QUANDO UM RÓTULO VIRA UMA ARMA, A... Escritor, Dr em Psicanálise...

QUANDO UM RÓTULO VIRA UMA ARMA, A JUSTIÇA PRECISA OLHAR PARA OS DOIS LADOS.

Hoje se tornou comum, principalmente nas redes sociais, alguém chamar o marido de “narcisista”, “abusador”, “tóxico” ou outros termos semelhantes durante uma crise no relacionamento.

Mas uma palavra repetida muitas vezes não se transforma automaticamente em verdade.

Se existe violência, que seja denunciada. Se existe abuso, que seja investigado. Se existe sofrimento, que a vítima seja acolhida.

Mas, da mesma forma, se existe uma acusação injusta, o homem também tem honra, imagem, dignidade e direito de defesa.

A Constituição Federal garante a igualdade entre homens e mulheres e também protege a honra e a imagem de qualquer pessoa. O art. 5º assegura o direito de resposta e indenização quando houver violação desses direitos.

O Código Civil, em seus arts. 186 e 187, também reconhece a possibilidade de responsabilização quando uma conduta viola direito e causa dano, inclusive moral, ou quando há abuso no exercício de um direito.

Não estou dizendo que toda acusação feita por uma mulher é falsa. Estou dizendo que toda acusação precisa ser tratada com responsabilidade.

Porque chamar alguém de “narcisista” não é diagnóstico.
Chamar alguém de “abusador” não é sentença.
Uma postagem não é prova.
E uma acusação não pode substituir a apuração dos fatos.

A mulher merece proteção. O homem merece proteção.
A vítima merece ser ouvida. O acusado merece ser ouvido.
E a verdade merece ser buscada antes de qualquer julgamento.

Justiça não é escolher um lado antes de conhecer os fatos.

Justiça é analisar os dois lados.