Forças
Nanã, Oxum e Iemanjá representam diferentes forças das águas e da ancestralidade. Nanã traz a profundidade e a sabedoria antiga das águas paradas, mostrando que o que é calmo pode ser denso e cheio de história. Oxum, com seus rios doces, revela que a beleza e a suavidade também carregam força e transformação. Já Iemanjá, senhora do mar, une acolhimento e poder, lembrando que até o que parece sereno pode ser intenso e imprevisível.
O texto reforça que não se deve confiar apenas na aparência das águas calmas, pois elas guardam profundidade, memória e força assim como a própria vida e nossas origens ancestrais.
A vida é feita de escolhas e consequências. O importante é ter forças quando nossas escolhas gerarem consequências que nos surpreendam.
Pêndulo de Foucault
A vida e o jogo de forças infinitas, que denota a superioridade energética mundana. Mitologias, e não só a grega, mas também a romana, a nórdica por exemplo, e a razão do porquê que essas histórias foram criadas, para explicar o universo e tudo que nos envolve é ponta pé inicial para construção de uma dialética se uma premissa radical. Uma das formas que o homem encontrou para explicar o mundo.
Outra característica do mito é a de apresentar-se como uma verdade que não precisa ser provada e que não admite contestação. A sua aceitação decorre da fé e da crença. Não é uma aceitação racional, fundamentada em provas e raciocínios.
Interessante, que vejo-me numa posição de que pra mim é único caminho assombrosamente de explicar todo o indecifrável, e continuarmos nos melhores mistérios cosmológicos.
Daí vem aquela frase de Nietzsche: as pessoas não querem acreditar nas verdades, para que suas ilusões não sejam perdidas.
Se suas forças interiores não estão lhe impulsionando o suficiente para o sucesso, e se sente perdido numa floresta, pare, reflita, olhe ao seu redor e, principalmente, entenda que há uma fortaleza em você. Só não está conseguindo acessá-la e usá-la. Busque conforto em uma rota onde se sinta feliz e minimize suas inseguranças. Não mergulhe nas frustrações de agora, mas lembre-se das vitórias já obtidas. Recupere-se e estabilize-se entre o íngreme e o plano. Agora caminhe, com passos firmes e prudentes.
O mundo dá voltas e a gente aprende que enquanto estamos por baixo, vamos juntando as forças para quando estivermos no topo.
Dessa maneira teremos sabedoria e experiência para aproveitar todos os momentos .
Peça forças aos céus para se levantar,apenas aos céus...
Não espere que alguém lhe dê a palavra que precisa para continuar,as vezes pode se decepcionar e isso poderá te destruir.
Carta VI — O Último Suspiro:
Últimas reflexões e legado
Já não me restam forças para continuar a escrever. Apenas um pequeno fôlego sobrou para que eu me lembre do quanto é bom viver. Já se passaram mais de quinze anos, e até aqui não recebi nenhuma visita: nenhum parente, nenhum vizinho, nenhum amigo. Como se todos se sentissem aliviados por se livrarem de mim, como se eu fosse um fardo. Não faz mal. Hoje deixarei a carne, mas não o mundo. O meu espírito continuará vivo — não num novo corpo, nem num novo hospedeiro —, mas na memória daqueles a quem estas cartas chegarem.
Nestes, o meu testemunho continuará a viver.
"Mesmo que lhes firam o corpo, não poderão matar o espírito. Mesmo que os prendam, não poderão silenciá-los da verdade".
Despeço-me deste corpo, desta vida. E, como injustamente me condenaram por não concordar com as vossas normas e por me punirem pelos meus pensamentos, farei com que os vossos próprios umbrais vos engulam de aflição pelo vosso cinismo e pela vossa hipocrisia. Que a vossa abundância e vaidade sejam reduzidas ao pó da terra.
Suspiro de alívio, embora carregue o fardo. Eis que chegou a hora de partir. Suspiro de paz, embora ainda exista ódio em mim. Que a terra se encha de justiça e que cada homem seja consciente de si mesmo. Pois nenhum homem pode condenar outro sendo ambos falhos. Nada nos dá o direito de punir o crime alheio quando não há quem puna os nossos.
Pergunto aos lordes:
— Quem dentre vós é digno de expiar o erro de outrem enquanto não reconhece os seus próprios? Se somos todos livres o que vos dá o direito de colocarem correntes nos nossos pescoços?
Todos nascemos livres, sem correntes, e ninguém espera que, após nascer, lhe coloquem cordas no pescoço.
"Cada ser humano possui uma vida e, por possuí-la, tem o direito de vivê-la."
Quem sois vós que nos quereis tirá-la?Porventura sois vós que a concedestes?
Eis o ponto da corrupção humana: todos querem ser soberanos, todos querem governar, mandar e dominar. Mas será que algum de vós já pensou em ser servo?
Se todos governassem, quem estaria subordinado? Por isso mesmo, não abuseis de quem vos dá um pouco de consideração como chefes. Pois só existe governo porque existem aqueles que vos obedecem. E, se ninguém vos obedecesse, duvido que as leis vos conseguissem proteger.
"Vós criais as normas, mas somos nós que as tornamos realidade."
Esta é a minha última carta. Gostaria tanto de escrever-vos mais, mas o sangue no meu corpo esgotou-se, e também o meu espírito. Já não restou papel; apenas um pedaço esquecido pelos antigos prisioneiros desta masmorra. Rogo-vos que guardem estas cartas com a vossa própria vida e que não as deixem apodrecer assim como eu. Não as deem de comer aos ratos, pois elas foram escritas com a carne deles. Não as entreguem aos soberbos, pois tenderão a queimá-las quando perceberem que elas ameaçam o seu poder.
"Não há arma mais delicada do que as palavras quando são capazes de transformar a consciência de um povo."
E eles não querem isso.
Não as vendam por moedas, pois nasceram da desgraça e foram escritas na miséria. Eis o meu último testemunho, o meu último pensamento para vós, e o meu último desejo:
"Uma morte livre vale mais que mil anos de vida escrava."
"Uma sociedade que censura uma opinião diferente daquela que defende é venenosa."
Não sejais hipócritas convosco mesmos.
Não sejais indiferentes à verdade.
Não sejais mornos: decidi-vos se sois frios ou quentes.
Não vos curveis para viver uma vida miserável diante daquele que vos oprime, censura e persegue.
Novamente, se alguém vos perguntar de quem é esta carta, respondei-lhes:
é de um Condenado.
Espero que aqueles que a encontrarem me conheçam um dia, do outro lado do mundo.
Adeus!
Bom dia e Boa semana.
Para seguir.
Forças para superar.
E compreensão das tuas escolhas.
Porque nunca se está só quando há luz em teu caminho.
Desejais a outro. Forças para se superar.
Busque estar bem mesmo que tenha dores.
Quando alimentar vosso dia, com benevolência,
terás muitos outros a te ofertar o mesmo.
Tenha na fé e no crer, a solução que não esperava, pois, tem quem vos guarda em silêncio.
O homem amadurece quando entende que a vida exige três forças diferentes:
a coragem de fazer o que quer,
a disciplina de fazer o que é necessário,
e a sabedoria de fazer o que é preciso.
Fazer o que quer revela seus desejos, seus sonhos, sua essência. É o impulso da alma, aquilo que dá cor aos dias e sentido aos caminhos. Mas um homem que vive apenas de vontades torna-se refém dos próprios impulsos.
Fazer o que é necessário já exige responsabilidade. É acordar cansado e ainda assim cumprir a palavra. É suportar o peso do dever mesmo quando ninguém aplaude. O necessário constrói caráter, sustenta famílias, ergue histórias e mantém o homem de pé diante das dificuldades.
Mas acima dessas duas forças existe algo ainda mais profundo: fazer o que é preciso. Porque nem tudo o que queremos nos faz bem, e nem tudo o que é necessário é suficiente. O que é preciso nasce do discernimento. Às vezes significa renunciar, silenciar, partir, recomeçar ou permanecer firme quando todos desistiriam. O que é preciso raramente é confortável, mas quase sempre é transformador.
Um homem verdadeiro não é aquele que vive apenas de desejos, nem o que carrega somente obrigações. É aquele que aprende a equilibrar vontade, dever e consciência. Porque a grandeza de um homem não está no que ele sente vontade de fazer, mas naquilo que escolhe fazer quando a vida exige maturidade.
Se suas forças interiores já não o empurram adiante e você se sente perdido na floresta, pare. Reflita. Olhe ao redor. Há uma fortaleza em você — apenas ainda não conseguiu acessá-la. Procure uma rota onde a alma encontre algum repouso e as inseguranças percam terreno. Não mergulhe nas frustrações do presente; recorde as vitórias que já alcançou. Refaça-se, estabilize-se entre o íngreme e o plano e siga, enfim, com passos firmes e prudentes.
"Quem gasta energia desejando o mal ou agindo com má vontade, nunca terá forças para construir a própria prosperidade."
Não Ceder
Há momentos na existência humana em que a mente se vê pressionada por forças tão sutis que quase passam despercebidas. Não é a violência das circunstâncias que nos desvia, mas sim a suavidade com que certas inclinações se insinuam no pensamento.
Ceder, nessas horas, não é um ato repentino: é um deslizamento gradual da vontade.
A verdadeira questão não reside na tentação em si, mas na arquitetura interna da consciência.
O indivíduo que deseja preservar sua integridade precisa compreender que cada impulso é uma interseção: de um lado, a gratificação imediata; do outro, a permanência de si.
O erro humano não se manifesta como monstruosidade, mas como consentimento —
um consentimento silencioso, quase matemático, em que o sujeito calcula mal as consequências e superestima o instante.
Não ceder, portanto, não é uma negação do desejo, mas uma afirmação do eu.
É a mente lembrando ao corpo que existe continuidade, que cada escolha forma uma linha que se prolonga no tempo, criando inevitavelmente uma figura moral.
E quando alguém se mantém firme, não o faz por moralismo ou rigidez, mas pela compreensão profunda de que a paz interior não nasce do prazer passageiro, e sim da coerência das próprias decisões.
A consciência, quando alinhada consigo mesma, produz uma espécie de silêncio luminoso —
uma clareza que nenhum arrependimento posterior consegue oferecer.
Assim, resistir não é violência, mas preservação;
não é ausência de sentimento, mas respeito pela própria narrativa.
E, sobretudo, é a ciência íntima de que aquilo que se constrói com lucidez não deve ser sacrificado ao que só existe no breve instante da tentação.
Superar é levantar com fé, mesmo depois de cair várias vezes. É saber que Deus renova as forças todos os dias.
“Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças.” (Isaías 40:31)
Houve dias em que a vida pesou tanto que minhas forças não foram suficientes. Dias em que a coragem se escondeu, e tudo o que restava era o desejo de não desistir. Foi então que descobri que não era sobre ser forte, mas sobre ser sustentada...
por Jesus!
Como não amar a Deus, se foi Ele quem me sustentou quando as minhas forças acabaram e me fez caminhar quando pensei que não tinha mais chão?
Janice F Rocha
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