Foi muito Facil Gostar de Voce

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Crânios num ossuário.
As pedras brancas invejam-lhes
muito pouco as vidas.

A Holanda é muito tico-tico-no-fubá que nem o América dos anos 50...

Sem Pelé, o Brasil fica muito fraco. Quem é Amarildo?

Visitas na sala
Homem muito gordo senta
A cadeira estala

É preciso planar sobre o que fazemos. É necessário saber muito mais por cima e por baixo, ao lado e de todos os lados, rodear o seu objeto e tornar-se o seu dono.

Quem muito quer escolher, fica com o pior.

Certamente chegará muito longe pois tem-se sempre necessidade dos mudos.

Defendei-vos do homem que fala mas nada diz. Ou é estúpido e perdeis o vosso tempo, ou muito sabido e perdeis o vosso dinheiro.

Quando moços, dispensamos muito facilmente o espírito na beldade que amamos e o bom senso nos talentos que admiramos.

É muito menos difícil resolver um problema do que pô-lo.

Quando alguém faz algo de muito bem grado, quase sempre existe alguma coisa naquilo que faz que não é a coisa em si.

Os que escrevem como falam, mesmo se falam muito bem, escrevem mal.

Um deles era muito inteligente e aprendeu tudo, entendeu tudo e levou isso tudo consigo quando morreu. O outro era razoavelmente estúpido e inventou um modelo aperfeiçoado de aguça-lápis. E existiu mais.

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Pensar, Bertrand, 1992

Deve-se dar a fortuna para não adquirir um inimigo; muito importa não o ter, e quem o tiver trate-o de maneira tal como se em breve tivesse de ser amigo dele.

Como todos os homens, ele era muito mais eloquente para pedir que para agradecer.

A alegria do que nos alegrou dura pouco. A dor do que nos doeu dura muito mais. Vê se consegues poupar a alegria e esbanjares o que te dói. Vive aquela intensamente e moderadamente. E atira a outra ao caixote. Talvez chegues a otimista profissional e tenhas uma bela carreira de político.

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Escrever, Bertrand, 2001

Os mistérios, quando são muito maliciosos, escondem-se na luz.

Um pouco de internacionalização afasta-nos da pátria, muito reconduz-nos a ela.

eu sou muito orgulhoso de mim mesmo porque por mais solitário que eu seja, nunca cobrei lealdade de ninguém ou pedi para que ficassem, acho que é por isso que eu sou sozinho.
no fundo eles só precisavam de um motivo para o desinteresse deles.

A Fruta Aberta

Agora sei quem sou.
Sou pouco, mas sei muito,
porque sei o poder imenso
que morava comigo,
mas adormecido como um peixe grande
no fundo escuro e silencioso do rio
e que hoje é como uma árvore
plantada bem alta no meio da minha vida.

Agora sei as coisa como são.
Sei porque a água escorre meiga
e porque acalanto é o seu ruído
na noite estrelada
que se deita no chão da nova casa.
Agora sei as coisas poderosas
que valem dentro de um homem.

Aprendi contigo, amada.
Aprendi com a tua beleza,
com a macia beleza de tuas mãos,
teus longos dedos de pétalas de prata,
a ternura oceânica do teu olhar,
verde de todas as cores
e sem nenhum horizonte;
com tua pele fresca e enluarada,
a tua infância permanente,
tua sabedoria fabulária
brilhando distraída no teu rosto.

Grandes coisas simples aprendi contigo,
com o teu parentesco com os mitos mais terrestres,
com as espigas douradas no vento,
com as chuvas de verão
e com as linhas da minha mão.
Contigo aprendi
que o amor reparte
mas sobretudo acrescenta,
e a cada instante mais aprendo
com o teu jeito de andar pela cidade
como se caminhasses de mãos dadas com o ar,
com o teu gosto de erva molhada,
com a luz dos teus dentes,
tuas delicadezas secretas,
a alegria do teu amor maravilhado,
e com a tua voz radiosa
que sai da tua boca
inesperada como um arco-íris
partindo ao meio e unindo os extremos da vida,
e mostrando a verdade
como uma fruta aberta.

(Sobrevoando a Cordilheira dos Andes, 1962)