Fiz de Mim o que Nao Soube
Não vou desistir de novas coisas, e não pretendo mais sofrer pelas anteriores, mas isso é algo tão forte em mim e tenho uma parcela tão grande de culpa que ainda é meio difícil respirar sozinha.
Você não precisa ter vários amigos ou estar perto de alguém que tenha para ser feliz, por mais desesperado que você esteja esse recurso não é mais válido, seja popular para você mesmo, você já parou para pensar como você é popular para o seu cachorro? ou como você é importante no seu pequeno grupinho de amigos? Só pare de focar nos outros e olhe para você.
Querer você não é apenas querer.
É pensar em formas de te ter e ficar acordada até o amanhecer
É te olhar ao canto e contar suspiros
É falar sussurros ignorados pelos seus ouvidos
É sentir teu vento quando passas por mim
É cantar ao chuveiro o que você me faz sentir
É gritar aos ventos o seu sobrenome, guardar em mim o que te consome
É saltar barreiras dentro de mim
É te deixar ir sem agir, te ver partir sem sentir
Te ver feliz sem mim.
Não quero esquecer os abraços
Nem tão pouco as palavras
Quero lembrar a cada instante os olhares
E devagarinho me entusiasmar com o afago
Deixar na penumbra as dúvidas
E sentir tão somente a carícia que me envolve
Transpor a sombra que oculta a distância
E fazer valer a doçura que paira no ar
Palpitando o coração ainda está
Divagando o pensamento ainda fica
E a pele inflama ao lembrar teu toque
E se consome com a tua ausência
Dilacera a alma minha fraqueza
Não me condene pela eloquente forma de ver a vida
Meu pudor me priva mais de mim
Do que de ti mesmo
Só me desnudei pelas beiras
Me falta ainda uma porção de mim para mostrar. N Arnaud
Pra que serve a poesia?
Se ela não diz o que quer dizer
E nas entrelinhas ela
se esconde
Ela quer ser desvendada, delicada que é, querendo atenção
Pretende dizer o que não diz, mas pressupõe ser decifrada
Não se importa em ser mal interpretada
Porque ela não tem o peso da obrigação
É bálsamo, livre de culpa
É voz que fala suavemente dos assuntos
da alma
A linguagem sem códigos ou regras
Com uma única pretensão
Atingir-lhe irrevogavelmente.
Vou (voo) com a poesia...
(Nilo Ribeiro)
Hoje não sei me definir,
minha alma está inquieta,
às vezes quero deitar e dormir,
às vezes quero estar em festa
uma sensação confusa,
uma sensação de medo,
uma sensação intrusa,
uma sensação de zelo
deixo a poesia expressar,
vou a favor do vento,
não sei quando voltar,
vou a favor do tempo
hoje quero ser conduzida,
para um lugar qualquer,
quero minha alma à deriva,
me sentir liberta e mulher
fecho os olhos e sigo,
sem ter medo, nem temor,
sinto que Deus está comigo,
sinto que isto é amor
minha música eu ouço,
meu espirito em verve,
água mornano dorso,
arrepio na pele
a paz me domina,
a serenidade me envolve,
sou a inocente menina,
sou a mulher que resolve
sou toda sentimento,
sou tudo o que eu quero,
sou a dança e o movimento,
sou a valsa e o bolero
sou a mulher inteira,
sou a mulher completa,
sou a mulher companheira,
sou a mulher poeta
uma sensação gostosa,
uma sensação do bem,
sou uma mulher maravilhosa,
sou muito amada também
agradeço poesia,
por trazer tranquilidade,
agradeço pela companhia,
agradeço pela felicidade...
Um dia alguém disse ...
Se penso logo existo.
Eu digo se gosto persisto
Se não gosto não insisto ...
Pensar é mesmo assim
Não quero fazer mal a mim
Se o pensamento me desgasta …
Imagino apaga – lo com borracha
Não me quero torturar …
Não me quero fazer mal
Quando isso acontece …
Faço o que me apetece …
Ou que posso fazer …
Nem tudo depende do nosso querer …
Mas no meu pensar …
Quero eu comandar ,
Não é ele que me vai dominar!
Insisto … resisto e trato de sonhar
Pensar no que me quer bem …
Nesta realidade temos que ir mais além
Um dia alguém disse ...
Se penso logo existo.
Eu digo se gosto persisto
Se não gosto não insisto ...
Pensar é mesmo assim
Não quero fazer mal a mim
Se o pensamento me desgasta …
Imagino apaga – lo com borracha
Não me quero torturar …
Não me quero fazer mal
Quando isso acontece …
Faço o que me apetece …
Ou que posso fazer …
Nem tudo depende do nosso querer …
Mas no meu pensar …
Quero eu comandar ,
Não é ele que me vai dominar!
Insisto … resisto e trato de sonhar
Pensar no que me quer bem …
Nesta realidade temos que ir mais além
As pessoas destroem você, um pouco por vez,uma de cada vez, até não restar nada.
Destroem teus sentimemtos, teu lado romântico, teu lado bom, teu lado sensível, teu lado humano.
E quando você se dar por conta, você não é o mesmo. Você estar frio, estar calculista, estar menos atencioso, você não sabe mais como amar e como acreditar em alguém. Porquê alguém acabou com isso em você, um por vez, cada um pouco. Quando nos tornamos uma arma, a pior arma do mundo que é ser humano mais não ter mais humanidade, chamamos isso de lição de vida, de aprendizado. Aprendemos,somos mais uma arma fria pra ferir e ensinar o próximo.
REBULIÇO DE TEMPO
Oh meu espelho... Não precisava ser
tão duro! na sua pureza tão pura!
Quando sobressai, da sua tela escura,
mostrando-me como sou, fazendo rebuliço
de sentimentos em mim, empurrando-me
sobre o tempo para assistir o meu fim.
Oh meu espelho! todavia tens a mágica
de fazer o tempo escorregar pelas lacunas
dos sonhos e as vezes, até repugnar-me de
mim mesmo! Mostrando-me, de como eu era
n'aquela foto amarelada a qual está como
rede, pendurada na parede... A mesma foto
que as aranhas, telham as suas telhas, e fica
assim como se estivessem representando
as telhas da minha vida.
Falem o que quiserem falar, mas o meu
espelho é... O vermelho da sinceridade!
Ou quem sabe... O sinistro da obscuridade!
Todas as vezes que olho nele, ele mostra-me
o que meus olhos não querem ver...
As rugas da derme, as verrugas do tempo
essa carranca que desbanca o meu alento...
Mostra-me que outrora, eu era assim
como verde... Tinha ar e tinha sede...
Todo dia eu era visitado pela alegria!
Hoje tal qual como estou, assim desprovido
do amanhã. Com passos curtos pela
estrada da vida, eu estou murchando...
Murchando como se fosse folha a secar
exposta sob o ar.
Hoje o tempo que eu almejo, é o mesmo
que repugno-me, uma espécie de amor
e ódio... É meu espelho, te confesso... Que,
o mesmo tempo que eu preciso
para seguir adiante, é o tempo que você
me esboça acabando comigo,
criticando-me triunfante e triturando-me diante da esperança.
Antonio Montes
