Frases de Bob Marley sobre Dor

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A normalidade é o cemitério da inteligência. Se a sua vida não tem um toque de estranheza, você está apenas repetindo um roteiro escrito por mentes medíocres.

Chamar o acaso de 'destino' é a forma mais primitiva de preguiça intelectual. O destino nada mais é do que o resultado lógico de variáveis que você foi arrogante demais para ignorar ou ignorante demais para calcular.

O niilista é aquele que morre de sede diante de uma fonte apenas porque não acredita na pureza da água. Prefiro a loucura da esperança à lucidez estéril de quem cultua o nada.

A fé é o único contrato onde o cliente paga com a sua liberdade para receber um produto que só será entregue após a sua morte. Um péssimo negócio para quem tem urgência de viver.

A normalidade é uma média estatística que só serve para apagar o brilho do que é genuíno. Se você não é considerado um pouco estranho pela massa, provavelmente está apenas servindo de moldura para o mundo dos outros.

O cérebro pode até formular a lógica da nossa existência, mas é no peito que a gente decide se vale a pena acordar amanhã. A razão sem paixão é apenas um relógio que marca as horas de um funeral.

Trocamos nossos instintos por algoritmos e nossa solidão por curtidas, mas no fim do dia, o vazio continua lá, esperando por uma palavra que tenha coragem de ser verdade.

Vivemos o auge da ironia evolutiva: o autismo, historicamente definido pelo abismo na comunicação, tornou-se o novo pré-requisito para o palanque digital. Nunca tantos 'incapazes de se comunicar' falaram tanto para tanta gente sobre como é difícil falar.

Antigamente, o isolamento era o sintoma; hoje, é o roteiro. O mercado de diagnósticos descobriu que a melhor forma de vender a cura para a 'dificuldade de comunicação' é transformá-la em um infoproduto vendido por um influenciador que não para de falar.

Desejamos o que o outro deseja porque temos medo de descobrir que, no fundo, o nosso desejo original é um abismo sem fundo.

A depressão é o corpo dizendo à mente que ele está cansado de interpretar um personagem que não existe.

A verdadeira loucura não é perder a razão; é perder tudo, menos a razão, e tornar-se um autômato de valores que nunca foram seus.

O ego é um vigia noturno que acredita ser o dono do prédio. Ele passa a vida trancando portas, sem perceber que o que ele mais teme já está do lado de dentro.

A mente é um excelente servo, mas um mestre tirânico. Se você não aprender a ler as entrelinhas dos seus traumas, passará a vida chamando o destino de "vontade própria".

A eutanásia é tratada como um horror por uma sociedade que obriga você a viver uma agonia sem propósito apenas para não ferir a estética do "milagre da vida". No fundo, a moralidade prefere um cadáver respirando por aparelhos a um homem livre partindo com dignidade.

A caridade é o imposto que o rico paga para não ter que olhar nos olhos da injustiça que o sustenta. É o ato de devolver uma migalha do pão que você roubou para ser chamado de santo por quem está passando fome.

O luto é a nossa raiva por termos sido abandonados por alguém que não pediu nossa permissão para morrer. Choramos no velório não pelo morto, que finalmente descansou da nossa chatice, mas pela nossa dificuldade de encontrar outro figurante para o nosso drama pessoal.

Se o canibalismo fosse sacramentado por uma divindade, estaríamos discutindo hoje qual o melhor tempero para o vizinho em vez de estarmos preocupados com a paz mundial. Parece que a moralidade é apenas uma questão de quem escreveu o livro primeiro.

A tecnologia não é uma "fabricação de cadáveres", mas a ferramenta suprema da vontade humana. Através da computação, da engenharia genética e da inteligência artificial, o homem deixa de ser um escravo do acaso biológico para se tornar o arquiteto da própria realidade.

Dominar a natureza através da técnica é o ápice da racionalidade. É a prova de que não estamos aqui para apenas "contemplar" o ser, mas para transformá-lo conforme nossa necessidade e desejo.