Frases de Autores Conhecidos
Não a claridade que nasce de um desejo de beleza e moralismo, como antes mesmo sem saber eu me propunha; mas a claridade natural do que existe, e é essa claridade natural o que me aterroriza.
Embora eu saiba que o horror – o horror sou eu diante das coisas.
O óbvio é muito importante: garante certa veracidade.
Nota: Trecho da crônica Divagando sobre tolices.
...MaisNosso inconsciente é infinito.
Nota: Trecho da crônica Divagando sobre tolices.
...MaisMas eu quero visitas, dizia, elas me distraem da dor terrível.
Nota: Trecho da crônica Morte de uma baleia.
...MaisMinha autocrítica a certas coisas que escrevo, por exemplo, não importa no caso se boas ou más: mas falta a elas chegar àquele ponto em que a dor se mistura à profunda alegria e a alegria chega a ser dolorosa – pois esse ponto é o aguilhão da vida.
Nota: Trecho da crônica Autocrítica no entanto benévola.
...MaisTemos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas.
Meu Deus, como o amor impede a morte!
Nota: Trecho da crônica Ao correr da máquina.
...MaisPorque (...) se sendo gente eu consigo ir, por que haveria de perder essa capacidade ao me tornar mais gente?
Nota: Trecho da crônica O “verdadeiro” romance.
...MaisEu trocaria uma eternidade de depois da morte pela eternidade enquanto estou viva.
Quanto eu devia ter vivido presa para sentir-me agora mais livre somente por não recear mais a falta de estética...
Nunca soube ver sem logo precisar mais do que ver.
Estou precisando de olhar sem que a cor de meus olhos importe, preciso ficar isenta de mim para ver.
Minha pergunta, se havia, não era: “que sou”, mas “entre quais eu sou”.
Há um mau-gosto na desordem de viver. E mesmo eu nem saberia, se tivesse desejado, transformar esse passo latente em passo real.
Em mim, tudo o que eu superpusera ao inextricável de mim, provavelmente jamais chegara a abafar a atenção que, mais que atenção à vida, era o próprio processo de vida em mim.
Os regulamentos e as leis, era preciso não esquecê-los, é preciso não esquecer que sem os regulamentos e as leis também não haverá a ordem, era preciso não esquecê-los e defendê-los para me defender.
É que, mão que me sustenta, é que eu, numa experiência que não quero nunca mais, numa experiência pela qual peço perdão a mim mesma, eu estava saindo do meu mundo e entrando no mundo.
Aquilo estava pela primeira vez fora de mim e ao meu inteiro alcance, incompreensível mas ao meu alcance.
A vida é tão contínua que nós a dividimos em etapas, e a uma delas chamamos de morte. Eu sempre estivera em vida, pouco importa que não eu propriamente dita, não isso a que convencionei chamar de eu. Sempre estive em vida.
