Frases de Salomão
O direito não regula a reputação, mas pode impedir que ela entre disfarçada nos atos da administração.
Neutralidade temática: o dever de busca é o mesmo para o fenômeno desacreditado e para o relatório de safra.
O fogo simboliza a realidade enquanto processo: aquilo que parece permanecer é, em última análise, transformação juridicamente contínua de estados anteriores.
O caráter constitui uma espécie de legislação íntima: aquilo que reiteradamente se escolhe acaba adquirindo força normativa sobre o próprio destino.
A sabedoria consiste em harmonizar pensamento, ação e natureza, evitando que a vontade individual se proclame soberana diante da estrutura objetiva da realidade.
O ser é; o não-ser não é. Toda construção jurídica, filosófica ou científica que pretenda atribuir existência ao inexistente incorre em contradição ontológica.
Os despertos compartilham uma ordem comum; os adormecidos vivem sob constituições particulares elaboradas pela própria consciência.
Os sentidos constituem testemunhas imperfeitas quando a consciência permanece incapaz de interpretar juridicamente aquilo que testemunha.
Sem a experiência da injustiça, a própria consciência humana teria dificuldade para delimitar o conceito pelo qual distingue o justo do injusto.
Pensar é faculdade comum, mas seu exercício juridicamente responsável exige submissão da opinião ao exame da razão.
Pensamento e ser não são estranhos entre si: toda pretensão de conhecer pressupõe alguma relação entre consciência e realidade.
Aquilo que pode ser pensado e aquilo cuja existência torna possível o pensamento encontram-se vinculados por uma relação ontológica que nenhuma retórica pode dissolver.
Não há fundamento ontológico fora do ser, assim como não pode haver norma cuja validade dependa daquilo que absolutamente não existe.
O ser não depende de nascimento ou extinção, porque aquilo que verdadeiramente é não pode surgir absolutamente do nada nem retornar absolutamente a ele.
O ser é uno, contínuo e indivisível: sua fragmentação pertence ao domínio das aparências, não à estrutura última da realidade.
É necessário pensar o ser como condição de possibilidade de todo discurso que pretenda afirmar alguma coisa sobre a realidade.
O ser permanece imóvel em sua essência porque nenhuma transformação fenomênica pode alterar aquilo que constitui sua condição ontológica fundamental.
