Fiz de Mim o que Nao Soube
COMO BORBOLETAS
Chorei por ti por vários dias
sua ausência me sufocava e a vida não parecia ter sentido.
Borboletas
nunca me distraíram tanto com suas asas coloridas,
desejei ser tão pequenas como elas,
quis pousar e repousar sobre as flores
que de tão belas me fazem esquecer.
Borboletas
se alimentão do que representam o amor
e é por ele que eu sofro,
asas de ilusão me levem a outra dimensão,
pólos que me atraem, me fazem mudar de cor
diante da vida não sei mais quem sou.
Escrever, escrever, escrever.
Só isso sei fazer.
Ou nem isso.
Faço não porque sei
Mas porque preciso.
É a maneira de soltar minha alma
Presa dentro de um ser
Escravo do materialismo
Que solapa toda forma
Bela e essencial de vida.
Escrevo porque não é preciso escrever.
É preciso descrever toda a amargura de uma vida sem sentir.
Apenas de viver de acordo com o foi dito que é viver.
Mas quem vive?
Vivem os loucos.
Vivem os andarilhos.
Vivem os lunáticos.
Vivem os artistas marginalizados
Que morrem a míngua sem o
Reconhecimento do seu devido valor.
O artista e sua obra por mais vagabundo
E pueril que seja em vida vale muito mais morto.
Ate quando valorizaremos o que é morto?
Por que não ter coragem e a sinceridade da alma
Em reconhecer e valorizar o artista em vida?
Ora o artista é diferente.
Tem que ser, pois é artista.
Se não fosse não produziria tal arte
De admirar o mundo e sensibilizar os seres
No mais intimo suspirar.
Meu Deus, minha mente não para.
Parece que vou passar a noite escrevendo.
Há um turbilhão de coisas passando na minha mente.
Sinto-a acelerada, cheias de idéias.
E ate difícil escrever tentando acompanhar
A velocidade do pensamento daí essa letra horrível e ilegível.
Que tal um balão.
Eu e o balão sem rumo no céu onde o vento levar, iríamos.
Ah, sem peso, sem nada. Só eu e o balão.
Nós não precisaríamos de nada.
Nem de comida, nem de bebidas, roupas quentes, nada.
Só eu e o balão e o céu. Imenso, azul, suave, calmo, elétrico, bom.
Um céu bom.
Não um céu que dá medo, de tempestade,
De chuva, de relâmpagos, de trovada. Não.
Só um céu limpinho, azul, calmo, tranqüilo, sereno.
Esse céu, o balão, e eu.
Nossa esse fim de semana foi horrível.
Pelo menos para quem conviveu comigo.
Não lembro de nada.
Só alguns fragmentos que me contaram
E acabei lembrando ou então coisas que li
Na comunidade que postei enquanto estava em crise.
Parece que foi feio. Meu medo é que
Numa crise dessas eu fique violento.
Não com os familiares.
Mas tipo quebrar coisas, gritar, esmurrar,
Atentar contra minha própria saúde.
Graças a Deus passou!
Coisas da vida...
Sentir saudades.
Saudades do que se viveu...
E saudades do que ainda não se viveu.
Comprar flores, ou simplesmente passar enfrente da floricultura e respirar fundo.
Admirar um orquídea azul..
Voce já viu? Um amigo me mostrou uma delas dia desses.
De repente eu me pego no pulo do gato..e vejo como ainda não é hora de nada, além de ser feliz...
B.
Nada é difícil! Não existem pessoas difíceis, projetos difíceis, coisas difíceis. O que existe são pessoas sem propósito.
Vou te falar
Pra não duvidar
Amo você
Sem nada entender
Onde te vi
Jamais esqueci
Sonho contigo
Vivendo o perigo
A luz que brilhou
Jamais se apagou
Amar não é ilusão
Porque estará sempre em meu coração
Não confie no provérbio que diz que cão que ladra não morde, deve haver por aí muito cão analfabeto que ainda não leu este lindo provérbio!
