Fiz de Mim o que Nao Soube
Tudo isto provei-o pela sabedoria; eu disse: Sabedoria adquirirei; mas ela ainda estava longe de mim.
Até quando te esquecerás de mim, Senhor? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto?
A dedicação intensa pelo teu templo me consumiu, e as ofensas contra Deus caíram sobre mim. Sl 69.9
Como posso agradecer a Deus por tudo que Ele fez por mim? Vou tomar o cálice da salvação e invocar o nome do Senhor. Sl 116:12-13
As flores do açafrão
do meu cesto foram
espalhadas pelo vento,
E ele te trouxe bem
perto de mim porque é
ciente que moro dentro,
e assim resolvi pactuar
com a vida e o tempo;
Desafia mesmo é guardar
a poesia, a atração,
a volúpia e o sentimento
sem saber de fato se devo.
O oceano do teu amor
mora gigante em mim
mesmo que no instante
da maré inconstante
e deste desafio gigante.
Não existem correntes
do oceano para quem
nasceu peixe travesso,
e filha da Rainha do Mar
que sabe como nadar.
Manjar, canjica, uvas,
espumante, velas,
flores brancas e uma
cesta de oferendas
não tenho como ofertar.
Como quem pula
a terceira onda a poesia
oferto para a Sereia
tomar conta e a magia
da paixão nos aproximar.
Peço para nós um lugar
bonito no coração de Oyá
aonde quer que a gente vá,
que o destino seja gentil
e ajude o amor nos encontrar.
O seu coração por mim
fica em ritmo de vanerão,
A tua pulsação fica forte
e você arde por mim
mais intenso do que verão;
É o quê a poesia faz
em ti com toda a sedução,
E quando eu te beijar
não vai conseguir tocar
os seus pés no chão
e vai conhecer o quê é amor
e ao mesmo tempo paixão.
Você sapateia
e para mim sarandeia
E eu me derreto
e para ti sarandeio,
É a poesia do Anú
nesta dança acontecendo;
Sabemos que um
para o outro não
somos aves de verão,
Só falta mesmo é a confissão.
Embalo as auroras
do amor no peito,
soberana do meu
próprio silêncio.
Enheduanna está
em mim mais
viva do que nunca
sob a divina Lua.
Vestida de poesia,
por ela sou regida,
pela Via Láctea
e seus sons de lira.
O Sol que rege
o seu destino
na minha direção
de mim se aproxima.
As caravanas passam,
as horas seguem,
os rebanhos rumam
e o amor se ergue.
O Universo traça
o trajeto no oculto,
não há nada mais
que adie o quê é absoluto.
Você me chamou
para dançar o pezinho,
Tudo em mim despertou
em ti doçura e carinho,
As tuas esporas tocam
o chão e o meu olhar
toca o seu coração,
É a primeira vez que
você está diante
uma prenda capaz
de despertar fascinação.
Diante de mim você
está se derretendo
todo com sapateios,
E eu me deliciando
com sarandeios,
Você sabe como
eu sei para onde
este tatu de castanhola
vai acabando nos levar.
Comprei umas fitas
de cetim para trançar
o meu cabelo castanho
e trazer você para mim.
Verde mato, amarelo
ouro, azul do céu
e branco como
o seu bonito sorriso,
fitinhas da cor
da Bandeira do Brasil.
É do teu amor bonito
que eu preciso,
Você vai me levar
contigo para dançar
o carimbó pastoril.
#carimbópastoril
#poesiabrasileira
Bem antes de mim
o meu sangue
cruzou o oceano,
as estepes podem
ser vistas nas ondas
dos meus cabelos,
as montanhas
na altura do olhar
das caravanas
o meu passo calmo
e o imperceptível.
Luar de Ramadã
que pode ser
visto nos teus
olhos lindos,
os sonhos não
podem faltar,
e o nosso apego
e o zelo para tudo
o quê dizem
ser impossível.
O reflexo do Luar
já pode ser lido
pelo destino
nas palmas
das minhas mãos.
O meu véu tecido
pela Via Láctea
regressará
entre as ruínas
de Merv e de tudo
aquilo que trago
e sempre calo,
intrigando alguns
e é reconhecido.
A Rota da Seda
tenho escrita
na silente poesia
e no coração a tenda
para o mundo abrigar.
Você está se mostrando
para mim com todo
este ritmo do Cateretê,
Você sabe que eu
morro de amores por você.
Eu nasci para você,
Você nasceu para mim,
O amor nasceu para nós,
Celebramos hoje tão
realizados e unidos
como as flores de benjoim,
Nenhum tempo ruim
foi capaz de acabar com
este amor escrito por Deus,
e temos certeza que não terá fim.
Disseram para mim
que o início na poesia
era muito difícil,
Eu respondi que
escrevo para chegar
a lugar nenhum,
Disseram que quem
escreve poesia
não faz História,
e eu respondi que
escrevo poesia
por pura preguiça
e para sacudir o pó dos dias.
Este é o comportamento da Humanidade hoje: Soberania e Liberdade só para mim, e se você quiser ter, não é direito seu.
