Frases Deita no meu Colo Amor

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Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. Mas – mas eu também?! Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos. Sim.

Clarice Lispector
A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Eu poderia ter escolhido qualquer um, mas meu coração preferiu escolher você.

Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.

Quero ter duendes a meu redor, porque sou corajoso. A coragem que afugenta os fantasmas cria seus próprios duendes: a coragem quer rir.

Se eu me confirmar e me considerar verdadeira, estarei perdida porque não saberei onde engastar meu novo modo de ser – se eu for adiante nas minhas visões fragmentárias, o mundo inteiro terá que se transformar para eu caber nele.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Por esses longes todos eu passei, com pessoa minha no meu lado, a gente se querendo bem. O senhor sabe? Já tenteou sofrido o ar que é saudade? Diz-se que tem saudade de ideia e saudade de coração…

Guimarães Rosa
Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

Eu perdi o meu medo da chuva. Pois a chuva, voltando pra terra, traz coisas do ar.

E em terra de leoa, meu bem, cachorra não tem vez!

.Meu coração vai desdobrando os panos, se alargando aquecido, dando a volta ao mundo, estalando os dedos pra pessoa e bicho.

"Meu cupido trabalha na NASA, e tá perdido no espaço."

Corpo, meu velho companheiro, nós pereceremos juntos. Como não te amar, forma a quem me assemelho, se é nos teus braços que abarco o universo.

Não devemos nos perder, somos tão poucos, meu amigo. Cuide bem de você, não sofra sem necessidade.

As pessoas vão embora da minha vida, mas na maioria das vezes elas permanecem no meu coração.

Às vezes a gente quer apenas um colo para deitar, um carinho a sentir, um abraço para aconchegar. Uma pessoa para chamar de sua. E um amor para ficar.

Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Clarice Lispector
Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Nota: Trecho do conto Felicidade clandestina.

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Os programas de ajuda podem aquecer o coração dos ingênuos, mas o que realmente significam e colocar mais poder nas mãos dos burocratas.

A honestidade é antipática.
As pessoas que são justas, discretas, comportadas, netos ao colo, casos arquivados, não rendem literatura.
A impureza emociona.

Colo, cafuné, vinho, lua, céu, cheiro de mato, músicas e sensações.

Não aceno bandeira, não colo adesivo, não tenho partido, odeio político. A única campanha que eu faço é pelo ensino e pro meu povo se manter vivo.

Preciso de um colo que ninguém dá. Mas tudo bem.