Flor
Quando pensei em você hoje pela manhã suavemente, como um pouso de uma borboleta em uma flor, estas palavras pousaram em meu coração.
Amigo é a cura para a nossa alma, nada mais importa quando estamos com ele, o choro cessa, a dor se esvai e tudo que antes estava inquieto se acalma. Que os meus olhos não demore muito para te ver, que os meus braços não demorem em te envolver, permanecer em teu abraço é o que desejo. As lembranças imergem, mesmo que por alguns segundos, a dor da ausência. Saudades, saudades sinto.
"Tenho saudade que queima, à flor da pele; saudade que vem e, nem quando o tenho por perto, se vai. Saudade com sintomas de febre, sem remédio, sem reparo. Saudade que corre além das veias... e deságua na minha alma... Oh, saudade ingrata, que me retira todas as forças e, de mim, exige as de um deus para tentar superá-la...".
Oremos pela paz no planeta, cultivemos ela dentro de nossos coração.
Não ha mais bela flor no mundo, que aquela recebida por um estranho.
Um amigo é igual uma flor, precisamos cultivar. Um inimigo é igual a uma praga,precisamos nos proteger antes que ela nos ataque. A amizade quer crescer dentro da gente, já o inimigo evita de qualquer forma que ela cresça... A AMIZADE ENTRE OS DOIS.
SOU ESSA FLOR
Tua vida é um grande rio, vai caudalosamente,
a sua beira, invisível, eu broto docemente.
Sou essa flor perdida entre juncos e achiras
que piedoso alimentas, mas acaso nem olhas.
Quando cresces me levas e morro em teu seio,
quando secas morro pouco a pouco no lodo;
Mas de novo volto a brotar docemente
quando nos dias belos vais caudalosamente.
Sou essa flor perdida que brota nas tuas margens
humilde e silenciosa todas as primaveras.
Bem de pertinho, envolvido pelo perfume, apaixonar-se pelas pétalas, é fácil. Mas conhecer a flor e, amá-la, é mais difícil, é necessário tempo. Tempo para aprender que é preciso afastar-se das pétalas para enxergar a flor. Descobrir que ela precisa de liberdade para que seus galhos cresçam. Tempo para querer descobrir a origem da água que nutre suas raízes e, neste momento sentirá uma vontade enorme de ajudá-la a retirar qualquer barreira que impeça que aquele perfume pelo qual você se apaixonou deixe de existir. Isto é importar-se, isto é conhecer, isto dedicar-se, isto é amar.
FLOR LILÁS
A flor lilás
que o poeta avista
do outro lado da calçada.
Á ornamentar o belo jardim
numa casa esverdeada.
Foi um dia plantada...
para depois de muito regada,
se tornar enfim,
presa de um namorado
para presentear a namorada...
Numa atitude inesperada
e uma mensagem declarada
de uma louca decisão
para no ritimo da emoção revelar a sua paixão.
Flor lilás
quanto bem faz,
Para a moça e o rapaz.
FLOR MENINA
Flor!
Que da vida ao meu jardim.
Regas com teu amor,
perfume,
beleza e ardor.
E te rendes... a mim.
Com teu jeito incomparável
Me cativa,
me anima...
Tudo em ti,
é amável.
Minha linda flor, MENINA!
Sou teu, jardim "encantado".
De amor sem fim...
Cravo sou! Enamorado...
Pois, a tenho para mim.
O amor é leve como a pluma suave como o perfume da flor, envaidece o pensamento,intimida o coração , acontece e não escolhe a hora, pessoas ou momentos,nem mesmo demostra se será bom ou ruim. Desperta emoções, suspiros , alegrias e tristezas, renova a esperança e nos leva ao desespero. Isso é o amor simplesmente amor, modificando um ser, uma vida, um coração.
Amizade é como uma flor. Perto, nos faz feliz pois enxergamos suas cores. Se não tão perto, o simples perfume nos dá paz. Longe, a lembrança é embalada pela alegria, porque amizade verdadeira, tem raízes que brotam do coração.
Conjunto de fenômenos da natureza intercala o ser. Tão humano uma flor quão o sol um dia em céu nublado desaparecer.
Dona Flor
Depois de ter escrito
"Gabriela, cravo e canela"
nosso Jorge criou
mais um de seus livros,
esse entitulado "Dona Flor e seus dois maridos"
com casos benditos
que falam da nossa nação sem pudores,
mostrando misticismo e até defunto peladão
que volta do além movido por uma paixão.
Essa paixão é Florípedes, a bela Dona Flor
que carrega consigo, um coração cheio de amor.
Dona Flor
é casada com o belo e forte homem,
mas ela, a bela Flor
não é a única que nas noites ele come.
Mas a apaixonada Flor,
com siri mole e azeite de dendê,
prepara uma moqueca
que é de Vadinho a receita predileta.
Aquela que ela aprecia ver
ele lambendo os beiços ao comer.
Num dia, em pleno carnaval baiano,
Dona Flor fica viúva
sem o marido que ama.
A honrada Flor,
com o farmacêutico da cidade, põe-se a casar
mas sente falta é dos beijos
que Vadinho costumava lhe dar.
A Flor roga em um terreiro
para rever seu falecido festeiro.
Os orixás acatam a Dona
e o devolvem sem arrependimentos,
sem roupas e sem vergonha!
Ao espiar-se pelas ruas baianas,
em meio a risos,
Jorge Amado vê de braços dados a caminhar
Dona Flor e seus dois maridos.
Acredito agora no pote que está no final do arco-íris;
Na flor azul que tem o suquinho fresco na ponta do seu cabo;
Na possibilidade de poder pegar um pedacinho de nuvem pra ver se tem gosto de algodão doce;
No ato de cavar na praia um buraco beeem fundo e quem sabe eu não chego na china?
Acredito agora naquilo que me tras alegria, amor e esperança.
Não tente me iludir dizendo que papai noel não existe, porque sei que um dia ele vai chegar e nessa hora todos irão acreditar e vão dizer : " quem é esse maluco rico que dá presente para todos de natal "
Acreditar ... é a palavra certa para o sucesso, liberdade e felicidade.
Cada um acredita naquilo que te faça bem e que faça os outros bem...
Até porque como diz uma famosa frase : " fazendo bem que mal tem? "
O amor é como o desabrochar de uma flor, precisa abrir pétala por pétala até que a flor esteja desabrochada, não há como pular partes nesse processo, se a flor não tivesse suas etapas nunca ficaria tão bela ao desabrochar. Tudo tem o seu tempo.
Soneto da flor da infância
Eu me lembro, eu me lembro, doce perfume da flor!
Brancas gotas perfumadas e tinham cheiro de amor...
Inebriavam as noites, da minha infância perdida,
Uma cascata verde e branca no verde da minha vida...
Lua serena no céu, a embranquecer minha ruazinha,
Sem saber que o jasmineiro por me ver assim sozinha,
Eu menina inocente, a me embalar em seus galhos,
Flores lançava aos meus pés, qual fina colcha de retalhos...
Foram-se meus verdes anos, cirandas e brincadeiras,
A doce lembrança da infância, da juventude que passou...
Joia que o tempo levou em leves asas ligeiras...
De menina me fiz mulher, mas na memória ainda há dor
Da doce lembrança dos dias, das minhas tardes trigueiras
Quantas saudades eu sinto, meu jasmineiro em flor!
A tulipa que não cultivei
Conheci uma flor,
Com o mais belo sorriso,
Com o mais belo brilho,
Que recusei cultivar.
Doí vê-la sorrir,
E pensar que você
Pode gostar de um bruto como eu.
Doí quando você me olha
Quando você sorrir para mim
Quando você Faz questão
Em dizer tchau.
A tulipa, dona de minhas
Palavras nunca ditas,
Dos sentimentos não exteriorizados
Do amor que eu havia guardado.
Mas saiba
Sou apenas mais um homem
Covarde, com medo de abandonar
Mais uma vez, alguém que comecei a amar.
Se ao ler esses versos sentir raiva,
Te darei razão, sempre te darei razão
Afinal, acho que você
Simplesmente queria
Que eu a cultivasse.
(V.H.S.C.)
Até a mais bela flor
Com sua perda se transformou
Numa sombra de nuvem incolor
Convertendo meu sorriso em dor
