Fortaleza
O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio. Sl 18:2
Sou grato, Senhor, pelo pão sobre a mesa,
Pela paz que sustenta minha fortaleza.
Por cada sorriso, por cada cuidado,
Por cada milagre no tempo exato.
Silêncio e a verdadeira fortaleza…
Ao imergir nas profundezas sinuosas da condição humana, revela-se o engano intrínseco dos que exaltam a passividade como emblema de força e nobreza de espírito. É uma ilusão crassa, um artifício de mentes que confundem o servilismo silencioso diante das adversidades com alguma forma de virtude elevada. O que se apresenta como resistência é, na verdade, uma fragilidade dissimulada, uma fuga deliberada ao confronto, um retraimento que abdica da autenticidade em favor de uma paz fictícia. A alma que se recusa a enfrentar suas agonias, que cala as chamas da ira, da mágoa e do desespero, não se engrandece; ao contrário, reduz-se a um espectro de si mesma, corroída por dentro, enquanto ostenta o simulacro de uma fortaleza que jamais foi erguida.
Aqueles que exaltam o estoicismo como ápice da maturidade, frequentemente o fazem sem compreender sua essência. O estoicismo verdadeiro não é mera contenção, mas a sublimação do caos, um ordenamento lúcido das paixões e das dores. O silêncio que muitos tomam por maturidade não passa de um disfarce, um verniz que encobre o medo visceral de se despir diante da existência, de se mostrar vulnerável ao embate, de permitir que o tumulto interno transborde e revele a verdadeira face do ser. Sob essa máscara de pretensa serenidade, esconde-se a covardia de um espírito que teme o estrondo do mundo e prefere o cárcere de suas próprias emoções à liberdade perigosa do confronto.
A resiliência, nesse contexto, é frequentemente mal interpretada. Não é resiliência aquilo que se ufana de suportar calado, aquilo que se orgulha de engolir o fel das dores sem jamais questioná-las. Não há grandeza em sufocar a própria essência para agradar à tirania das circunstâncias ou ao olhar vigilante dos outros. O silêncio que se impõe como escudo é, na verdade, uma prisão, e a alma que se deixa aprisionar por ele não encontra a paz, mas sim um estado de latente agonia, onde a verdade jamais cessa de pulsar, corroendo os alicerces da existência.
A verdadeira fortaleza não reside na dissimulação ou na quietude reverente. É a coragem de encarar a turbulência da vida em toda a sua intensidade, de verbalizar o indizível, de trazer à luz as sombras que habitam o íntimo, mesmo que isso signifique subverter o conforto, romper laços ou desafiar as expectativas alheias. A paz que nasce do silêncio imposto é uma paz podre, um engodo que apenas perpetua a mediocridade do espírito. O mundo, indiferente àqueles que se calam por temor, não os celebra; tolera-os brevemente, apenas para varrê-los na corrente inexorável do tempo.
A grandeza autêntica, portanto, manifesta-se na audácia de ser inteiro, de se permitir ferir, de se despir das armaduras ilusórias e enfrentar o mundo com o rosto descoberto. O fragor da existência não é para os pusilânimes, mas para aqueles que, mesmo diante da incerteza, ousam afirmar a própria verdade, ainda que tal ato os lance na solidão ou os despoje das ilusões que sustentavam seu falso equilíbrio. A força não se encontra na ausência de ruído, mas no grito sincero que irrompe do peito, no verbo que dá forma ao indizível e no gesto que desafia o curso previsível do devir.
Repousada sobre a colina
Alhambra aguerrida
Fortaleza protegida
Vermelha andaluz
Iluminada mesquita
O teu povo esbanja luz
Eterno é o sinal Nasrida
Como o trote do andaluz
E o sapateado da bailarina
Sinto a tua moura presença
Saborosos são os teus temperos
Permanece o rastro dos incensos
O destino proferiu a sentença
Marcou-a com belíssimos arabescos
Os sons das castanholas
As batidas dos nossos pandeiros
O sacodir dos leques das espanholas
E graça do gingado das nossas negras
Brasil e Espanha - duas lindas misturas
Dois amores separados por um oceano,
- mas inteiros.
Protegidos estamos sobre o céu azul esmalte,
O teu amor é a minha fortaleza,
Desejo-te como um lindo amanhecer,
Sei que me amas com grandeza,
Estamos fazendo história com beleza.
Nos descaminhos do destino,
Sabemos que há muita rudeza,
Superamos com poesia e grande sutileza,
Vamos com fé preparando o nosso caminho
Caminhando para buscar o ninho
No campo elísio.
Por quê? Por quê escrevo tanto?
Escrevo para distrair as saudades,
E para nos ver de mãos dadas
Entre as florações lilazes dos jacarandás,
Que ainda sequer visitamos...
Escrevo para dizer que lhe tenho amor,
E que ocupa não só esse,
Mas todos os meus e inteiros planos.
Não me pergunte o porquê,
Resolvi te pertencer,
Porquê até o teu gesto tem um 'quê',
Capaz de me endoidecer,
Penso em nós atravessando o anoitecer.
O amor que carrego protegido na fortaleza do coração - está bem protegido pelas flores de mim. De todos os amores que tive, o teu é sem fim...
Fortaleza desarmada por cheiro de mato, Sou fera rendida, E inteiramente atrevida, faço do teu corpo o meu território.
Busco na leveza das palavras
a fortaleza para continuar,
porque quero ter fé na vida
e na existência do amor
sempre acreditar mesmo
na incerteza se vou encontrar:
Moram em mim guerras,
tempestades e tumultos,
todos indomáveis,
mas vivo em constante
enfrentamento,
estou sempre a buscar
as galáxias, o luar
e as lições de resistência
para sobreviver a mim mesma;
Aconteça o quê aconteça,
para que do Mal
das gentes eu esqueça,
e a mim mesma eu vença,
Ando em busca de paz
profunda interior
e reconciliação com
a crença que ainda
neste mundo existe amor,
Se não te encontrar,
irei te esperar demore
o tempo que for,
assim decidi ser tua, amor.
Uma convivência com amabilidade é a mais alta demonstração de fortaleza que juntos podemos construir.
É no romantismo que moram o sonho, a capacidade de mudança e a fortaleza que superam as tempestades e todas as guerras.
Fortaleza e poesia
em exagero sou eu,
a aorta a inspiração
do teu doce coração
que deseja trocar
o teu peito pelo meu.
Sentida embora
para muitos ainda
considerada sem
algum significado,
segredo de amor
que foi ocultado.
Vista da Fortaleza
de Santo Antônio
de Ratones entre
as pedras da ilha
e dos amores mais
ingênuos o enigma.
Declamada quase
sempre por quem
diz não se importar,
no entanto é água
batendo na orla:
(fortaleza para falar
do que transborda).
Manual de reinvenção
e diária sobrevivência
desta solidão inquieta
neste mundo de gente
triste e complexa,
como Lua em rebeldia
na palma da tua mão:
(o amor que chegou
sem dar explicação).
Quando nos olhamos
pela primeira vez
enxergamos a fortaleza
de um amor que veio
para ficar tal qual antimônio
criado por Deus para todos
os desafios da vida aguentar,
e juntos hoje celebramos.
Uma igreja que não ora e não ensina a Sã Doutrina é como uma fortaleza exposta aos ataques do inimigo.
O Dom de Fortaleza é o Dom do Espírito Santo que nos torna capazes de assumir com coragem as lutas necessárias para uma vida santa. Ele vem acompanhado de coragem, para enfrentar sem medo os ideais grandes que Deus nos apresenta, e paciência, para aceitar com firmeza as contrariedades, incompreensões e perseguições.
A beleza de uma
pequena flor fala
muito do sentido
de pactuar com
a real fortaleza
que é não abrir
mão jamais daquilo
que mantém a delicadeza.
