Frases sobre folhas
As pessoas vão,
como folhas levadas pelo vento,
algumas sem se despedir,
outras fingindo que nunca prometeram ficar.
Dói.
Dói fundo.
Mas eu aprendo que não é em todo peito
que cabe o tamanho da minha entrega.
Eu não sou quem abandona,
sou quem resiste,
quem carrega cicatrizes,
mas também flores na alma.
E se hoje me deixam, amanhã encontro quem fica, Quem entendi que presença é escolha e que amor é raiz, será por inteiro, não pela metade.
A chuva vem, a levar as folhas secas, sonhos mortos, vem o sol a abrir passagem para quem aproveita a limpeza da chuva pra cultivar as flores, outras tentativas e os novos frutos que brotarão. Das chuvas que regaram e do sóis que nascerão.
Ciclo sem fim (versão 2)
Vem primavera,
Mostre suas pétalas,
Como sonhos,
Deixe-os voar,
Folhas coloridas que nascem,
Como lagartas que secam,
Dando seu lugar,
Como esperança,
Tem sempre que regar,
Deixe-os voar,
É o ciclo sem fim,
Novas vidas em novas pétalas,
Novas ideias em novas formas,
Acontece a todas hora,
Nada se repete,
Tudo se completa,
É o ciclo sem fim.
Soneto do Amor sem Fim
Se o vento leva as folhas pelo espaço,
O amor conserva aquilo que é real;
Transforma despedidas em abraço
E faz do breve instante algo imortal.
se o tempo corre pelas avenidas,
Marcando os passos de cada estação,
O amor recolhe as flores já colhidas
E guarda seu perfume n coração.
Não teme o inverno nem a tempestade,
Pois nasce forte da simplicidade
De quem aprendeu a amar sem possuir.
E quando a vida fechar suas cortinas,
Ficarão acesas doces lamparinas
Das lembranças que o amor fez existir.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
Se o vento forte arrancar as folhas do teu jardim, lembre-se que, a raiz abraça a terra no escuro, em silêncio e com calma, é das raízes que estão lá no escuro que a árvore busca o necessário para sobreviver, renascer e crescer firte. Lembre-se que nenhum inverno no mundo dura mais que o necessário.
"O vento pode até balançar as folhas, mas o que ele me ensinou sobre ser raiz, eu não esqueço. Minha força não está no que as pessoas veem, mas no que eu superei em silêncio."
Lúcia reflexões &Vida
Letras em pálidas folhas de papel, códigos decorados por mulheres e homens da lei, que, em seu íntimo acreditam, e em seu público performam uma manutenção de privilégios que reforça mesmo “sem querer” as desigualdades.
Está chegando uma nova estação, as flores que desabrocham perfumando a atmosfera
nas folhas novas que brotam anunciando a primavera.
E quando o vento da história sopra,
Levando embora folhas e vaidades,
Fica de pé apenas o que foi plantado
Nas raízes profundas da verdade.
A Plantação
O vento sopra baixo, mas não há som de folhas se movendo. Ali, cercado por paredes verdes e douradas que se erguem em direção ao céu, ele parece engolido pelo cenário. O milharal é um labirinto vivo, denso e infinito, isolando-o do resto do mundo. Quem olha de fora não nota sua presença; ele passa completamente despercebido, fundido à imensidão da plantação.
O silêncio no local é absoluto, quase sagrado. A única quebra nessa calmaria é o som rítmico, seco e metálico de sua enxada ao golpear a terra preta. Golpe. Pausa. Golpe.
De olhos fixos no solo, sua expressão é profundamente séria. Não é uma seriedade de cansaço ou amargura, mas sim de reverência. Diante daquela terra que acolhe a semente e faz brotar a vida, ele sente o peso de um mistério maior. É o semblante de alguém que contempla a grandiosidade ao seu redor e se dá conta de que, por mais que tente, jamais conseguirá medir ou mensurar a verdadeira maravilha da natureza
Fragmentos de Mim
Marcio Melo
Somos fragmentos de vida,
folhas soltas no outono.
Caindo pouco a pouco,
levadas pelo vento que o tempo soprou.
Secas ao tocar o chão,
amareladas, sem cor.
Cada uma se desfaz em silêncio,
sem deixar rastro do que foi.
O tempo amarelou cada dia,
cada ano que assentou na terra.
E hoje não sobra vestígio
da vida que um dia fui.
Em uma estrada você pode até plantar um trevo de quatro folhas.
— Mas se não teve oportunidade em plantar Árvores, seu trevo nunca irá dar sorte nem para ele mesmo.
Uma xícara de café e folhas soltas ao vento;
Uma rosa, um chalé, outono e relento...
Dê sua mão: vamos buscar a paz que perdemos.
TANKA 003
Folhas espalhadas
dançam soltas no terreiro
numa tarde fria.
E o céu se fecha em silêncio
Na alma dessa poesia
Entre raízes antigas e o silêncio das folhas, encontrei um lugar para respirar.
Ali, meus pensamentos não precisavam correr, nem minhas decisões tinham prazo.
A vida, como aquela árvore, me ensinava em silêncio:
tudo cresce no seu tempo, tudo se sustenta naquilo que cria raízes.
E talvez, naquele instante, eu não precisasse escolher…
apenas confiar que, como a natureza, eu também saberia o caminho.
O SERENO DO SEU SORRISO
Todos os dias tudo muda
O sereno nas folhas, o canto dos pássaros,
A textura da pele do meu rosto até mesmo
O nascer do sol menos o sorriso dela em frente ao meu olhar, seja no meio do dia ou no acordar sempre pleno de amônia, delicado como um cristal, elegante como
O mais belo diamante, sorriso brilhante cheio de vida que amo de verdade, não só o riso, mas sim você.
Eu fico olhando as árvores.
Elas perdem as folhas como quem perde dinheiro no bolso furado — sem drama, sem explicação. O vento leva, o chão recebe, e mesmo assim elas continuam de pé. Não imploram. Não negociam. Não fazem discurso sobre “resiliência” em rede social.
Elas sabem.
Sabem que não é perda. É troca.
A gente é que esquece disso e chama tudo de fim.
O homem se agarra no que já morreu dentro dele. Relacionamentos, ideias, versões antigas do próprio nome. Segura com força, como se a mão fechada pudesse impedir o mundo de girar.
Mas a árvore não.
Ela deixa ir.
E talvez seja isso a coisa mais próxima de liberdade que existe: não confundir queda com morte. Não confundir mudança com derrota.
As folhas caem e ninguém pede desculpa.
O tronco continua.
E de algum jeito que ninguém explica direito, isso ainda é vida.
