Frases sobre folhas
BALANÇO
Vai pensamento buscar
Lá no balanço das folhas
Que muito sonhos embala
Sem esperar no sofá
Pois todos temos escolha
Ação naquilo que fala.
Perceção mágica se faz presente, motivada pela simplicidade e até folhas secas de uma vida breve são transformadas naturalmente em arte.
A delicadeza de uma pequena rosa
com suas folhas verdejantes,
formando uma imagem bastante encantadora
de uma essência cativante
de uma flor e sua formosura.
Com a noite nascendo, uma visão simplesmente cativante, num pequeno mundo, típico de um conto de fadas entre os galhos de uma árvore frondosa uma flor radiante que se destaca gentilmente no meio das sombras, uma interpretação poética, muito charmosa, de folhas e pétalas, proporcionando uma sensação única que a imaginação desperta.
Durante o outono,
temos um tempo oportuno
para aprendermos com as árvores
que soltam suas folhas secas
por não terem mais vitalidade,
por não terem mais nada
que lhes acrescentam,
mesmo que continuem lindas
por estarem marcadas
por ocasiões vividas,
agora, fazem parte do passado
e precisam dar espaço
pra que as novas folhas
nasçam e recebam
das árvores, as boas vindas.
Pela influência imponente de uma imagem estática de cores sóbrias e formas esplêndidas, minha imaginação poética começa a atuar prontamente, passeando por um cenário frio, muito detalhado, de nuvens numerosas no céu, águas numa grande quietude, algumas árvores desfolhadas e uma beldade aparentando estar solitária, mas penso que na verdade, ela está sozinha de propósito para dizer sem palavras que gostaria de estar acompanhada de alguém específico, aquele que conversa intensamente com a sua alma.
Neste lugar tranquilo de um dia nublado, é possível observar apenas uma parte da luz do Sol como se ele estivesse mais seletivo, ciente de que o seu valor é inestimável, então, esteja numa fase que não pretende compartilhar com todos a essencialidade do seu forte esplendor, o qual é apreciado por poucos, principalmente, no seu ápice, um calor notável à semelhança de um amor grandioso, um coração bastante emotivo , porém, sensato, talvez, cansado de ser mal compreendido.
A quietação da qual as águas de lá desfrutam é muito rara, uma menção a um semblante de quem está em paz por ter encontrado algum ponto de quilíbrio, a conquista árdua por terem enfrentado as pedras desagradáveis que foram surgindo, numa demonstração de resiliência, abraçando a valorosa solitude, sem pressa, deixando a vida fluir no seu fluxo contínuo, agindo na hora certa, paciência e atitudes coordenadas, conduta instável, momentânea, entretanto, altamente, necessária, uma bênção tamanha por uma compreensão equilibrada.
É de conhecimento de muitos que uma escolha exige uma renúncia semelhante quando uma pessoa precisa escolher onde e com quem quer estar e daquilo que deve ficar longe, portanto, quanto a ausência de folhas em cada árvore, quiçá seja o fruto de suas escolhas, daquelas que são inevitáveis, por conseguinte, abriram mão de algo que não tem mais a relevância de outrora para que pudessem alcançar a maturidade, considerando que a firmeza delas foi mantida, não perderam suas raízes, continuam admiráveis, naturalmente, vívidas.
Ao meu ver, estes elementos são as representações em alguns aspectos da protagonista desta cena registrada, que está radiante, discreta, olhando tranquilamente, sem a pretensão de ser notada por todo mundo, todavia, aparenta estar olhando e sendo olhada de volta numa troca profunda de olhares incomparável, proveniente de uma reciprocidade genuína, veemente, uma escolha bem feita, que a faz sentir-se segura, alegre, num tom de força e formosura, amando fortemente, postura incessante ou pelo menos, espera profusamente que seja desta maneira tão significante.
A vitalidade da natureza é tão poderosa que mesmo folhas soltas, secas e mortas, permanecem vivas em forma de arte sobre a terra molhada pela água da chuva, tipo de pintura simplesmente expressiva, feita com muita naturalidade, bondade da sapiência divina numa sutileza de detalhes.
Há muitas folhas caindo todos os dias; mas, não deixe o seu semblante cair quando passar pelos tropeços da vida.
Poema QUINTANARES
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei,
Que há até uma encantada,
Que nem em sonhos, sonhei.
Mas se a mim me permitir,
A vida em redemoinho,
Quero me ir levemente sorrindo,
Como se vão aquelas folhas outonais,
Que varrem as ruas centrais da cidade que habito.
E se não for por ventura,
Que o coração se reparta,
Quero que arda em fogo árduo,
A pungente alegria, daqueles que se embriagam,
Simplesmente enamorados na claraboia da lua.
Há tanta coisa escondida, nestas ruas que andarei,
Até mesmo a própria vida, feita uma canção atrevida,
Que quiçá, talvez um dia,
Com as próprias mãos tocarei.
Carlos Daniel Dojja
Em Homenagem a Mário Quintana
OUTONO
Folhas amareladas caem,
mostrando a cara da
nova estação...
É o renascer que
está sendo anunciado,
esperando o tempo
de bons ventos.
Em breve, as flores surgirão,
e as cores e perfumes
tomarão conta do ambiente.
Milagre de chão
Meu milagre não desce do alto,
não brilha em vitral.
Não vem do céu, mas de poças.
Rasteja.
Bebe do lodo dos dias passados,
canta no barro onde a dor se aloja.
Devagareia.
Aprendeu com o peso da espera
a carregar o lar nas costas.
Meu milagre é andar sobre as mágoas,
ser lesma que, mesmo lenta,
assina nas folhas um rastro de ida.
Chove bastante aqui dentro
Venta forte
Inverno-me.
Ao invés de praguejar
Varro as folhas caídas
Agradeço o beijo da brisa
E tento preservar os galhos
Até o meu próximo florescer.
Como árvore permaneço no mesmo lugar
resistindo as intempéries das estações.
Resoluto e ao mesmo tempo submisso às
novidades de cada novo amanhecer.
As pragas até queimaram minhas folhas,
mas não deixei atingirem meus frutos.
Minhas raízes estão ainda mais fincadas
minha copa a cada dia menos utópica.
Após me restabelecer decidi que vou morrer
de finitude, não de fatalidade.
Minha esperança é que o vento leve
partes saudáveis de mim e polinize um
futuro que não verei.
“No meio do caminho
havia um tronco caído.
Despido de folhas e flores
por um lenhador abatido.
Quando árvore fazia sentido.
Cabeça tronco e membros,
hoje só o tronco vemos.”
Interpretando os sinais
Navegando entre folhas rasgadas boiando num rio de lágrimas vi de um lado passar várias páginas escritas, algumas estavam com todas as suas linhas completas, outras vagavam com espaços em aberto, já do outro lado do barco vi apenas folhas em branco passar e a cada remada eu via mais e mais folhas em branco passar e então foi ai que eu entendi...
Assim como nenhuma das folhas que caem das árvores não passam desapercebidas do Onipresente, quanto mais os pensamentos do homem.
As folhas que cairam da árvore descansam sobre o lago, o barco abandonado descansa sobre o lago, o céu descansa sobre o lago... essa foi uma foto perfeita.
Acordado, meus olhos tão vibrantes
Lembro das conversas, palavras coloridas
Observo o céu e imagino a imensidão do mundo
Você vê as estrelas cintilantes?
Se o vento, soprou todas as folhas,
E as rosas no caminho, começam me guiar
É como ser levado no bico de um passarinho
Vou dormir, e no sonho te encontrar
Quero te ver novamente, mas agora te ver de verdade
Você está do outro lado do mar, mas eu não vejo nenhum barco
Quero muito te ver novamente, te contar as bobeiras que fiz
Os meus braços não aguentam mais, a lua não está brilhando aqui em baixo
Se o vento, soprou todas as folhas,
E as rosas no caminho, começam me guiar
É como ser levado no bico de um passarinho
Vou dormir, e no sonho te encontrar
Quero te ver novamente, mas agora te ver de verdade
Você está do outro lado do mar, mas eu não vejo nenhum barco
Quero muito te ver novamente, te contar as bobeiras que fiz
Os meus braços não aguentam mais, a lua não está brilhando aqui em baixo
Sua voz entre o vento,
Chegou ao meu coração,
O passado entre a gente, entre a grama no chão
Eu te fiz uma promessa
Estenda sua mão
Quero te ver novamente, mas agora te ver de verdade
Você está do outro lado do mar, mas eu não vejo nenhum barco
Quero muito te ver novamente, te contar as bobeiras que fiz
Os meus braços não aguentam mais, a lua não está brilhando aqui em baixo.
Mesmo que após a tempestade a árvore permaneça de pé por conta das suas fortes raízes, o vento sempre arranca algumas folhas e quebra alguns galhos
