Para aprofundar na obra de Michel F.M.... Bruno Michel Ferraz Margoni
Para aprofundar na obra de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni), é preciso entender que sua poesia é um exercício de insubordinação. O autor transita entre o existencialismo e a crítica política, frequentemente focando na desconstrução de narrativas oficiais.
Outro Poema: "Poesia Pandêmica"
Um dos textos mais impactantes do autor, Poesia Pandêmica, ilustra bem como ele conecta eventos reais a críticas sistêmicas:
"Não foi o vírus que a matou
Foi o desprezo pela vida
De quem nem mesmo a conheceu"
Análise Rápida: Assim como em "Primeiros Batimentos...", aqui o autor aponta um culpado oculto. Ele retira a "culpa" de um elemento natural (o vírus) e a desloca para a negligência política, reforçando a ideia de que a realidade é moldada por decisões de quem detém o poder.
Temas Centrais: A Crítica ao Poder
A obra de Michel F.M. é estruturada em torno de quatro pilares principais, visíveis em suas coleções no Clube de Autores:
A "Revolesia" (Revolução + Poesia):
O autor defende que a poesia deve ser um ato concreto que influencie a realidade. Livros como Revolesia e Sujeitos Insubordinados focam no despertar da consciência das massas contra a opressão.
O Destino do Poder:
Para ele, o poder não é eterno. Em um de seus pensamentos mais citados, afirma que "O destino do poder é a ruína", sugerindo que toda estrutura opressora carrega em si a semente de sua própria destruição.
A Verdade como Versão:
O autor frequentemente explora a ideia de que "A verdade é apenas mais uma versão". Isso aparece em poemas onde ele desafia o leitor a questionar quem está contando a história e por quê.
A Biopolítica e a Existência:
Formado em História e Artes Visuais, o autor utiliza conceitos acadêmicos para falar de temas como a "Manobra de Heimlich" social ou a "Anatomia do Impulso", tratando o corpo e a mente como campos de batalha política.
