Frases de Manoel de Barros

Cerca de 108 frases de Manoel de Barros

Eu via a natureza como quem a veste.
Eu me fechava com espumas.

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Gosto de viajar por palavras do que de trem.

Manoel de Barros BARROS, M. Retrato Do Artista Quando Coisa. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998.

A minha independência tem algemas.

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Nota: Trecho de Link

Afundo um pouco o rio com meus sapatos.
Desperto um som de raízes com isso
A altura do som é quase azul.

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Há um comportamento de eternidade nos caramujos.

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Sou mais a palavra ao ponto de entulho.
Amo arrastar algumas no caco de vidro,
envergá-las pro chão, corrompê-las, -
até que padeçam de mim e me sujem de branco.

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Poeta é um ente que lambe as palavras e depois se alucina.

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Poetas e tontos são feitos com palavras.

Manoel de Barros

Nota: Paráfrase de Link

Me procurei a vida inteira e não me achei - pelo que fui salvo.

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Nota: Trecho de "Auto-retrato falado": Link

É no ínfimo que eu vejo a exuberância.

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Só quem está em estado de palavra pode
enxergar as coisas sem feitio.

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

A tarde está verde no olho das garças.

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Eu precisava de ficar pregado nas coisas vegetalmente e achar o que não procurava.

Manoel de Barros BARROS, M. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Editora Record, 2000.

Por pudor sou impuro.

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Sou fuga para flauta de pedra doce.
A poesia me desbrava.
Com águas me alinhavo

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

As folhas das árvores caem para nos ensinar a cair sem alardes.
Manoel de Barros.

O rio que fazia uma volta
atrás da nossa casa
era a imagem de um vidro mole...

Passou um homem e disse:
Essa volta que o rio faz...
se chama enseada...

Não era mais a imagem de uma cobra de vidro
que fazia uma volta atrás da casa.
Era uma enseada.
Acho que o nome empobreceu a imagem.

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Do lugar onde estou já fui embora.

Manoel de Barros BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Meditei sobre as borboletas. (...) Vi que elas podem pousar nas flores e nas pedras, sem magoar as próprias asas.

Manoel de Barros BARROS, M. Memórias Inventadas: A Terceira Infância. São Paulo: Planeta, 2008.

As folhas das árvores servem para nos ensinar a cair sem alardes.

Manoel de Barros BARROS, M. Memórias Inventadas: A Segunda Infância. São Paulo: Planeta, 2006.