A vontade de saber e o processo de... P. H. Amancio.
A vontade de saber e o processo de conhecimento coexistem em múltiplas fendas do tecido do intelecto, como se cada indivíduo carregasse um mapa interno de possibilidades infinitas.
O homem, neste contexto, não é mero receptor de verdades; é o artífice da própria compreensão, movido por um desejo que transcende o simples acumular de informação.
Falar em “conhecimento” é abordar uma entidade relativa: a sabedoria adquirida é sempre parcial, limitada pelas lentes de quem observa, mas a vontade de saber é absoluta — é a força motriz que impele o sujeito a atravessar o abstrato e tocar o realizar.
O conhecimento, portanto, não é estático; é ponte e travessia, movimento consciente do pensar rumo à ação, do conceito à manifestação.
O mundo se apresenta como campo de experiências, um palco onde cada decisão e cada percepção são provas da interação entre o desejo humano e a realidade.
E Deus, na perspectiva entregacionista, não é apenas criador externo, mas sim a lógica imanente que permeia o universo e a consciência:
uma presença silenciosa que estrutura as leis da existência e concede ao homem o poder de descobrir, criar e concretizar.
Assim, compreender não é apenas saber; é transformar-se na própria experiência do saber,
é unir vontade e realização, desejo e ato, mente e mundo.
O conhecimento entregacionista é, acima de tudo, a arte de ser e realizar simultaneamente,
uma dança entre o homem, o cosmos e o princípio divino que tudo estrutura.
