Frase de poesia
NÃO HÁ AMOR QUE RESISTA...
Não há amor que resista uma boa dose de poesias em uma taça de vinho ou de champanhe. Esse é o método para nunca se esquecer das palavras vivas e floridas apresentadas nas campinas.
VERA
Em teu nome VERA, tem saber e muito mais...
Ser franca e sincera são sinônimos que seu nome traz.
A literatura já dizia:
Que entre russos na homilia, tu és filha de Sofia.
Vera que é fé, nascida da sabedoria...
Entender é saber
onde começa
e onde termina.
Respeite as palavras
e elas te darão o entender.
Não tenha pressa
respeite as paradas.
Aprenda com as conversas
Com o tempo
você intendo o verso.
E sem perceber
aprende sem saber.
Sentença
Em altas doses, bebi com gosto a sua presença.
Senti na alma o sabor de sua essência...
Até embriagar-me de saudades,
Ao perceber a sua ausência...
Essa foi sim, minha pior, sentença.
Onde esta a felicidade?
Felicidade foi embora,
Tudo parece tão mas tranquilo,
O vazio me trilha o caminho,
Onde já se foi meu doce rebrilho…
Ah, onde estas, onde estou, quem levou-te embora,
Procuro não acho, na face onde eu guardo,
Ah, onde estou, onde estas, quem levou-te embora.
Loucura secreta
Deixe sua porta entreaberta,
Para que eu entre, sorrateiro...
Deixe-a em uma hora incerta.
E, de maneira discreta,
Desvendarei sua loucura mais secreta...
Papéis rasgados
Quantos papéis rasgados
Pela insônia, em poemas inacabados...
Não importa quantos!
Se ao final de tantos...
Tenha escrito versos santos,
Que fale de um amor, entretanto.
NA LATA
Aquelas placas de lata
com palavras diretas... Na lata!
... Tá na placa...
Tem gente que não olha e acha,
tem inocente, que olha, vê...
Mas não acha!
Aquela placa tem a dica,
p'ra transgredir no paralelo
ou! despedaçar no velho racha.
Antonio Montes
O LOUCO
Louco que louco
Que sabedes das suas demências
Talvez não seja louco
Ou talvez seja
Mas o louco que louco
Que se presume sapiente
Tende mesmo a ser louco
Puro demente!
FINGE
Fascínio libertino
De querenças e prazeres
Amasso e lambança
Tons desatinados de amores
Que amor que loucura
Que desejo que frescura
Finge,
Toques profundos e ardentes
Em mantos e prantos de prazeres.
BANCOS e JARDINS
(D'sorroco)
Verdes de Vida
Cruas
Bisbilhotando jovenildade
Aspirando ares da urbe
Passam por min
Amors de toda a parte
Encantam-me e me enamoram
Nestes bancos solitarios sem fim
Fiz por mim.
Vi que tinha gente olhando,
Parei, olhei a volta,
Vi gente interessada.
Coloquei mais milho na fogueira,
Pois tinha gente de olho na palha assada.
Perco o sentido do tempo,
Tempo este moribundo.
Com a felicidade já me contento,
Todo o resto é ruído do fundo.
Com muita audição,
De quem este sentido tem.
Já senti o coração,
Entrou a dez saiu a cem.
O ser humano aprendeu a voar,
sem rede e livres como as gaivotas percorrendo o céu azul dos sonhos;
aprendeu a nadar sem limites como os golfinhos, mergulhando nos oceanos da ambição; mas esqueceu de aprender o essencial desta vida, amar uns aos outros como irmãos.
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