Definições canônicas do... P. H. Amancio.
Definições canônicas do Entregacionismo
1. Deus
>“Deus não é um legislador ou juiz externo, mas o fundamento imanente do ser, que se manifesta na entrega consciente do sujeito à própria experiência. Entregar-se à vida é tocar Deus de forma plena e legítima.”<
2. Prazer
>“O prazer não é um pecado nem um privilégio; é a manifestação concreta da potência do corpo e da consciência, a experiência que integra matéria, afeto e sentido. É ato de liberdade e expressão ontológica do ser.”<
3. Desejo
>"Desejo é a força reflexiva que atravessa a consciência humana, permitindo reconhecer-se enquanto sujeito em relação ao mundo. Amar o próprio desejo não é submissão, mas reconhecimento da condição ontológica do existir.”<
4. Corpo
>“O corpo é o primeiro território do sagrado, veículo de experiência e ponte entre existência e sentido. Ele não deve ser controlado ou reprimido; é o espaço onde se afirma a potência de ser."<
5. Arrependimento
>“Arrependimento não é punição, mas consciência da experiência. A ação gera saber; a omissão gera hipótese. Arrepender-se do vivido é aprender; arrepender-se do não vivido é especular.”<
6. Liberdade
>“Liberdade não é ausência de regras, mas a capacidade de afirmar a própria existência por meio da experiência consciente, incluindo prazer, erro e risco. É a ação sobre si mesmo e sobre o mundo sem abdicar da responsabilidade existencial.”<
7. Entrega / Entregacionismo
>“Entrega é a suspensão da pretensão de controle absoluto sobre a vida, combinada à consciência plena da experiência. Entregacionismo é a ética de viver o existir em sua totalidade, afirmando corpo, desejo e liberdade como campos legítimos de experiência.”<
8. Experiência
>“Experiência é o critério ontológico do Entregacionismo: aquilo que se vive, sente e reconhece como real. Só a experiência, não a especulação, confere conhecimento genuíno e sentido à existência.”<
9. Erro / Transgressão
>“Erro ou transgressão não são falhas morais, mas movimentos inevitáveis dentro do fluxo da existência. O que a sociedade ou a moral chama de errado muitas vezes é apenas expressão legítima da potência de ser.”<
