Por longos anos ali ficou trancado,
condenado a infinita eternidade.
Espírito e corpo amaldiçoados.
Um ser eterno, sem liberdade.
A cova rasa foi violada,
libertando o ser condenado,
mas sua maldição arruinou sua alma,
desejava estar morto e enterrado!
Queria eu poder ver o mundo através de suas lentes. Seu eu, através do meu, por toda a eternidade. No preto, no branco, no colorido, queria eu em teu peito ver além de simples fotografias, ver sua imensa alma.
Posso te dar minha eternidade, ou quem sabe um dia entre julho e agosto, um dia só nosso, um dia de luz para um coração que vive no escuro, sem ilusões.