Frases de Salomão

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Salomão é um personagem bíblico, foi o terceiro rei de Israel. Hábil conselheiro e grande administrador, construiu o templo de Jerusalém

O homem teme a morte, mas deveria temer também sobreviver às próprias convicções depois que os fatos já as sepultaram.

A história é o arquivo das certezas que perderam a batalha contra o tempo.

Quase toda tirania começa pedindo uma exceção e termina explicando por que a exceção sempre foi necessária.

O poder adora chamar de caos aquilo que simplesmente não consegue controlar.

A justiça não consiste em tratar todos como iguais diante das diferenças, mas em impedir que as diferenças sejam convertidas em justificativas para a desigualdade arbitrária.

O ser humano criou tribunais para julgar seus semelhantes e filosofias para justificar aquilo que os tribunais não conseguem absolver.

Talvez a maior conquista da razão não seja descobrir respostas, mas impedir que homens armados de certezas transformem dúvidas em crimes.

A religião pode oferecer sentido à existência; o perigo começa quando alguém pretende converter esse sentido pessoal em legislação universal para consciências alheias.

O Estado laico não precisa combater a fé: basta impedir que qualquer fé adquira o monopólio jurídico da consciência.

Entre a fé que admite sua natureza de crença e o dogma que exige ser tratado como evidência existe toda a distância entre humildade e poder.

A democracia não morre somente quando se fecham as urnas; às vezes começa a morrer quando os cidadãos deixam de suportar que o outro pense diferente deles.

Toda época acredita ter superado a barbárie até descobrir que apenas encontrou instrumentos mais sofisticados para praticá-la.

O homem civilizado aprendeu a esconder a violência sob palavras elegantes; talvez seja por isso que algumas injustiças chegam ao tribunal usando gravata.

Pensar livremente é aceitar a possibilidade incômoda de que aquilo que defendemos com maior eloquência seja precisamente aquilo que deveríamos investigar com maior rigor.

Se existe uma aristocracia que merece sobreviver ao tempo, não é a do sangue nem a do dinheiro, mas a da consciência que se recusa a ajoelhar diante da própria ignorância.

Talvez a verdadeira liberdade seja isto: possuir convicções suficientemente profundas para defendê-las e inteligência suficientemente humilde para abandoná-las quando a verdade exigir.

O mundo que conhecemos não chega à consciência em estado bruto; entre a realidade e aquilo que acreditamos ser realidade existe sempre a estrutura de nossa própria percepção.

Por trás da racionalidade com que justificamos nossas escolhas existe uma vontade que frequentemente decide antes que a consciência encontre argumentos para explicar a decisão.

O indivíduo pode escolher aquilo que deseja fazer, mas não escolhe livremente a origem de todos os desejos que determinam aquilo que pretende fazer.

A existência humana oscila entre a dor provocada pelo que desejamos e o vazio que pode surgir quando já não encontramos algo pelo qual desejar.