Frases de Autores Conhecidos
Estou tão burrinha hoje, quanto mais eu escrever mais bobagens digo.
Nota: Trecho de carta para Lúcio Cardoso, escrita em 7 de fevereiro de 1945.
...MaisResolvi não falar hoje em saudade, nem dar a entender “saudade” por carinhos... Senão me derramaria demais e perderia o equilíbrio que é tão necessário pelo menos para se dormir de noite.
Nota: Trecho de carta para Elisa Lispector e Tania Kaufmann, escrita em 9 de maio de 1945.
...MaisTudo o que eu tenho é a nostalgia que vem de uma vida errada, de um temperamento excessivamente sensível, de talvez uma vocação errada ou forçada etc.
Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 1 de setembro de 1945.
...MaisMeus problemas são os de uma pessoa de alma doente e não podem ser compreendidos por pessoas, graças a Deus, sãs.
Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 1 de setembro de 1945.
...MaisÀs três horas da tarde sou a mulher mais exigente do mundo. Fico às vezes reduzida ao essencial, quer dizer, só meu coração bate.
Nota: Trecho de carta para Fernando Sabino, escrita em 19 de junho de 1946.
...MaisNão se pode fazer arte só porque se tem um temperamento infeliz e doidinho.
Nota: Trecho de carta para Fernando Sabino, escrita em 19 de junho de 1946.
...MaisPensei que só não deixava de escrever porque trabalhar é a minha verdadeira moralidade.
Nota: Trecho de carta para Fernando Sabino, escrita em 19 de junho de 1946.
...MaisO problema para quem escreve é antes de tudo um problema literário – mas pergunto-lhe agora: é ainda um problema literário a falta de pés no chão ou é anterior a ele?
Nota: Trecho de carta para Fernando Sabino, escrita em 13 de outubro de 1946.
...MaisDepois que uma pessoa perder o respeito de si mesma e o respeito de suas próprias necessidades – depois disso fica-se um pouco um trapo.
Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 6 de janeiro de 1948.
...MaisHá certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo.
Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 6 de janeiro de 1948.
...MaisFora as vezes que vi por televisão, só assisti a um jogo de futebol na vida, quero dizer, de corpo presente. Sinto que isso é tão errado como se eu fosse uma brasileira errada.
Nota: Trecho da crônica Armando Nogueira, futebol e eu, coitada.
...MaisO futebol tem uma beleza própria de movimentos que não precisa de comparações.
Nota: Trecho da crônica Armando Nogueira, futebol e eu, coitada.
...MaisEu não queria só ter um passado: queria sempre estar tendo um presente, e alguma partezinha de futuro.
Nota: Trecho da crônica Armando Nogueira, futebol e eu, coitada.
...MaisSe seu time é Botafogo, não posso perdoar que você trocasse, mesmo por brincadeira, uma vitória dele nem por um meu romance inteiro sobre futebol.
Nota: Trecho da crônica Armando Nogueira, futebol e eu, coitada.
...MaisNão é o grau que separa a inteligência do gênio, mas a qualidade.
Sei que sou inteligente e que às vezes escondo isso para não ofender os outros com minha inteligência.
Nota: Trecho do conto A partida do trem.
...MaisDetesto que esperem por mim. Não é por delicadeza ou por medo de desapontar. É que alguém esperando por mim é um medo de não se estar só.
Fiquei de novo diante de mim, boba. Não sei o que fazer. Que sou? Realmente, não posso nem de longe escrever como escrevo. Ou deixo definitivamente de escrever ou escrevo de outro modo. Não posso ficar em arabescos. Se eu não tenho mais nada a dizer, que eu morra.
Eu não quero ser eu só porque tenho um eu próprio. Eu quero é a ligação extrema entre a terra do Brasil e eu.
Além do mais, o homem que sou, tenta em vão inquieto acompanhar os meandros bizantinos de uma mulher, com desvãos e cantos e ângulos e carne fresca – e de repente espontânea como uma flor.
