Frase de Dor de Amor
"Morreste?
Não! Tu eternizastes,
Pois,
A morte é apenas um manto
Transparente na minha mente,
E tu, cubriste o no barro."
Ezequiel Barros
Lágrimas secas b/e1, em memória de Genenciano Filipe Batista, saudades de te Pai.
A saudade anda compondo melodias mudas,
Notas que flutuam nas veias cheias de sentimentos,
Nos acordes do passado, ainda ecoam nas emoções e nas memórias,
Na partitura da alma, só quem consegue ler
É quem tem a chave do coração machucado,
Que na sinfonia do amor, foi o abrigo.
"As lágrimas escorrem pela face, e a moça, sem disfarces, as mistura com alegria, e apesar de nem tudo ser doçura, a moça dribla a dor e se cura, fazendo do choro, uma poesia."
Mychele Magalhães Veloso
Misturado a compaixão e um punhado de tragédia, cada pessoa sufoca-se na felicidade que tem ou morre na infelicidade...
A FERRO E FEL
Ao que vem infortúnio?
Quantas culpas no muro
Paredão pro esmurro
Não te torna mais puro!
Muito duro é o ardor
Incontável a dor
Fel arrebatador
Na perda de um amor
Julgamento maltrata
Mas a alma desata
Em invocação Sacra
Pra leveza sensata!
Numa Hera de histeria, trovões eram calmaria
Nasce então, aquele que está sempre em guerra
Independente do clima:
Ares de paz
Ares de amor
Ares de trevas
Ares de dor
Mas sempre Ares!
Um dia há de produzir a harmonia.
A cor do giz no quadro não importava mais. Naquela selva amarga - onde a loucura era somada aos aprendizados da dor - restou viver da saudade, se lembrar da vontade, e refletir sobre o amor. ✨
E nesse canto, onde meu pranto atingiu o ponto, me embriago e canto dentro deste labirinto a canção do meu tormento, que ruge violento como o sussurro do vento. Minto a mim mesmo que estou pronto, sedento e faminto para que habites esse recinto e seja unguento.
Se dividirmos
Podemos suportar
Deus não entrega nada
Que não possamos aguentar
Pois não existe outro
Que saiba mais de dor
Quanto mais sacrifício
Mais bonito é o amor
Aqui é onde a desistência encontra redenção, onde a poesia nasce do fracasso e onde ser honesto dói, mas cura.
Mas agora eu uso a tua ausência como um casaco: grande demais, pesado demais e cheio de coisa tua.
Ainda me aquece.
Mas só machuca.
Tu chegava como quem acende as luzes da sala e pergunta se eu quero ficar.
Mas a cada resposta minha, desligava uma lâmpada.
E eu, tateando no escuro, comecei a achar bonito tropeçar em você.
Pior: comecei a achar que amar era isso.
Tentar caber em alguém que já está cheio de si.
Uma arma apontada para tragédia ou para defender a quem se quer. Louco que puxa o gatilho sem discernimento algum. Projétil que mata a razão humana e assassina a vontade do próprio ser; a isto nomearam de amor.
Não contabilizo o bem que eu fiz mas continuo perplexo toda vez que deparo pelo desnecessário rancor diante de quem só lhe deu amor. Por revolta da vida, faz revanche em um monologo estupido e cruel da unica língua áspera que entende, a da dor.
