Foi Deus que fez o Vento
Era líquida moderna
brincando com sentimento
que escorre entre os dedos
molda-se conforme o vento.
Engana-se, equivoca-se você
não me moldo conforme as situações
não aceito laços de afetividade
que se desenlaçam com enorme velocidade
laços de afetividade frágeis
leves passageiros da contemporaneidade.
Não aceito laços que limitam a esperança,
que fragilizam os sonhos,
que duram apenas uma dança.
Vento
Toda menininha cresce,
Só não cresce a menininha
Que me encanta em teu olhar.
Ah! Se tu soubesses me amar,
E não apenas me gostar.
Nunca mais iria me deixar.
Esse vento!!!
Que te levou pra tão distante,
Mas nunca pôde me afastar...
Seria apenas uma brisa,
Que ao nosso amor
Teria vindo afagar...
Edney Valentim Araújo
1994...
Meu suspiro
.
A felicidade de minh’alma
É estar nos braços dela...
Sou levado pelo vento
Aonde vai meu coração.
.
Meu sorriso,
Meu gemido,
O meu pranto recolhido
Do adeus a solidão...
.
Ela é o meu suspiro
E todo ar que eu respiro
Em meio a toda multidão...
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Todo dia
.
Se eu me desse a esse vento
Que te cercas a todo tempo
Teria eu o meu contento
Em florear teus pensamentos…
.
A vida sabe ser tão bela
Quando estou ao lado dela,
Onde fulgura a minh‘alma
Nos teus olhos de donzela…
.
Do teu amor eu me cobriria
Um dia e outro e todo dia,
Seria eu amado teu
Como te amo todo dia.
.
Edney Valentim Araújo
Semente
Estou cuidando da semente...
Essa sementinha tão pequena
Carregada pelo vento do destino.
Essa sementinha adormecida
Que caiu na terra do teu coração.
Tão frágil, tão pequena,
Foi cuidada com carinho,
Foi regada com as gotas das minhas lágrimas.
Não nasceu não cresceu, não vingou...
Essa sementinha que continua lá
Tão frágil e tão delicada.
Essa sementinha que aguarda
Por chuva serôdia do teu carinho.
Estou cuidando desse amor por nós dois.
Edney Valentim Araújo
Terra seca
Esse vento que sopra,
E de longe vem, para longe se vai,
Esse amor que chegou tão de repente.
Se for para ficar, fique.
Se for vendaval, que se vá.
Vá também essa tempestade.
Nessa terra seca da solidão
Onde a semente dorme,
As águas que banham são lágrimas.
Edney Valentim Araújo
A brisa, aragem é um menear de folhas para lá e cá; o vento é um manejar de tempestades e calmarias. Um Araquém dá vida na fuligem do campo florestal. Não és um elemento químico, mas o vestígio de um pássaro.
Sonho e Saudade
Lá vai meu sonho, leve, ao vento,
Cruzando os campos do meu pensamento.
Saudade que aperta, mas não desalenta,
Saudade que canta, que fala, que inventa.
Na varanda antiga, o tempo repousa,
Os olhos fechados, o passado se ousa.
Entre as árvores altas e o céu tão azul,
A lembrança de ti, serena e fiel.
O amor que vivemos, tão cheio de vida,
É canção que ressoa na alma perdida.
Teu sorriso é estrela que brilha na noite,
Tua voz é o rio que corre, sem açoite.
A casa vazia, mas o peito, não,
Teu perfume ainda vive na imensidão.
As tardes de outono, o vento a soprar,
Trazem-me o eco do teu doce olhar.
E sigo vagando, entre sonho e memória,
Te buscando nas veredas da nossa história.
Manhãs silenciosas, tardes de luar,
É no mistério do tempo que vou te encontrar.
Que o amor seja sempre essa prece sagrada,
Que o vento leva, que o céu guarda.
E que nos versos simples de cada poesia,
Viva para sempre nossa alegria.
No horizonte distante, meu olhar se perde,
Mas teu amor é farol que me guia, verde.
E entre o sonho e a vida, em doce aliança,
Seguimos dançando essa eterna esperança.
AMANHECER
LÁ FORA O VENTO BALANÇA SUAVEMENTE A GRAMA, A BRISA DA MANHÃ É SENTIDA AO ENTRAR PELA PORTA SEM PEDIR LICENÇA, A PRESENÇA DA FORÇA SAUDÁVEL DA NATUREZA SE COMPLETA COM O SOM DIVERTIDO DOS PÁSSAROS, O CHEIRO GOSTOSO DA VEGETAÇÃO INVADE A CASA TRAZENDO RAIOS SOLARES QUE MARCAM O NASCER GLORIOSO E IMPONENTE DE MAIS UM DIA..
Um sopro da paixão
Um vento passageiro bateu a minha porta,
Num primeiro momento trouxe alegria, euforia e um gosto tão bom que paralisou o tempo,
A paz e o alívio trazidos pelos gestos e os detalhes foram se esvaziando na mesma velocidade que chegou,
Foi tão bom e tão repentino, talvez tenha sido um engano, ou um sonho, não importa! As lembranças dessa paixão me fazem tão bem.
Origamis
Cartas rasgadas jogadas ao vento,
Ao manter fixo o olhar na linha do horizonte, um respiro,
Cartas voadoras sem destino e sem alento, perdidas no esquecimento,
Parque cheio de vida, as borboletas se divertem colorindo as flores, os pássaros brincam de cantar e encantar, os cisnes embelezam o lago,
Cartas se vão, origamis caem como pétalas de rosas em minhas mãos e a minha volta, novos caminhos serão traçados,
Inocente! A felicidade pensa não estar sendo vista atrás de uma árvore.
Palavras jogadas ao vento
Sem lamurio, sem lamento
Vago tormento na imensidão
Sem sentido e sem razão
Vagando a procura de abrigo
Num mundo cheio de perigo
Em busca de um elo perdido
A mercê de um amor bandido
Pode ser ilusão, tola suposição
Meus sonhos nessa direção
Rumos obscuros sem função
Amor sem você tudo é ilusão
Apenas palavras, palavras, apenas palavras (bis)
Inconstante sentimento
Intolerante tormento
Emoções difusas
Paralelas confusas
Um misto de emoção
Toma conta do coração
O corpo se retrai
E a mente se esvai
Será mesmo o amor
A provocar tamanha dor
Pretexto sem noção
Pra tirar minha visão
Apenas palavras, palavras, apenas palavras (bis)
Eis que surge um sentido
Nesse universo abatido
Pra acabar com essa dor
E fazer verter o amor
Tudo agora parece certo
Eu tenho você por perto
Um brilho raro no escuro
Vem garantir meu futuro
Clarividência ou destino
Um poder cristalino
Fez cessar minha dor
Me devolveu o amor.
Apenas palavras, palavras, apenas palavras (bis)
Quando às suas maldades foram tantas ao longo da sua vida, qualquer vento que enfunar e transudar várias sombras, sempre acharás que é o dia de ajuste de contas.
INVERNO CURITIBANO
Noites geladas e dias sem graça,
garoa irritante no vento que passa.
Minuano inclemente nas pernas da gente
na cara da gente, nos cantos da praça.
Cidade deserta, janelas trancadas
tristeza que aperta nas mãos congeladas
buscando coberta e as mantas pesadas.
Um café bem quente, na língua que queima,
na boca que cospe na mão que nem sente.
Ai! suspira tristonha, e a escriba reclama:
"Frio que arrepia, por favor não me diga,
que chegou o inverno, esta friagem medonha
na cidade gelada que não vive e nem sonha,
pobre cidade, fria cidade, invernal Curitiba.
Lori Damm, "Curitiba Fria", 17/04/2023
Olha a Onda!!!
Ar é a fala do vento .
Atmosfera que sopra
no mar earrebenta.
Mexe com as ondas
murmura então a maré
E no litoral amedronta
ou aplaude_se de pé!
Conta o relógio, mas não te prenda ao seu tique,
Que a vida foge em vento se a deixas parada.
Bebe o agora em goles, antes que a noite te explique
Que o tempo não volta, e a alma fica magoada.
O tempo apaga tudo, o vento, o mar, as pessoas e as cores, os rostos alegres e tristes, as questões que não foram feitas, as respostas mal feitas, apaga o mal, o bem, demônios e anjos, apaga o Demônio e apaga Deus.
A guerra entre o bem e o mau
Faz tanto sentido quanto o
Vento que leva as folhas avermelhadas
Em um dia de Outono
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