentes perante aquele que já não existe, responsáveis perante nós próprios e os nossos semelhantes.

Não humilhes, e não serás humilhado.

É de admirar que um adivinho não ria ao ver outro adivinho.

Ser-se livre não é nada fazer, é ser-se o único árbitro daquilo que se faz ou daquilo que se não faz.

O homem, por natureza, é levado a desprezar quem o bajula e a admirar quem não se mostra condescendente.

O inferno é darmo-nos conta de que não existimos e não nos conformamos com isso.

Os defeitos dos outros não devem nos incomodar, mas, sim, nos ensinar

As leis de difícil execução em geral não podem ser boas.

A vida, por fim, não passa de um hábito que se tem de perder, depois de todos os outros.

O homem que diz não ter nascido feliz, podia ao menos vir a sê-lo mediante a felicidade dos amigos e parentes. A inveja priva-o deste ultimo recurso.

Não há pai nem mãe a quem os seus filhos pareçam feios; nos que o são do entendimento ocorre mais vezes esse engano.

Lá onde a identidade individual se apaga, não há nem punição nem recompensa.

O castigo de quem pratica atos contra a natureza e que, quando quiser ser natural, já não o conseguirá. A história de Jekyll e Hyde.

Há duas coisas que não se perdoam entre os partidos políticos: a neutralidade e a apostasia.

Ninguém alcança o que não possui de nascença, e o que te é estranho não o podes cobiçar.

Não afirmo que o inimigo do Brasil é o capital estrangeiro, mas também não afirmo que por ser estrangeiro é melhor e mais amigo.

O estilo não é a roupa, mas a pele de um romance. Faz parte da sua anatomia como as entranhas.

A mulher veste-se para as demais mulheres, e não para os homens, nem sequer para aquele a quem mais quer.

O ódio não cessa com o ódio em tempo algum, o ódio cessa com o amor: esta é a lei eterna.

Não há baliza racional para as belas, nem para as horrorosas ilusões, quando o amor as inventa.

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., Amor de Perdição, 1862