Frases de Salomão

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Salomão é um personagem bíblico, foi o terceiro rei de Israel. Hábil conselheiro e grande administrador, construiu o templo de Jerusalém

Um Estado que teme a crítica na ponta da língua é um Estado que já perdeu o controle sobre a justiça das suas próprias ações.

A censura é a tesoura com que a ignorância tenta cortar as asas da jurisprudência.

O Direito sem a liberdade de expressão é apenas uma prisão com assoalho de mármore e paredes de papel.

Silenciar o erro alheio pela força da censura é atestar a incompetência da própria verdade jurídica.

A palavra livre é o oxigênio do pacto social; a censura, o veneno injetado nas veias da constituição.

Quando a lei se arma contra a palavra, ela deixa de proteger a praça pública para fortificar o calabouço.

A censura transforma o tribunal em um cartório de ecos e o magistrado em um coveiro de ideias.

Proibir o pensamento de circular é condenar o Direito a caminhar acorrentado no escuro.

Onde o Estado decide o que pode ser dito, o cidadão passa a existir apenas por favor e permissão.

A justiça que precisa da censura para se sustentar é frágil como um castelo de areia na maré alta.

O verbo indesejado é muitas vezes o único antídoto contra a tirania travestida de legalidade.

A censura é o curto-circuito da democracia: desliga a luz para que o arbítrio possa reinar sem testemunhas.

Um tribunal que teme o debate livre não é a casa da justiça, mas o santuário do medo.

O Direito existe para que a força da palavra substitua a palavra da força; a censura faz o caminho inverso.

Cortar a língua do dissidente não purifica o discurso público, apenas assassina a pluralidade da lei.

A censura jurídica é a tentativa vã de congelar o rio da história com as regras do inverno.

Quem cala a voz alheia com o código na mão revela que o seu único argumento legítimo é a algema.

A Justiça começa quando o Direito aprende a agradecer àqueles que lhe deram uma voz.

O jurista que conhece a lei, mas não reconhece quem sofreu para que ela existisse, conhece o Direito e ignora sua história.

Gratidão é a memória moral do Direito: impede que a conquista de ontem seja tratada como privilégio de hoje.