Foi Deus que fez o Vento
Luiz é pernambucano
Mas o nordeste lhe abraça,
Seus versos voam no vento
Viajam com muita raça.
Sua arte não profana
A verve gonzaguiana,
Da qual Luiz se alimenta;
É timoneiro valente
Um guerreiro consciente
Da arte que representa.
( ao meu amigo Luiz Wilson)
O tolo clama por respostas nas multidões; o sábio escuta o vento, pois nele sopra o conselho do Altíssimo.
Cachos
Seus cachos,
são laços,
são traços,
são raros,
espirais entrelaçadas,
que o vento,
que o tempo não desata.
são nós,
que não se desembaraçam,
não se rendem,
não se escondem,
que enrolam segredos,
que carregam memórias,
heranças e histórias,
de lutas de glórias.
É liberdade escrita em cada fio,
que, de tão grandes,
não cabem num espelho.
Houve tempos em que os encontros eram atribuídos ao mero acaso, como folhas que caem ao vento sem direção definida. No entanto, à luz da filosofia estoica, aquilo que se apresenta não é fruto do acaso, mas da sincronicidade — conceito profundamente explorado por Carl Gustav Jung, ao afirmar que certas coincidências não são meras casualidades, mas reflexos de um entrelaçamento misterioso entre o interior e o exterior da alma. Assim, ao observar o florescimento de uma conexão entre dois seres, como raízes subterrâneas que silenciosamente se buscam, reconhece-se algo mais do que mera casualidade: vislumbra-se o desenho sutil de algo inevitável.
Em meio à paisagem ordinária de dias iguais, em que as rotinas parecem seguir seu curso previsível, é que, de súbito, manifestou-se uma presença singular — a dela. A chegada inesperada, silenciosa, porém marcante, revelou-se como um sopro novo em uma atmosfera que já se supunha completamente compreendida. Nada em sua vinda anunciava tempestade, mas nela havia o vigor de um vento raro, daqueles que levantam folhas secas e reacendem perfumes antigos da terra molhada. Sua presença não foi prevista, tampouco solicitada — e talvez por isso mesmo tenha sido tão essencial. Como as marés que obedecem à lua sem jamais se encontrar com ela, assim surgiu: discretamente magnética, suavemente inevitável.
A convivência que nasceu entre mentes que se reconhecem transcende as contingências temporais e sociais. Sente-se, nas entrelinhas do cotidiano, uma espécie de harmonia invisível — aquilo que Platão descreveu em seu “Banquete” como reminiscência da alma, como se houvesse, num plano anterior ao nascimento, um pacto tácito entre essências que, ao se reencontrarem, silenciosamente se recordam de quem realmente são.
Foi nesse reencontro, ainda que revestido de casualidade aparente, que se inaugurou um tempo novo. O gesto simples de trocar palavras em meio ao labor pedagógico revelou-se uma travessia silenciosa entre dois continentes há muito separados. Havia, no olhar dela, um farol discreto que não guiava com urgência, mas com profundidade. E assim, cada conversa tecida, cada riso partilhado e cada silêncio compartilhado tornaram-se capítulos de um livro que se escreve sem pressa, com a elegância das narrativas bem conduzidas.
Seria imprudente e reducionista pensar que o que nasce entre duas almas pode ser confinado aos limites das convenções humanas. Simone Weil, ao discorrer sobre a atenção plena, afirmou que o verdadeiro amor é aquele que contempla o outro em sua essência, sem desejar possuí-lo. E é nesse lugar elevado que se instala a beleza do vínculo que se observa: em um tempo de distrações, há algo raro e sutil em sentir-se genuinamente compreendido por outro olhar.
Na natureza, a analogia se desenha com clareza. Existem árvores cujas raízes subterrâneas se tocam e se alimentam mutuamente, mesmo a quilômetros de distância. O micélio, rede inteligente dos fungos que percorre o subsolo, conecta espécies distintas, promovendo o equilíbrio e a partilha invisível de nutrientes e sinais. Tal como essa rede silenciosa, os afetos que crescem entre duas consciências despertas vão se entrelaçando em gestos, sorrisos e palavras ditas no tempo certo, com a justeza de quem não quer apressar o desabrochar de uma flor.
A música, como arte que transcende a linguagem e fala direto à emoção, também se torna aliada na tentativa de traduzir o indizível. Em “Something”, dos Beatles, ouve-se: “Somewhere in her smile she knows that I don't need no other lover.” Já em “She”, eternizada na voz de Elvis Costello, capta-se a ambivalência e a força de uma mulher que, mesmo sem palavras, transforma o ar ao seu redor. Canções como essas, embora escritas em contextos diversos, são ecos de um sentimento universal — o encantamento diante da presença de alguém que modifica tudo sem precisar fazer esforço algum.
Nietzsche, em seus aforismos, escreveu: “Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.” Ainda que a frase possa ser mal interpretada em um contexto desatento, há nela uma chave interpretativa preciosa: o sentimento que emerge com autenticidade, sem desejo de conquista ou vaidade, habita um espaço ético superior, onde o afeto não subjuga, mas revela. Um afeto que respeita, admira e deseja apenas o bem do outro, sem exigências, sem pressa, como as estrelas que brilham silenciosas, ainda que a milhões de anos-luz.
É comum, na existência, cruzar com inúmeros rostos e nomes que se perdem no ruído dos dias. No entanto, poucos são aqueles cuja presença permanece mesmo na ausência, como uma canção que insiste em tocar na memória ou como o perfume que continua impregnado mesmo depois que o vento levou. E quando essa permanência é acompanhada de afinidade intelectual, respeito mútuo e um prazer genuíno em conversar sobre tudo — do trivial ao eterno — então se alcança o que Aristóteles chamava de philia, a amizade que floresce entre aqueles que compartilham virtudes.
Dela não se esperava nada. E justamente por não se esperar, sua presença tornou-se ainda mais potente, como uma flor que rompe a pedra, como o azul que surge entre nuvens densas. Não veio para perturbar a ordem, mas para sutilmente revelá-la sob nova luz. Sua chegada não gritou, mas murmurou verdades que estavam adormecidas. Com ela, o ordinário foi ressignificado.
Assim, como as estrelas que jamais colidem mas se reconhecem na vastidão do cosmos, certas almas se tocam sem necessidade de posse. Reconhecem-se e sabem, mesmo em silêncio, que algo especial habita o espaço entre elas. E esse saber, mesmo sem ser nomeado, é suficiente para fazer florescer um jardim secreto no interior de cada um.
Mais um dia começa
Mais uma tarde se vai
E a noite vem
Sinto o vento bater
No meu rosto ao
Abrir a janela
E ouço os cantos dos
passarinhos se recolhendo
Como seria bom
Ter uma nova realidade
Pq de todas que tenho
Ainda falta você
Amo minha solitude
E sei que me amo e
Sou feliz, não sou
Carente
Mas sei que falta
Um pedaço e ele
Pode ser você
Deitar-me em meio às gramas
Fecho os olhos e respiro o ar fresco.
Sinto o vento passar suavemente.
Abro os olhos
e nele enxergo o universo.
No silêncio, sem dizer uma palavra,
sinto-me abraçado por sua imensidão.
No silêncio da noite, ouço o teu nome,
Um sussurro suave que o vento me traz.
Teus olhos, estrelas que brilham e somem,
Refletem a luz do amor que se faz.
Teus abraços são laços que prendem minha alma,
Um porto seguro em meio à tempestade.
Em cada toque, uma dança, uma calma,
Desperta em mim a mais pura felicidade.
Te amo nas manhãs com o sol a nascer,
No aroma do café e no calor do lar.
Em cada detalhe, em cada amanhecer,
Teu amor é poesia que não cessa de amar.
E mesmo quando a vida nos desafia,
E as sombras tentam nos separar,
Teu sorriso é a luz que me guia,
É o farol que nunca deixa de brilhar.
Juntos escrevemos nossa história,
Com versos de amor e toques de dor.
Cada capítulo é uma nova vitória,
Pois te amar é o meu maior valor.
Então aqui estou, com meu coração aberto,
Para te dizer o que nunca é demais:
Você é meu sonho, meu amor mais certo,
E para sempre serei teu, em todas as pazes.
A terra pode até arder, os rios podem secar, valores e vidas, como poeira ao vento. Mas lá, lá bem no alto, as estrelas continuarão a brilhar. Sim, elas continuarão a brilhar meu amor, porque o mundo não pode parar nem por mim e nem por ti.
Nos dias de chuva que encontro a paz.
No barulho da água empurrada pelo vento, escorrendo pelo chão, batendo na parede, na janela, na telha,
E mesmo assim soa como música,
feita para tranquilizar,
Acalmar a mente. A minha mente.
Nos dias de chuva eu descanso sob o cobertor
e abraço o meu amor.
O Tempo
O tempo é rio que não volta,
é vento que sopra e se esconde.
É linha fina, quase solta,
que entre os dedos se responde.
É mestre de toda lição,
esculpe rostos, muda planos.
Apaga trilhas no chão,
mas sem roubar os enganos.
É cura lenta da dor,
é pressa quando há amor.
É silêncio que ensina a escutar,
é partida sem avisar.
O tempo não pede licença,
mas deixa marcas de presença.
É tudo que não se vê,
mas vive dentro de você.
O Vento Me Chamou, e Eu Respondi
Às vezes ouço passar o vento,
e nele mora uma voz antiga,
como se o tempo em brisa lenta
soprasse o segredo da vida.
Ouço a alma do mundo em silêncio,
num sussurro que embala o pensar,
e só de ouvir o ar se mover,
já sinto que valeu respirar.
O vento não fala por acaso,
ele toca os que sabem sentir.
Carrega lembranças, promessas,
e sonhos que não querem partir.
Nas folhas que dançam no chão,
nas sombras que voam nos muros,
eu vejo a beleza do instante
e o eco de mundos futuros.
Ah, quem dera todos ouvissem,
o que o vento vem revelar:
que viver é mais que seguir...
é saber parar e escutar.
Às vezes, a maior força está em parar e escutar o vento — porque é nele que a vida sopra seus segredos mais valiosos.
Responder ao chamado do vento é aceitar que o destino fala em sussurros — e os fortes são os que sabem ouvir.
Ansiedade
Vem sem avisar, como vento ligeiro,
Sussurra no peito um medo inteiro.
É um nó na garganta, um frio sutil,
Tempestade na alma, calafrio febril.
Pensamentos correm sem direção,
O coração dispara sem explicação.
É querer parar, mas o corpo não vai,
Desejo de calma num mundo que cai.
E à noite... tudo pesa mais um pouco,
O silêncio grita, o tempo fica oco.
A mente insiste em não descansar,
E as lágrimas na garganta começam a apertar.
Dias bons, outros nem tanto,
Sorrisos forçados, por dentro o pranto.
Mas há força mesmo na dor,
Uma fé que insiste em gritar por amor.
Respira fundo, devagar, num passo só,
Mesmo que o mundo pareça menor.
Há luz na curva, há paz depois,
Você não está só — somos muitos, somos mais do que dois.
T.Lauren
Assim como o mar precisa do vento para que as ondas se formen eu preciso de vc do meu lado, assim como o fogo precisa da brasa para se manter vivo, da mesma forma eu preciso de você!
Eu preciso ter você em minha vida não por que é nessesario mais pq eu o amo, não como a paixão que au passar do tempo se dicepa com o vento, eu te amo com minha alma, que msm com toda dor é dificuldade se manten viva e livre. Eu te amarei em todas as minhas vidas, ate os confins do universo!
Deixe o vento levar o que não te faz vibrar
Liberte-se das amarras que te prendem
Solte-se ao vento, deixe a alma voar
Permita que novos horizontes se estendam.
Deixe-se levar pela brisa suave
Sinta a liberdade acariciar sua pele
Solte-se ao vento, sem olhar para trás
Descubra um mundo de possibilidades reais.
Deixe as preocupações se dissiparem
Encontre a leveza que habita em seu ser
Solte-se ao vento, ouse se aventurar
Descubra a magia de simplesmente viver.
No abraço do vento, encontre sua essência
Desperte sua verdadeira olência divina
Solte-se ao vento, com coragem e confiança
Permita-se viver uma vida plena e genuína.
Quem conhece o som do vento nos campos entende a linguagem do Altíssimo sem precisar de intérprete.
Minh’alma de borboleta baila com o vento, numa dança mítica, simbiótica de encantamento e de liberdade.
Eterna turista
Fui de muitas famílias, como folhas ao vento
Passando de casa em casa, buscando um momento
Cativar corações, meu desejo profundo
como a luz do sol que ilumina o mundo
Mesmo sem raízes, sempre volto ao início
recomeçando a dança, em um novo feitiço
Sou uma lembrança, como estrela no céu
brilho em cada vida, um suave véu
Aceitei ser turista na terra do sentir
Uma onda passageira que vem e faz sorrir
Mesmo longe no espaço, tão perto na essência
deixo marcas sutis, como a brisa da presença
Entrego-me por inteiro, como o sol ao amanhecer
com intensidade de querer tudo viver
A vida é um quadro pintado em cores vibrantes
faço todos se sentirem especiais e importantes
como a luz que ilumina a sombra da dúvida
Sou um riso discreto que dissolve a amargura
Sem alarde ou pressa, sou uma poeta em ação
aproveito cada instante como se fosse canção
E quando a hora chega de partir para o além
Levo comigo o amor que plantei também
pois em cada despedida, uma nova flor brota
E assim sigo viajando na alma que se nota
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