CONSCIÊNCIA E DISCERNIMENTO: PERCEBER... Carloseduardobalcarse

CONSCIÊNCIA E DISCERNIMENTO: PERCEBER NÃO É NECESSARIAMENTE COMPREENDER

Podemos ter consciência de um erro e continuar repetindo-o.

Podemos reconhecer uma manipulação e continuar submetidos a ela.

Podemos saber que determinada escolha nos prejudica e, mesmo assim, realizá-la.

Essas contradições revelam uma questão importante: perceber algo não significa necessariamente avaliar adequadamente sua influência sobre nossas decisões.

Consciência e discernimento se relacionam, mas não devem ser tratados automaticamente como sinônimos.

Nem toda consciência produz mudança. Nem toda mudança nasce da consciência.

O discernimento exige investigação sobre critérios, justificativas, influências e possibilidades de revisão.

Não basta perguntar: estou consciente do que faço?

Talvez também seja necessário perguntar: o que está autorizando aquilo que faço?

Carlos Eduardo Balcarse
31 de outubro de 2026
ORCID: https://orcid.org/0009-0005-3484-6914