Foi Deus que fez o Vento
Seja suave como o vento. Silenciosa como a floresta. Feroz como o fogo. Inabalável como a montanha. E você poderá fazer qualquer coisa.
Vento... por quê não me levas daqui?
Eu caminho pelas ruas sem rumo.
Tu, bagunça e emaranha meus cabelos na envolvidão da tua dança.
Me sinto só, mas quando vem ao meu encontro, me abriga, acalenta o meu coração.
Ah, porque me bombardeias com um turbilhão de pensamentos toda vez que me debruço no parapeito de minha janela, quando o silêncio da madrugada insiste em me manter acordada?
Vento, leva a minha voz
E vê se encontra o meu amor
Nada faz sentido nesse mundo sem o seu amor
Me sinto assim meio sem rumo
Viajo no meu disco voador
Te procurei no oceano
E quase que eu me entrego a solidão
VENDAVAL NO CERRADO (soneto)
Áspero, entre os uivos, em lufadas nos buritis
De um constante sussurrar de uma ladainha
Prelado em prece, bailam nos galhos os saguis
Na imensidão, quando a tempestade avizinha
Rezas sobre a melancolia, agitam os pequis
Sobre o cerrado, badala o sino da igrejinha
E, em refrega, no céu, desenha o arco-íris
Grassando poeira tal qual a erva daninha
Bufa, num redemoinho em tal longura
Que abres no horizonte em chiar bravio
Gemendo o sertão num suspiro funeral
E invade, como guerreiro, toda a secura
Do chão, num comando do seu assobio
Avança atroz no planalto... o vendaval
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/01/2020, Cerrado goiano
" Quando o vento canta, meu coração balança, quando vento assovia, meu corpo arrepia, quando
vento acelera, o amor ja era, quando vento para, ė na solidão que você repara"
O vento sopra e no alento que deveria ser sossego traz angústias e perturbações, muitas vezes o coração intranquilo chora, o pranto passa a ser familiar, é nesses momentos de intensidade feroz que mais chamamos ao senhor, clamamos pelo socorro, de fato é onde devemos guardar nossas revelações, pois é o altíssimo capaz de mudar o rumo dos ventos e também fazê lo soprar para longe afastando tais aflições, esse é mais um momento que invoco o senhor em nome de Jesus, para que atente a calma e a paz em nossos corações, seja eu e você contemplados com a sublime bondade do espírito do senhor.
Giovane Silva Santos
POETANDO O VENTO (soneto)
Melancólico, gemem os ventos, em secas lufadas
No cerrado do Goiás. É um sussurrar de ladainha
Em tal prece, murmurando em suas madrugadas
Do planalto, quando a noite, da alvorada avizinha
Sussurros, sobre os galhos e as folhas ressecadas
Sobre os buritis, as embaúbas, e a aroeira rainha
Que, em torpes redemoinhos, vão pelas estradas
Em uma romaria, lambendo a sequidão daninha
Bafejam, num holocausto de cataclísmica rudeza
Varrendo os telhados, o chão, por onde caminha
Em um cântico de misto de tristura e de euforia
E invade, o poema, empoeirado, com sua reza
Tal um servo, em súplica, pelo trovar se aninha
O vento, poetando e quebrando a monotonia...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10/01/2020, 05’35” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Hoje escrevemos cartas para ninguém.
Passamos horas e horas escrevendo textos ao vento.
As palavras vão se perdendo enquanto imaginamos se alguém chegará a ler.
Não existe mais um endereço e muito menos um amor.
Talvez um desabafo para lugar nenhum em um tempo qualquer.
Mas mesmo assim escrevemos.
Talvez seja a saudade de um tempo que palavras faziam sentido.
Um tempo onde o pensar era virtude.
Mas bem, mais uma carta ao nada, que talvez encontre um alguém que faça sentido.
Árvore
Olhe que bela árvore
São belas amigas
São verdes são altas
Formosas e antigas
Árvores são livros
Que guardam histórias
Escritas nas folhas e nos galhos
E assim vencem o vento
Árvores são vozes
Que cantam ao vento
Vencem a dor da serra
Caindo ao solo sem chorar
A liberdade é aquele respirar fundo que nos limpa a alma e a partir disto vem a nos dizer: as horas são tuas, o dia é teu e o mundo está sob teus pés. Assim, pisa fundo, porém leve ao labor do vento, do tempo, do teu melhor querer bem-fazer.
Não sei se o amor a gente consegue disfarçar. Mas, amar você é a minha maior secreta revelação, o meu silêncio mais eloquente, o sentir mais concreto que existe. E se eu pudesse fragmentar o amor, lançá-lo-ia ao vento só pra te ter em cada canto do mundo, já que o meu coração se tornou pequeno demais para abrigar o imenso amor que tenho por você.
Se você me pedir
Estas palavras não se espalharão com o vento
E serei aquele que te deu o último beijo
Aquele que vive para alcançar seu coração
Se você me pedir
Carta para o filho do vento
Eu que sempre te dei amor
sem nunca questionar nada ou julgar.
Sua liberdade sempre foi meu fascinio e a intensidade que em você existe.
Me lembro de pensar
ele é o filho do vento pois até os pelos do seu corpo tem o desenho de uma grande ventania.
Hoje aqui mas amanhã não mais.
sempre soube. e Deus isso é tão lindo.
E só por isso, por ter tido um momento com você
por mais que breve
já me faz feliz.
acredito que meu sentimento por você é intocável, mas quero muito que ele adormeça e me deixe em paz pra eu conseguir viver feliz.
caso o contrário não me faz muito sentido a vida.
não pense que sou louco ou tenho alguma obsessão ou culpar meus problemas emocionais. isso está longe de ser o que realmente é.
não estrague e não julgue algo qué foi tão sincero e forte.
eu vi e vivi o que os grandes poetas cantam e encantam a milênios.
e mergulhei sem medo e me afoguei um tanto.
e ao invés de morrer
Sim eu gozei e senti o extase de viver todas minhas paixões em um só momento.
Um brinde. a esse amor e os que ainda virão.
saudades.
O silencio toma conta da musica brasileira...
e sua morte ganha eternidade,
sua passagem pela vida marcou nossos corações,
a vida se silenciou, bolsa nova a musica que conquistou,
nas entrelinhas aplausos em sussurros mimos
que transpõem o soneto de nossas vidas.
a musica toca seu corpo,
nas mais profundas emoções,
se delicia a cada nota
a musica desliza por cada curva e cava,
transcendendo o desejo que arde,
como singularidade,
tudo se tem muitas vontades....
(((NUVENS)))
Nuvens serão vista no dia triste De um olhar.
Nuvens que choram sem motivos.
Nuvens Sem rumo ao vento
a pairar. ☁
Chave que abre a porta da esperança,
Que engole o desespero,
Apareça,
Desmistifique essa necessidade de solidão,
Mãos serradas ao apego,
Pés no alto,
Desgrudados do chão,
Vôo ao céu,
Em caneta e papel,
Sem necessidade de foguetes,
Nem ao menos avião,
Brisa que bate de leve,
Na janela do meu quarto,
O vento me leva,
Eleva,
Os pensamentos dentro de mim, fluem audíveis,
Para os outros invisíveis,
Sem ressentimentos,
Passo breve,
Bem de leve,
Vida que segue.
sombrio
Por: Celso Roberto Nadilo
vórtice em lacunas
desses fins tristes
aparentes anomalias
diante um espaço
a imperfeição definha
em holografia.
de fato relatividade
desaparece quando esperamos
ter respostas aleatórias,
impossíveis as probabilidades,
pois os padrões tem segundas opiniões,
dando ao espaço limiar a ação...
que instável provoca a alma
numa lacuna de desespero...
o tormento seja o abismo,
vinculado ao medo,
pertencente a origem
do inconsciente,
aparentemente a ousadia,
transcende de formas que desaparecem
do evento apenas o teor da pareidolia,
se estimula num desejo aparente.
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