Frágil
❝ ...Já fui imensamente frágil, palavras e ações
sempre me afetavam como uma flecha. Minha
alma estava sangrando e uma enorme tempestade
se formou dentro de mim. Tudo isso por ser frágil e
fraca em minhas decisões minhas vontades e meus
sonhos. Mas como tudo passa, aquela garotinha frágil
e fraca também se foi. Hoje, sou uma mulher que aprendeu
a ser forte com os golpes duros da vida, aprendi a me dar
valor e a me amar, aprendi que depois das lagrimas o sorriso
e a vitoria é certa. Parei de correr atrás das borboletas, mas
meu jardim estão cheio delas...❞
---------------------------------Eliana Angel Wolf
A vida contemporânea sucinta mais duvidas do que certezas. Por mais que ninguém se mostra frágil, inseguro e confuso nas redes sociais da internet, pelo contrario, apresentam se fortes, confiantes e decisivos, encobrindo suas verdadeiras naturais personalidades. A artificialidade é imperativa e a essência vacilante humana escondida diante o que aparenta ser mas não existe, enquanto vida.
A democracia politica no Brasil é frágil sem a justa representação correspondente a proporcionalidade natural e social da mulher, do índio e do negro, nos poderes independentes de governo.
Não sou mais que um pequeno e frágil pé de bambuzinho verde, que quando passa a suave brisa da manhã eu me curvo até o chão mas meus irmãos e amigos, eles sim são gigantes, fortes e poderosos, são como arvores centenárias frondosas e me protegem sempre das piores ventanias e tempestades.
As doenças sexualmente transmissíveis no seculo XXI aniquilaram por vez o então frágil franco amor sincero e a confiança solidaria pactual no amor carnal, livre prazer e encontro espiritual entre os pares.
Sem mágoas dos que não concordam com o que pensamos e sem vaidades que só entorpecem nossa frágil personalidade, fazendo acharmos equivocadamente, que somos especial, sábios e diferentes. Caminhemos perdoando os opostos e humildes pela luz que refletiu em nosso espírito e gratidão, porque a estrada é disforme e oblíqua.
Não há liberdade
de expressão
para a filha mais
frágil de Bolívar,
Quem se opõe
a autoproclamada
vem sendo preso
e a voz silenciada.
A América Latina
virou um celeiro
de presos políticos,
onde nem generais
desta realidade
conseguem escapar.
Falo dessa mulher
que abandonou
mil trezentos
compatriotas
no meio do deserto
em Colchane,
Falo o tempo que
for preciso para
nunca mais
ninguém esquecer.
A América Latina
virou um celeiro
de direitos humanos
escamoteados,
onde não escolhem
quem veste
ou não veste farda.
É noite de tempo frio,
pandemia mundial
e corações coléricos,
E o quê, se e como
aconteceu de grave
em Ramo Verde
só Deus é quem sabe,
e Ele a cada preso
de consciência
de todo o Mal proteja.
E assim vou falando
do que passa aqui
no continente
até saber como
está e quando
irá ser libertado
o General,
e cada um como ele
que foi preso
só por pensar diferente.
Na gradação
desta noite
bolivariana,
Sofro as dores
da filha
mais frágil
do libertador,
Se o General
estivesse solto
sei que ele
se comoveria
por esta ferida
contundente
e profunda
de uma Pátria
tentando
ser reerguida
após séculos.
Contra tal
barbaridade
em versos
que passeiam
por este
continente
e denunciam
comparáveis
insanidades,
A comoção
alcançou até
o General
de olhos
de azabache.
Versos que
são de minha
integral
responsabilidade,
E que não
desejam provocar
quem quer que seja,
E sim nasceram
para gritar tudo
aquilo que
ao povo humilde dói.
O Comandante
da mais frágil
filha de Bolívar
se recordou
do lema patriótico:
"Pátria ou Morte,
Venceremos!"
Isso me fez lembrar
da dolorosa partida
do mais ilustre
líder rumo ao exílio.
Não consigo parar
de me chocar que
vem crescendo
o número de
presos políticos,
O fato é que alguém
tem que reclamar
até a liberdade cantar.
Do outro lado de lá
há um General
que não fez rebelião,
não fez nenhuma
sugestão e foi
preso mesmo assim,
ele que no dia
treze de março
há quase dois anos
no meio de uma
reunião pacífica;
E pesa um rigor
injusto e sobrenatural
de não saber se
ele, a tropa e todos
o quê foram presos
pelos mesmos
motivos receberão
os auspícios
de serem soltos
antes do Natal.
Quem disse que o romantismo é brega, saiu de moda ou te faz frágil? O romantismo é o sonho que empurra todo o ser humano para frente.
Nesta selva de pedra
imposta pelo totalitarismo
de quem tem o ego frágil,
Prefiro ser verbo ágil
e deixar para lá o quê não
agrega e tampouco compensa,
porque nada na vida é definitivo
e nem mesmo é sentença,
Por isso considero levar tudo
como fosse música e dançar
como quem espera o fim do mundo.
