O tempo passa tão depressa, a idade... Egnaldo Barros da Silva
O tempo passa tão depressa, a idade avança para nós, seres humanos, e o tempo continua jovem. O progresso tecnológico evolui e muitos de nós estão ficando para trás, o uso dos telemóveis e das redes sociais deslumbra nesta época, sem nos consciencializarmos de que ler assiduamente em aparelhos com que têm por base radiações e fontes luminosas faz mal aos olhos. Por maioria de razão ao olhar e ler regularmente no telemóvel é o tope do momento. “Este é um tempo de tempo obscurecido / tempo sem a certeza do amanhã / as flores que vais colher hoje, podem murchar / antes que na palavra o Sol desponte”. Há a repetição de uma busca vã para muitos de nós, e a canção torna-se triste/ a “noite anoitecida”. É um “tempo de já ter visto e de já ter sido reformulado/ há sombras nas metáforas e na vida” sem sentidos. Afinal de conta, a ignorância humana é histórica, não é mais do que ignorância cega.
