Final
A UMA DESPEDIDA
Agora, que o final me convida
A solidão parte do pensamento
Cada suspiro outro sofrimento
Nas recordações sem medida
E, de pareio com a despedida
Foi-se o bom contentamento
Dentro do leito o tormento
Enfim, dá dó essa dor doída
Pra que era tê-la evocando
As lembranças, do outrora
Se agora, me falta o crer...
Querer, já quiz, até quando
Pude ser, e nesta outra hora
Quero amor no bem querer!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Outubro de 2020 – Triângulo Mineiro
Sempre tento transformar lágrimas em poesia, dor em superação, mas no final só sobra ingratidão. E todos no final sabem que o que nos resta é a solidão.
"O amor é a fonte originária do valor final. Se nada amássemos, nada teria mérito intrínseco e definido para nós. Não haveria nada que fôssemos levados a aceitar como fim último."
Tu vais me comer
Eu comer-te vou
e no final do dia
nem haverá ossos
para contar a história
porque foram chupados
até ao tutano
Se ao final do Cerco a semente plantada não brotar, não vou me desesperar, vou deixá-la no colo de Deus. Vou continuar a aguá-la através das orações. Pois o dia da minha semente brotar vai chegar.
Que Deus nos dê sabedoria para não estragar a terra e consequentemente a colheita, pois tudo é no tempo de Deus.
Yoga é cura, profundeza, interioridade, é o meio para chegar no objetivo final do autoconhecimento. Impossível não se aventurar pelo eu.
E inútil pensa que o dinheiro satisfará todos os teus anseios e felicidades, no final tudo é ilusão.
Por onde quer que andemos, vamos deixando nossas pegadas... No final do percurso, podemos olhar para trás e concluir que semeamos boas sementes ou fomos destruindo as "vegetações" do caminho?
Ao final das diferentes estradas que seguimos, algo em comum nos espera, a real felicidade. Aprenda desviar das pedras do tropeço.
Doce Veneno
O amor é como um veneno doce.
Pode até ser agradável ao paladar, mas no final te mata.
E comigo foi assim inúmeras vezes.
Dizem que o amor é uma droga, eu provei dele, me permiti viciar.
É como um alucinógeno, você vê e ouve coisas que não existem.
Prefiro chamar de ilusão, a ilusão é como um óculos de realidade virtual.
Por mais real que possa parecer diante de seus olhos, não existe.
É algo que criamos na nossa cabeça, um alguém completamente oposto daquilo que está diante da nossa realidade.
O amor é como uma canção melancólica, mas com uma bela melodia.
A melodia faz bem aos ouvidos, mas a canção é triste, fala sobre dor, amargura e decepções.
Decepções essas que somos vítimas diariamente.
A decepção é como um dia de inverno, você se cobre com roupas quentes, mas o frio continua presente ao seu redor.
Digamos que a decepção é o frio, e roupas quentes são a ilusão.
Você pode se vestir de ilusão, mas isso não anula o fato de que a decepção esteja ali, ao seu redor. E quando você for tirar as roupas quentes (ilusão), você vai sentir a decepção.
Voltando ao fato de que o amor é como um veneno doce.
Eu me permiti beber, me permiti embriagar.
Por fim, esperei a morte, e inúmeras vezes ela não me ocorreu.
Pois em um momento, eu senti que já estava morta.
Não haviam qualquer sinal de vida.
O amor é como um veneno doce, que te leva a morte do seu eu, antes mesmo de você provar dele.
Pois você se mata, para criar alguém capaz de aceitar a ilusão, a decepção e até mesmo a morte, por algo que diz ser amor...
Aproveite o final da pandemia para tirar não só a máscara usada por causa do vírus, e tire todas as outras.
Não adianta tentar escapar dos problemas, eles sempre aparecem e no final ou vc ganha ou perde tudo
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