A obra "Arquitetura da... Bruno Michel Ferraz Margoni
A obra "Arquitetura da Expectativa", de Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni), é uma produção literária que mescla poesia e reflexões filosóficas sobre a natureza da antecipação e do desejo humano. Assim como em suas outras obras, o autor utiliza uma linguagem fragmentada e introspectiva para explorar a subjetividade contemporânea.
Abaixo, os pontos centrais para a análise da obra:
1. Construção do Título e Conceito
O termo "Arquitetura" sugere uma estrutura planejada, enquanto "Expectativa" refere-se a um estado emocional voltado para o futuro. A obra explora como o ser humano "edifica" planos e desejos, muitas vezes criando estruturas mentais rígidas que podem levar à frustração ou à epifania quando confrontadas com a realidade.
2. Temas Principais
A Temporalidade: O autor reflete sobre o peso do "amanhã" no "hoje". Suas frases frequentemente abordam o momento em que a expectativa se transforma em ação ou desilusão.
O Vazio e o Preenchimento: A obra analisa o espaço entre o que se espera e o que se alcança, tratando a expectativa como um "espaço habitável" da mente.
Sensibilidade e Grotesco: Michel F.M. mantém sua marca registrada de buscar a beleza em aspectos crus ou ordinários da vida, o que ele chama de busca pela "consistência" da obra em detrimento de sua forma clássica.
3. Estilo Literário
Aforismos e Fragmentos: A narrativa não é linear. O livro funciona como uma coleção de pensamentos e versos que podem ser lidos de forma independente, mas que, juntos, montam o cenário da "arquitetura" interna do autor.
Desconstrução de Regras: Fiel ao seu estilo visto em (des) Rimando, o autor ignora métricas tradicionais ou normas literárias rígidas, privilegiando a "música sem melodia" de suas palavras.
4. Perfil do Autor
Michel F.M. é um autor de alta produtividade no cenário da autopublicação (como o Clube de Autores), com formação em Saúde Pública e Neuroeducação.
Essa base acadêmica confere à sua "Arquitetura da Expectativa" um olhar quase clínico sobre as emoções, transformando o ato de esperar em um objeto de estudo poético e existencial.
Para leitores interessados em psicologia e filosofia existencial aplicadas à poesia, a obra oferece um retrato profundo de como construímos nossas próprias prisões ou refúgios emocionais através do que esperamos da vida.
