Fiz de Mim o que Nao Soube
Eu só peço a Deus a bênção de viver cercada por aqueles que me amam pelo que sou e não somente pela minha utilidade. Pois, só podemos entender o nosso real significado na vida das pessoas, quando elas insistem em permanecer ao nosso lado; mesmo quando tudo o que nos resta são apenas boas lembranças, dor e cansaço.
— Jucelya McAllister
Não exponha a sua vida com tantos detalhes.
Os ombros amigos que hoje te dão ouvidos,
talvez se aliem as línguas que amanhã te traem.
— Jucelya McAllister
EU VOU MORRER.
Não escrevo isso como despedida. Escrevo como constatação.
Eu vou morrer.
Você também.
E talvez uma das coisas mais estranhas sobre estar vivo seja justamente esta: sabemos perfeitamente como a história termina e, ainda assim, acordamos amanhã fazendo planos para daqui a dez anos.
Compramos coisas.
Criamos projetos.
Nos apaixonamos.
Guardamos fotografias.
Prometemos “para sempre”.
Marcamos compromissos para a próxima semana como se o universo tivesse assinado algum contrato conosco.
Não assinou.
O relógio nunca prometeu esperar.
Talvez por isso a morte não seja apenas o contrário da vida. Talvez ela seja aquilo que dá peso a cada segundo dela.
Uma música seria diferente se nunca terminasse.
Um pôr do sol perderia parte da beleza se permanecesse para sempre no horizonte.
Um abraço talvez não significasse tanto se não existisse a possibilidade de ser o último.
Somos temporários tentando construir coisas permanentes.
E existe algo absurdamente humano nisso.
Escrevemos livros sabendo que um dia não estaremos aqui para lê-los.
Plantamos árvores cuja sombra talvez nunca utilizemos.
Amamos pessoas mesmo sabendo que, por partida, distância, mudança ou morte, algum dia teremos de aprender a existir sem algumas delas.
Talvez viver seja justamente essa insolência contra o tempo.
Olhar para uma existência limitada e dizer:
“Mesmo assim, eu vou fazer alguma coisa com ela.”
Eu vou errar.
Vou mudar.
Vou perder pessoas.
Vou encontrar outras.
Vou abandonar versões de mim que um dia considerei definitivas.
Vou olhar fotografias antigas e talvez não reconhecer completamente o homem que estava nelas.
E um dia, inevitavelmente, tudo aquilo que hoje chamo de presente será passado.
Até que eu também seja.
Então sim:
EU VOU MORRER.
Mas ainda não morri.
E, para mim, talvez toda a filosofia desta vida esteja escondida justamente nessa diferença.
Porque eu ainda estou aqui.
Ainda tenho coisas que nunca disse.
Livros que ainda não escrevi.
Pessoas que ainda não conheci.
Lugares onde meus pés nunca tocaram.
Abraços que ainda não dei.
Erros que provavelmente ainda vou cometer.
Ideias que hoje nem sequer existem dentro da minha cabeça.
Ainda existem páginas minhas completamente em branco.
E isso me assusta tanto quanto me fascina.
Não sei quanto tempo tenho.
Talvez ninguém saiba realmente.
Por isso não quero passar a existência inteira tentando parecer eterno.
Não sou.
Meu nome um dia será pronunciado pela última vez.
Minha voz um dia existirá apenas em alguma gravação.
Minhas fotografias ficarão mais jovens do que eu jamais poderei voltar a ser.
Os lugares onde passei continuarão existindo sem perguntar por mim.
E, estranhamente, eu aceito isso.
Porque não quero vencer a morte.
Quero vencer a possibilidade de chegar até ela sem ter sido verdadeiramente eu.
Quero ter amado do meu jeito.
Errado algumas vezes.
Acertado outras.
Escrito aquilo que tive coragem de pensar.
Construído aquilo que um dia parecia impossível.
Mudado de ideia quando fosse necessário.
Pedido perdão quando meu orgulho finalmente ficasse menor que minha consciência.
E deixado alguma coisa de mim nas pessoas que atravessaram a minha história.
Não preciso que o mundo se lembre de mim para sempre.
Só não quero chegar ao fim e perceber que passei a vida inteira tentando ser alguém que não era.
Quando a morte finalmente chegar até mim, não quero perguntar por que ela veio.
Quero olhar para trás.
Para o menino que fui.
Para o homem que tentei me tornar.
Para tudo que perdi.
Para tudo que amei.
Para cada versão de mim que precisei abandonar para chegar até aqui.
E então talvez eu consiga dizer, pela última vez, sem filosofia, sem personagem, sem título e sem nenhuma necessidade de parecer maior do que fui:
Meu nome é Jefferson Marconis Lima Silva.
Eu estive aqui.
Eu amei algumas pessoas.
Algumas ficaram.
Outras viraram memória.
Eu tive medo.
Eu errei.
Eu recomecei.
Eu escrevi.
Eu sonhei coisas grandes demais.
Eu mudei.
Eu vivi contradições que jamais consegui explicar completamente.
E, mesmo sabendo desde o início que perderia para o tempo, continuei.
No final, talvez eu não queira deixar uma grande resposta.
Talvez queira deixar apenas uma pequena prova:
eu existi.
E enquanto existi, tentei transformar o pouco tempo que recebi em alguma coisa que tivesse a minha forma.
Então, quando chegar a minha hora, o mundo continuará.
O sol nascerá sem mim.
Alguém estará rindo em algum lugar.
Uma criança estará começando uma história enquanto a minha termina.
E tudo bem.
Porque eu nunca precisei ser eterno.
Eu só precisava estar verdadeiramente vivo enquanto ainda era a minha vez.
— Jeff Marconis
"O alicerce do conhecimento humano não repousa na ilusão de ter decifrado os mistérios do cosmos, mas na infatigável disposição de questionar o real. Toda descoberta, longe de esgotar o saber, alarga simultaneamente as fronteiras da nossa compreensão e a percepção da nossa própria ignorância."
O Pressuposto do Abismo
A vida não pediu licença para existir.
Brota teimosa entre pedras de catedrais, como relva que desconhece a geometria, a vida talvez seja, como o silêncio que grita num quarto vazio ao amanhecer.
Somos sombras que caminham sob um olhar que não vemos,
sopros que escapam entre os dedos sem que percebamos, instantes de luz que não sabem que vão apagar.
O mais importante não é desvendar o mistério dos séculos, nem decifrar o alfabeto das estrelas ou o sentido das guerras.
O mais importante é, e aqui reside o espinho e a rosa que é saber, com a certeza que corrói e liberta, que um dia a morte virá.
Não como ladrão, mas como dono da casa, batendo à porta para cobrar a chave que nos foi emprestada.
Pois é essa finitude, esse ponto final que nos espreita na esquina, que transforma o caos em milagre.
Sem a morte, a vida seria eternidade insuportável,
mar sem margens, tédio sem fim.
É porque sabemos que vamos morrer que o agora se torna sagrado.
É porque a página vai fechar que cada palavra urge ser escrita.
Então, o único pressuposto
— "infelizmente, e felizmente"
—"é a sua existência".
Infelizmente, porque dói. Dói sabermos que o abraço vai desfazer-se, que a voz se calará, que o amor será memória.
Felizmente, porque é essa dor que nos faz humanos,
que nos arranca a máscara da indiferença e nos obriga a olhar o outro nos olhos.
A existência é o milagre trágico, um presente que só tem valor porque sabemos que será tomado de volta.
Há quem veja aqui a epopeia do herói que luta contra o destino.
Há quem veja a mulher que, ao segurar uma maçã,
sente o peso do universo inteiro na casca vermelha.
Eu vejo apenas o espanto, saber que a vida é, e que um dia não será.
E que, entre o sim e o não,
o único pressuposto é que fomos e que, por um breve e eterno instante,
existimos.
"Nem tudo que chamamos de personalidade foi feito para permanecer. Identidade não é o mesmo que comportamento. Quando a velha criatura fica para trás, o Espírito Santo inicia em nós um processo de transformação. Crescer também é reconhecer o que Deus ainda quer transformar em nós. Não use a frase “esse é meu jeito” para impedir aquilo que Deus deseja curar, moldar e renovar. Seja moldada pelas mãos do Oleiro. “TRANSFORMA-ME.” Que possamos ser sempre esse barro maleável, sensível ao toque e ao comando de Deus."
—By Coelhinha
Se a riqueza externa não se manifestar, o verdadeiro tesouro conquistado foi a expansão da mente que aprendeu a pensar em grandiosidade.
Não importa quantos fecharam as portas na minha cara; com a permissão de Deus, o meu sucesso financeiro vai ser Tão gigante que vai silenciar qualquer maldade.
Hoje não quero nada além do que a vida me oferece agora. Que este momento permaneça inteiro dentro de mim, porque viver isso, sem pressa e sem excessos, já é tudo o que preciso.
Nele esperarei
Ainda que todas as pessoas do mundo me digam: veja Deus não existe, pois tudo apareceu do nada; veja você tem a doença de Parkinson, isso não é normal, numa pessoa aos 20 anos. Hoje você tem 63 anos de idade e continua com a doença. Você não passa de um louco mental. Ainda que Deus me dissesse: Eu não existe; A religião é uma doença mental. Eu continuaria a crer na sua existência. Porque eu sei que ele está comigo. Mesmo havendo loucos no mundo; mesmo tantas pessoas nascendo com defeitos. Mesmo tanta injustiça, mesmo havendo tanta guerra; ainda que ninguém se converta. Eu nele esperarei!
Até que os ventos já não passem
A lua não se escondesse
O sol não se ilumina-se
Mais o amor que sinto por você esse sim, jamais vai acabar
Te amo muito
Nós não devemos ser melhor do que ninguém, mas sim melhores do que o nosso eu do passado...
Seja o seu melhor futuro
Metanoia
Sobre a estranha beleza de se tornar alguém que ainda não conhecemos.
Há momentos em que a vida muda silenciosamente, sem anunciar despedidas ou preparar caminhos. O tempo, que antes parecia caminhar lentamente, de repente se torna implacável. Em poucos instantes, aquilo que levamos anos para construir se transforma, e o que parecia distante encontra uma maneira inexplicável de chegar até nós.
Metanoia talvez seja isso: a transformação inevitável de uma existência que já não cabe em sua antiga forma.
É curioso como certas pessoas atravessam nossa história sem que percebamos sua presença. Estão próximas, habitando os mesmos lugares, respirando os mesmos ares, até que, em um instante aparentemente comum, tornam-se extraordinárias. Como se a vida guardasse encontros para momentos em que sequer saberíamos procurá-los.
Mas toda transformação carrega suas contradições.
Enquanto algumas presenças chegam para revelar sentimentos até então desconhecidos, outras se despedem, deixando espaços que nenhuma novidade consegue preencher. E, entre aquilo que se perde e aquilo que se encontra, algo dentro de nós também se modifica.
Há uma espécie de solidão que não nasce da ausência de pessoas, mas do desconhecimento de si mesmo. Um silêncio que permanece mesmo quando existe amor, mesmo quando há felicidade. Não é necessariamente tristeza, tampouco ingratidão pela beleza do presente. É apenas a estranha sensação de olhar para dentro e não reconhecer completamente quem habita ali.
Talvez crescer seja, em parte, testemunhar o desaparecimento silencioso de algumas versões de nós mesmos. A espontaneidade dá lugar à cautela, os sonhos ganham o peso das responsabilidades e aquilo que antes parecia essencial passa a ocupar um espaço distante na memória.
Ainda assim, nem toda mudança representa uma perda. Existem transformações que nos aproximam de possibilidades que jamais imaginamos viver. Há amores que não nos devolvem ao que éramos, mas nos apresentam sentimentos que a nossa antiga existência sequer conhecia.
E talvez essa seja a maior contradição da metanoia: sentir uma felicidade extraordinária enquanto se tenta compreender a própria transformação.
Porque nem sempre a vida muda para melhor ou para pior. Às vezes, ela simplesmente muda de maneira tão profunda que essas definições deixam de ser suficientes.
O passado permanece como uma casa onde um dia fomos felizes, mas cujas portas já não sabemos abrir. O futuro, por sua vez, surge como um território desconhecido, repleto de promessas, responsabilidades e possibilidades.
E nós permanecemos entre os dois, aprendendo a existir novamente.
Talvez nunca exista um instante exato em que compreendamos tudo o que aconteceu. Talvez algumas respostas só apareçam quando deixamos de procurar explicações para cada mudança.
No fim, metanoia não é necessariamente abandonar quem fomos, tampouco encontrar uma versão definitiva de quem seremos. É compreender que a existência não permanece imóvel, que o amor e a perda podem habitar o mesmo coração e que até as transformações mais belas podem carregar uma silenciosa melancolia.
Pois há acontecimentos que não apenas mudam a nossa vida. Mudam a própria maneira como entendemos o que significa estar vivo.
E, depois deles, não é que seja impossível voltar ao que éramos.
É que já não sabemos como.
"A verdadeira justiça não se curva às conveniências; ela defende os direitos da sociedade com firmeza e verdade."
"Quem pratica a justiça verdadeira não busca aplausos, mas a paz de estar alinhado com o que é correto."
Não conheço o significado da palavra recuar. Minha trajetória é definida pela coragem e pela recusa absoluta de me esconder, não importa o tamanho do desafio.
Transito com a mesma firmeza do ambiente mais simples ao mais sofisticado. Minha postura não muda de acordo com o lugar; sei exatamente quem sou em qualquer cenário.
Olho no olho e sem máscaras. É assim que me apresento ao mundo, mesmo diante das situações mais adversas. Onde muitos veem motivo para hesitar, eu vejo apenas mais um terreno pronto para ser dominado.
Não fujo de conversas difíceis, não evito olhares e não me curvo perante ninguém. Ser destemido não é uma escolha de momento; é a minha própria natureza
