Frases sobre folhas
Nas lápides frias emolduradas pelo poente
Secam as folhas desgarradas de árvores distantes
Que ali fizeram morada repentina;
Chegaram com os ventos do norte
Partiram com o minuano gelado que soprava para o mar...
Sem destino conhecido se foram
Fazer morada em outros lugares,
Experimentando outros ares,
Desfazendo os pares.
A culpa é dos ventos
Que aqui e ali carregam consigo o pólen
Das paixões frenéticas quem sujam os móveis de uns,
Polinizam o jardim de outros,
Florescendo então em lugares ermos
Incomum aos dois primeiros...
E naquela lápide fria
Brota em sua fissura
Uma pequena flor
Agarrada a matéria
Buscando sua luz
Corteja com carinho
Aquele concreto vazio.
"Mas... levantar-se? A lembrança daquele sol queimando as folhas e os caminhos, a mesma terra em que o seu corpo nu pousara, dava-lhe uma incrível lassidão. Um calor delicioso adormecia as suas veias - era bom conservar-se assim, os olhos f
echados, sem nenhum movimento. E insensivelmente, ela foi levada a pensar na sua infância, como quem cede a um desejo há muito oculto na sua alma. Sorria quase: há tanto tempo... então? Como veria ela as coisas por essa época, a natureza, os homens? Decerto não era do mesmo modo que agora... Uma vez, quando quebrara no jardim um ramo carregado de rosas encarnadas, sentira de repente o gesto de infância – era assim, quase sem sentido direto, como quem vive num sonho ou numa fantasia que não se acaba. Não existia nenhuma separação com os outros objetos – era ela mesma árvore ou rosa aproveitando o sol ardente como aproveitam as árvores, as rosas – e nunca poderia imaginar a fonte calma sem o seu riso, nem o seu riso sem o sussurro da água humilde entre as folhas escuras. Não havia a distância nem o isolamento. Era o campo, com o seu céu azul e as suas tardes limpas, onde os risos das crianças soavam sempre e as andorinhas passavam cada vez mais ligeiras, cada vez mais distantes.. Tudo tinha uma misteriosa correspondência com a sua vida, não eram simples andorinhas que passavam, mas seres conhecidos a quem ela amava e a quem era preciso dizer adeus a cada estio morto ou esperar, na curva do barranco, a cada inverno que findava.... Ela recebia as suas mensagens de terras longínquas – e quando se banhava, era com os olhos fitos no céu, para saber se alguma chegava atrasada, ruflando na grande calma as asas cansadas e solitárias. Eis que de repente tudo passava... Caminhos, caminhos que a sombra ia engolindo aos poucos, gestos que iam perdendo toda a beleza e rompiam as suas misteriosas comunicações, para se tornarem insuportavelmente hostis e individuais... Ah! para as almas morbidamente sensíveis como a sua, aquele rompimento forçado pelo tempo era alguma coisa profundamente dolorosa, que arrastaria sempre pelos dias tristes, com os olhos cegos voltados para os lugares que deixara... A vida não seria apenas a ameaça do tempo e o desejo de voltar? Ah! caminhos! caminhos por onde passara e por onde não poderia mais passar... E a sua dor foi tão súbita e tão intensa que abriu os olhos de novo, inundados de lágrimas.”
Quando o vento leva folhas secas das árvores, novas folhas voltarão. Quando deixares um amor ser levado, não tenhas certeza de que ele voltará.
A sua semente plantada, hoje já é uma árvore enorme, onde se sustentam apenas as folhas verdes e bonitas, as folhas secas do acaso se foram com o vento.
Folhas Douradas
Eu posso ver as folhas douradas brilhando no sol
Fazer o tempo parar é o que eu devia ter feito
Você e eu nunca estaremos livres até nós estarmos afastados
Mas isso realmente não importa se eu mudar
Embora isso realmente não importe
Eu vou fazer isso até que eu o comece direito
Lagrimas.
Enquanto as folhas das arvores caiem no outono e nascem
no iverno ... as nossas vidas mudam em uma estaçao e se fortalecem na outra!
Folheio todas as folhas dos meus cadernos,só tem o seu nome,as cartas que eu lhe escrevia,mas que nunca mandei.Por trás dessas folhas existe lágrimas,sorrisos,amor,raiva,decepção,ilusão.Agora me pergunto - Por que fui desperdiçar todas essas 540 folhas?Só podia estar louca mesmo.
Folhas brancas
Aquelas folhas quietas e paradas
Brancas entre uma página e outra
Perguntando-se porque não foram usadas
Esperando para serem úteis.
Aquelas folhas brancas
Querem algo
Esperam ser algo
São algo.
Esperam ser o que não eram.
Ter o que não tinham.
Aqueles trechos em branco
Esperam ser aqueles que estão sendo guardados
Especiais ou não, querem ser mais que brancos.
Aquelas folhas brancas
Não querem qualquer tinta
Não querem qualquer palavra.
Aquelas folhas brancas
Não querem escolher o conteúdo.
Querem um conteúdo que não seja apenas mais um.
Aquelas folhas brancas
Sabem que não serão as primeiras
Não serão as últimas
Mas querem ser o meio de algo.
Aquelas folhas brancas
Não terão importância
Se você não souber o que escrever.
Vago:
Navegando por entre folhas e achados antes esquecidos
Deparar com memórias do que foi
Visualizar o passado estampado em maços fumaçados
Exaurir-me antes mesmo de Existir-me
E por letras partidas promessas feridas que não mais voarão
Encher-se de esperança fugida então finalmente abatida
Não mais me lerão.
Isso me dói e me corrói
Prostrando-me ao negar o martírio e o prazer de ser lido
Frases e pensamentos avulsos que se perdem e se encontram
onde o tudo e o nada se fundem e em sublime nostalgia
Se completam e se inebriam
Fatigados que estão desta constante labuta de se procurarem
Achando que não mais se verão.
Vislumbrando algo alguém que não mais se distingue do presente
tão passado do que virá do futuro.
Reflexo lúgubre neste espelho tão maculado chamado
Vida!
Folhas secas rolando
Em uma encruzilhada
Paro por ali
E sento no meio da estrada
Sabia que alguém me seguia
Mais não via ninguém
E simplesmente como conhecido
Sentou ali também
Nada falo
Ficou um pouco, e vagarosamente se levantou
E alguma coisa
De mim levou
Após um tempo percebi quem era
Era a morte
Mostrando-me mais uma vez
Que eu não era tão forte
Levou um sonho meu
Assim meu coração
Entristeceu
E fiquei sem direção
Agora estou no meio do nada
Sem vontade de viver
Mais a morte não quis me matar
Então me deixou aqui para sofrer
Preciso de um amigo
Mas daqui a presencia de nenhum eu sinto
O que esta acontecendo comigo
Minha cabeça se tornou um penoso labirinto
Por favor, alguém
Ajude-me a dar um passo
Só preciso de uma coisa
Um simples abraço
Aquela brisa não trazia só folhas... vento na pele.
Trazia ar fresco... enchi o pulmão com vontade... ensaiei uma dança na rua.
Alguém me viu e achou graça.
Não me acanhei, estava mesmo cheio de favor imerecido.
Em meio à tristeza da vida, procure as cores, os encantos e o tilintar do cair das folhas em meio ao vento e agradeça a Deus por mais um dia da graça divina em sua vida! Cada respirar e suspirar seu é um milagre de Deus!
Desenho meus traços em folhas velhas
Descrevo-me em linhas silenciosas
mas
em
novos passos, novos laços e novas sílabas
Se-pa-ra-da-men-te
...
De forma delicada
Como um anjo
Que joga letras ao vento
Esperando que protegerá a si mesmo
de sua poesia funesta
e
dos estragos de uma ventania
causada
por suas próprias asas
Em meio às folhas de outono, nasceu o nosso amor. Amor escrito em versos, na sombra das árvores, que cantam ao som das folhas sendo levadas pelo vento. Amor, eu desenhei meus sonhos no brilho dos teus olhos, e você tão docemente me estendeu a mão e levou-me para o lugar onde vivem as estrelas que nos iluminam até mesmo nas manhãs.
