Frases de Luiz
Quem escreve gosta de fazê-lo para os que pensam, não para os que juntam letras para formar palavras.
Sobre os medos: Na primeira vez em que vieram eu me assustei. Mas logo em seguida se foram... E eu fiquei!
A ciência do autodomínio consiste em não subestimar os riscos, mas sem mergulhar em paranóia, e a do equilíbrio é ser cauteloso sem contudo se ver como uma ilha cercada de ameaças por todos os lados.
Existem dois tipos de pessoas que nunca se mostrarão indispensáveis: aquelas que não fazem o indispensável e as que só fazem o indispensável.
Não espere que empenhar-se ao máximo para oferecer apenas o melhor agradará a todos. Haverá sempre aquele para o qual a excelência irá produzir muito incômodo por ter ciência que a comparação deixar-lhe-á exposta a própria mediocridade.
Seja para acusar ou para defender, sempre que a ênfase na opinião se mostrar maior do que no fato, então nada do que se ouvir deverá ser tomado como inquestionável.
A intempestividade precisa de muitas palavras. A autoconsciência desperta para a eloquência do silêncio.
Tudo o que deste sem pedir nada em troca é tesouro que nunca se esgota. O que não te dão quando és tu que precisas, te será convertido em dádivas.
Mostrar-se consciente e disciplinado é admirável; tornar-se servil a preceitos alheios é desprezível.
Nunca dependi de ídolos, gurus ou heróis me apontando o caminho. Alguns exemplos me inspiram, mas o mestre que sigo é o meu cérebro.
Não são os grandes esforços que fazemos pelas pessoas que subtraem nossa energia, mas a banalização do preço pago para atender coisas tão supérfluas que tropeçam no desrespeito.
O terror que algumas pessoas sentem de virar mais uma vítima da torpeza alheia faz com que vendam suas almas às indignidades, se acovardem diante de ações espúrias inequívocas e admitam o abjeto, criando justificativas para si mesmas de forma a continuar tolerando o intolerável.
Como saber se a carapuça se ajustou perfeitamente à cabeça de quem
a tomou para si? Ela pesa como chumbo, inclinando quem a está usando até o ponto de se perceber cara a cara com a própria vergonha!
O limite do medo vai até onde não nos cala diante da torpeza, e nem nos acovarda ao ponto de aceitarmos trocar a justiça pelo conforto.
O bom combate é aquele em que não se replica a estratégia dos covardes, escolhendo antes a consciência como arsenal de guerra, a verdade como munição e a caneta como arma.
Sempre que se permite o mal prevalecendo sobre a decência e nada se faz a respeito, fica-se refém de quem o pratica, aceita-se o medo colocado acima da dignidade, e ganha-se o desprezo dos que o testemunham por conta de uma covardia degradante e injusta.
Ninguém duvida que o lugar mais seguro para um avião estar é no solo.
Mas se tivessem sido feitos para permanecer no chão, por princípio não teriam asas.
