Finjo
Escrevo porque gosto de escrever. Melhor, de rabiscar. Rabisco, rabisco, finjo que escrevo. É só fingimento. Mas, fico satisfeito.
Eu finjo. Finjo o tempo todo, finjo pra tudo, finjo para os outros, finjo até mesmo para mim. Quando você fingi tudo fica mais fácil, mais solucionável. É mais fácil conversar se você fingir prestar atenção, é mais fácil ter amigos, agradar, fazer sorrir. Basta só imitar certas ações e não sair do normal. Fingindo, ainda espero perceber que ao fingir mais um sorriso, acabe sorrindo de verdade.
Eu sorrio pra não chorar, eu brinco pra não ser séria demais e acabar sofrendo mais ainda. Eu finjo não sentir sua falta, mais a arte de “fingir” eu não domino, então me diz pra onde ir, me diz o que fazer, porque desde que você foi embora minha vida perdeu o rumo e meus caminhos se encontram completamente “tortos”.
Minha vida se equipara igual a um deserto, finjo estar feliz quando não estás por perto, uma miragem em meio a escuridão, pensando em ter você dentro do meu coração!
Rio muito quando quero chorar,finjo um sorriso quando na verdade quero desabar de tanto chora pedi e implorar pra você fica.
Escuto verdades que são mentiras.
Finjo que nem vejo.
Finjo que não existe mais ninguém.
Minhas lagrimas? Caem.
Meu chão? Não existe.
Minha vida? É você.
Por que você me faz refletir?
Será que importa?
Apenas o presente e o futuro fazem a diferença.
Não perco meu tempo com rodeios, finjo. Finjo que está tudo bem, mesmo quando vejo tudo desmoronando, porque só vemos aquilo que queremos ver, só sentimos aquilo que queremos sentir, nada além disso. A felicidade, quem me proporciona é uma taça de gim, que me arranca sorrisos torpes, e ao mesmo tempo, dotados de uma sinceridade inimaginável, tanto quanto o grau da minha soberba, que não permite a mim, de modo algum, enxergar todos os sete pecados capitais que regem a minha essência.
A coragem que finjo sentir é o que faz com que não você disista de min, e sua força é o que me faz calar os gritos de medo.
Eu aceito todas suas crises e finjo que acredito no que você diz, pois quando a gente ama eu sou feliz!
Eu escrevo isso e finjo que acredito. Eu escrevo isso e choro por dentro. Eu escrevo isso e eu o amo mais ainda. Por não entender o motivo de mais nada, insisto. Por não saber na verdade o que me espera, eu quero. Por não saber se realmente um dia houve sentimentos, e eu o amo.
Eu finjo também que penso, quando na verdade eu bem mais que desejo, a sustentabilidade das palavras, não me refiro a estruturas espirituais, de ética ou moral. Preciso que cada palavra que escrevo se transforme em roupa, comida, o recibo do meu pagamento do aluguel de fim de mês.
