Foi Deus que fez o Vento
Rafael,
Passei tanto tempo odiando você, que isso estava me consumindo... Nossa relação foi uma montanha russa, casamos 2 vezes, terminamos e voltamos inúmeras vezes, você foi o sol do meu universo paralelo, agora extinto... Mas pai da minha única filha.
Sabe aquele amor que deu certo, mas nunca demos conta? Nosso amor continuou firme e forte, está na nossa filha.
Você foi a melhor parte da minha vida por muito tempo, e que bom que você tinha razão...
Você queria uma constelação, mas eu sou, e tendo mais para o big bang, não é mesmo? Chegou o tempo de paz, tu sabe bem afinal você é o pai do bem mais precioso da minha vida, que nunca mais nos percamos um do outro (já que perdemos os ódios, brigas).
Sabe que você só se tornou ex para se tornar eterno, né?! Afinal ex marido é para a vida toda (risos).
E sim, estarei com você até o fim; foi o que combinamos lá atrás. Não será do jeito que planejamos, mas já mudou.
A escrita foi o primeiro lugar onde consegui existir sem precisar me explicar.
Muito antes dos livros, dos projetos, das entrevistas, da comunicação profissional ou da construção pública da minha trajetória, existia apenas uma menina tentando encontrar uma forma silenciosa de permanecer inteira dentro de si mesma.
Eu comecei a escrever muito cedo.
Tão cedo que, durante muito tempo, nem percebi que aquilo tinha nome.
Enquanto algumas crianças aprendiam a falar sobre o que sentiam, eu observava.
Observava os silêncios das pessoas.
Os desconfortos escondidos atrás de respostas rápidas.
As mudanças sutis de comportamento.
Os olhares cansados.
As emoções interrompidas no meio da frase.
Desde pequena, eu sentia o mundo de forma intensa demais para caber apenas na superfície das conversas comuns.
E talvez tenha sido exatamente por isso que a escrita apareceu tão cedo na minha vida.
Ela não surgiu como escolha estética.
Surgiu como necessidade emocional.
Escrever era a maneira que eu encontrava de organizar aquilo que ainda não sabia explicar.
Enquanto o mundo seguia rápido do lado de fora, eu escrevia para desacelerar o que acontecia dentro de mim.
E naquele espaço silencioso entre pensamento e palavra, algo começava lentamente a fazer sentido.
A escrita foi o primeiro lugar onde não precisei simplificar minha percepção para caber no ritmo das outras pessoas.
Porque existem experiências humanas que não conseguem nascer completamente na fala.
Alguns sentimentos precisam de pausa.
Precisam de tempo.
Precisam atravessar silêncio antes de virarem linguagem.
E foi escrevendo que comecei a entender algo que me acompanha até hoje:
nem toda comunicação acontece através da voz.
Algumas das conexões mais profundas da vida acontecem quando alguém finalmente encontra palavras para sentimentos que carregou sozinho por anos.
Talvez por isso eu nunca tenha conseguido escrever de maneira superficial.
Para mim, palavras nunca foram apenas ferramentas.
Elas sempre carregaram presença.
Cada frase que escrevo nasce primeiro da observação humana.
Da escuta.
Da tentativa de compreender aquilo que geralmente passa despercebido nas pessoas.
Porque eu sempre senti que existiam dores muito silenciosas escondidas dentro de pessoas aparentemente funcionais.
Existiam mulheres cansadas sendo chamadas apenas de fortes.
Existiam crianças tentando sobreviver emocionalmente enquanto ainda aprendiam a existir socialmente.
Existiam pessoas sorrindo em ambientes onde já estavam emocionalmente ausentes há muito tempo.
E sem perceber, fui transformando tudo isso em escrita.
Não para produzir efeito.
Mas porque era a única maneira honesta que encontrei de permanecer conectada ao mundo sem me afastar de mim mesma.
A escrita se tornou meu espaço de tradução interna.
Ali eu conseguia transformar excesso em clareza.
Confusão em percepção.
Silêncio em linguagem.
E durante muito tempo, meus cadernos guardaram partes minhas que eu ainda não conseguia mostrar para ninguém.
Ideias soltas.
Perguntas difíceis.
Reflexões inacabadas.
Medos que eu ainda não compreendia totalmente.
Observações sobre pessoas que talvez nem imaginassem o quanto revelavam através dos pequenos detalhes.
Hoje entendo que comecei a escrever antes mesmo de saber exatamente quem eu era.
E talvez tenha sido justamente a escrita que me ajudou a construir essa resposta ao longo dos anos.
Porque escrever nunca foi apenas sobre produzir textos.
Foi sobre aprender a existir emocionalmente sem me abandonar no processo.
Foi sobre encontrar uma forma legítima de comunicação em um mundo que muitas vezes exige rapidez de pessoas profundamente sensíveis.
Talvez por isso meus livros nunca tenham sido apenas projetos editoriais.
Cada obra carrega experiências emocionais que passaram primeiro por dentro de mim antes de chegarem até o leitor.
Cada texto nasce de algo que precisei observar, sentir, compreender ou sobreviver emocionalmente de alguma forma.
Porque eu nunca consegui escrever apenas para informar.
Eu escrevo para tentar alcançar lugares humanos que normalmente permanecem sem linguagem.
O cansaço que ninguém valida.
A solidão escondida dentro da funcionalidade.
As perguntas silenciosas que as pessoas fazem para si mesmas durante a madrugada.
O medo de não ser compreendido.
A exaustão de precisar parecer forte o tempo inteiro.
E talvez tenha sido exatamente aí que descobri o verdadeiro poder da escrita.
Palavras não servem apenas para transmitir ideias.
Às vezes, elas devolvem reconhecimento emocional para alguém.
Às vezes uma pessoa lê uma frase e sente, pela primeira vez em muito tempo:
“alguém finalmente conseguiu traduzir isso.”
E sinceramente… existem poucas formas de conexão humana tão profundas quanto essa.
Com o tempo, percebi que escrever não diminuía a complexidade da vida.
Mas me ajudava a atravessá-la sem endurecer emocionalmente.
Porque a escrita não exige perfeição.
Ela exige verdade.
E verdade emocional talvez seja uma das coisas mais raras da nossa época.
Hoje, olhando para tudo o que construí, consigo perceber que muito antes da profissão existir, a escrita já estava lá.
Silenciosa.
Discreta.
Paciente.
Me esperando crescer até entender que ela nunca era apenas um talento.
Era linguagem da alma.
Era percepção organizada em humanidade.
Era a forma mais honesta que encontrei de tocar o mundo sem precisar gritar para ser ouvida.
No fim, percebi algo que mudou completamente minha relação com as palavras:
eu nunca escrevi apenas para publicar livros.
Eu escrevi para deixar partes minhas respirarem fora de mim.
E talvez seja isso que um texto verdadeiramente humano faça.
Ele atravessa o silêncio de alguém
e sussurra, com delicadeza:
“você não foi o único a sentir tudo isso.”
A cada fim de dia você tem um motivo para agradecer por ele e, e se não foi tão bom assim uma oportunidade para acreditar que amanhã vai ser melhor.
Paixão é bicho selvagem, não aceita rédeas nem arreio. Criatura humana alguma já foi capaz de domá-lá.
INCREDULIDADE
A morte, por si só, nunca foi a obsessão que assombra a vida da humanidade desde os tempos mais remotos, mas sim o desejo pela imortalidade que, infelizmente, está associado ao sonho de manter a juventude eterna ligada a frescuras inesgotáveis.
Isso porque, para os incrédulos, uma vida eterna devastada pela fraqueza, pelas doenças, pelas deficiências, pelas limitações, pelo declínio do corpo e pela deterioração dos sentidos não seria senão a somatória da infelicidade com a miserabilidade, de tal forma que o sonho da imortalidade se transforma em um verdadeiro pesadelo, e a morte avassaladora passa a ser vista como um desejo.
Rosimara Saraiva Caparroz
"A Ilusão de Poder"
Dessa vez foi diferente.
Ele tentou outra vez.
Como sempre fazia.
Com pressão, intimidação, palavras atravessadas
e aquela necessidade doentia
de controlar tudo ao redor.
Mas dessa vez…
eu não abaixei a cabeça.
Eu me ergui.
Coloquei a mão à frente
e disse:
“Não.
Hoje não.”
E pela primeira vez,
eu confrontei não apenas o homem diante de mim…
mas tudo aquilo que ele representava dentro da minha vida.
O medo.
O silêncio.
A culpa.
A submissão.
Porque chega um momento
em que permanecer calado
começa a destruir mais do que o confronto.
E eu percebi que o verdadeiro perigo
não era perder alguém pela violência…
mas pela ausência de sabedoria.
Pela ambição vazia.
Pela fome miserável de status, dinheiro sujo
e uma sensação de poder
que, no fundo, nunca existiu.
Alguns homens passam a vida inteira
tentando parecer grandes.
Porque jamais conseguiram suportar
o vazio de serem pequenos por dentro.
Antes da LEI
Jó viveu muito antes da "LEI"! NÃO ERA DESCENDENTE de Abraão. Ele foi salvo não pelas obras Da LEI, mas pela fé em no redentor Jesus Cristo, que havia ainda de vir! "Eu Sei que o meu redentor vive, por fim, se vai levantar na terra... Depois de consumida minha a carne... Eu ainda o verei"!
Como Abraão antes da LEI foi salvo pela fé, para sim fazer boas obras, assim como Ló, também Jó foi salvo, do mesmo modo! E é muito possível que nem fosse circuncidado! De onde ascendia Jó? Como Abraão era descendente de Arfaxade, de sem, de Heber. Jó era descendente de um sobrinho de Abraão. De um filho Naor, irmão de Abraão. Milca mulher de Naor lhe deu filhos. Um dos seus filhos, foi de Uz.
Jó ascende precisamente a Uz, descendente de Naor, irmão de Abraão. Estes dois eram filhos de Terá. Terá terá saído da Suméria de Ur dos caldeus. Veio Terá até Haram, com Sarah, Abraão e Ló também, sobrinho de Abraão, filho de Haran, que morreu em Ur dos caldeus. Tera morreu com a idade 205 anos em Haran. Segundo a interpretação da Bíblia, Naor terá vindo também a Haran. De onde saíram depois Abraão, Sarah e Ló até à terra de Canã.
Jó era uma pessoa justa e temente Deus. Em certo lugar da Bíblia, Deus diz: ninguém foi justo como Noé, Jó e Daniel. Assim antes da LEI, já Jesus Cristo Apóstolo e sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, se manifestava, nas Teofanias e nas profecias. Jó e tantos outros foram salvos, mesmo antes da circuncisão, antes da LEI, pela fé naquele que disse: "Antes de Abraão eu sou!
Se és judeu, pensa nesta verdade!
Olhos não podem brilhar
A menos que haja algo queimando por trás
Desde que você foi embora, não há mais nada nos meus.
Contei-te o meu poder, revelei o meu ser, mas no fundo, a única certeza foi o permanecer.
Este sentimento tenebroso que envolve os meus ombros, controla os meus abraços e dicta as minhas lágrimas. Um sufoco silencioso, uma dor escondida e uma tentativa perdida.
Hoje jamais diria ser subjetiva, sem pensar duas vezes na minha vida. Portanto, tu, escuridão do meu dia, devolve a minha perceção e deixa esta fantasia.
Olho para aquela sala cheia de pessoas e a única coisa que me perturba, não é a presença de alguém, mas a falta de ninguém.
Procuro razões para o que fizeste, não sei bem no que te meteste, mas no fundo foste só mais um mestre.
A vida é dura e cruel, fecha os olhos e sê fiel. Perceberás que a sobrevivência não depende do teu poço, mas sim daquele esboço.
E o sol foi tirar um cochilo atrás das nuvens cinzentas (sentimentos e emoções tristes) e é por isso que existem dias nublados.
CAMINHOS IMPREVISÍVEIS
Nada foi do jeito que um dia foi, então não se atormente se não deu certo o agora. O amanhã trará caminhos de espinhos e flores... Só o simples fato de você passar por ambos e colher as pétalas já valeu o esforço. E, sobre os espinhos, lembre-se da Coroa Sacra... Ele venceu o mundo e você também pode!
Lu Lena / 2026
CIRCUITO DE VIDRO
(Entre o meltdown e o porto seguro de um olhar)
Minha essência foi moldada num mosaico vitral,
feita de cacos espalhados pelo chão.
Em instantes de crise, o espaço me aperta, me comprime.
Às vezes é amplo, às vezes me liberta.
O ruído do mundo lá fora me desestrutura,
meu grito ecoa, fio desencapado.
Curto-circuito.
O excesso me enclausura.
Mas no instante seguinte, a paz:
o básico, o abstrato.
Não preciso sair de mim, não preciso orbitar o desconhecido.
No choque, o meltdown acontece e eu vou embora.
Desconexão. Penumbra.
No vão oco da minha quietude,
consigo voltar e me ver.
Sinto a mão que puxa o plugue da tomada.
Refugio-me no olhar do meu abrigo: minha mãe.
E enfim… estou seguro.
Lu Lena / 2026
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