Fim
Desculpa
Desculpa por não ter falhado
Desculpa por nunca sair do seu lado
Desculpa por ter te feito rir
Desculpa por sempre te ouvir
Desculpas por não conseguir te esquecer
Desculpas por tão perfeitamente te compreender
Desculpa pelos meus abraços
Desculpa pelos meus afagos
Desculpa por não te fazer chorar
Desculpa por sempre te amar
Desculpa por acreditar
O TEMPO
Tudo passa
E eu passei
A passos lentos
Eu cheguei
Fiz, refiz
Mantive em movimento
Erros e acertos
Fez parte do meu tempo
Tempo...
Quanto tempo o tempo tem?
Se o tempo passa o tempo
O tempo tem horas também
Se o tempo nunca acaba
Que louco pensar assim
Que o tempo não para o tempo
O tempo nunca tem fim
E de tanto pensar no tempo
O tempo passou voando
E eu perdi tanto tempo
Neste tempo aqui pensando.
-Farley Dos Santos -
Eu queria te encontrar
Encontrar-te aqui
Fazer-te ver a luz
Que acendeste em mim
Mas agora eu já não sei o que dizer
Estás tão distante
Estou tão perto de te perder
Eu queria te dizer
Dizer-te assim
Fica ao meu lado
Agora e no fim
ÔNUS
Tantas vezes, chorei, no infinito da emoção
Solto no silêncio áspero da pesada saudade
E em soluços os sonhos caíram na solidão
Tonto, vazio, e o pensamento pela metade
Sem ti, a alma voa num espaço de ilusão
A noite... atordoa sem a menor afinidade
E os dias me parecem não mais ter chão
A imensidão dobra para uma eternidade
Para cada verso da inspiração parda, dor
O meu universo cheio de pesar e de breu
E o coração já não mais trova com ardor
Tudo é rumor no ávido afeto que foi seu
Confesso... - que não mais está ao dispor!
Deste amor... - levo somente o que é meu...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
NARRATIVA (soneto)
Ah! quem nos dera diferente ser, porvir
Inda nos perdoasse! Ah! quem nos dera
Que inda juntos pudéssemos mais sorrir
Ver o pôr do sol e o florir da primavera
Vivíamos com a leveza do simples sentir
E os dias eram longos e felizes cada era
Narrávamos as horas no prazer de existir:
- os beijos, os olhares, restam na quimera
E, no coração, a lembrança que implora
E em cada suspiro a saudade que palpita
E de visita o teu cheiro na difícil memória
Ah! tão sem glória ver tudo isso ir embora
O querer chora, e o amor não mais acredita
Outrora contíguo... e agora, nossa história!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/03/2020, 04’49” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Enquanto isso a abelha diria a flor:
Me embebedar do seu néctar embalado no seu perfume só faz selar meu significado vital. Estas cercanias paragens onde repouso meu fim se dará, outra vida de lá florescerá.
REALIDADE (soneto)
A dor foi longe demais, para voltar
Nos canteiros onde havia só flores
Hoje a erva daninha tomou o lugar
O que era voz prazerosa, há dores
Em nós, vazio ficou o falante olhar
Aos antigos sensos, outros amores
E na saudade do amor, um silenciar
Com os esboços com outras cores
Valores? Há um, a doce lembrança
Que ficou no outrora, ali a de estar
Uma vez já bailada, outra a seresta
Quebramos tudo, toda a esperança
O que era para ser, se perdeu no ar
E a poesia dedicada, não mais nesta!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/03/2020, 12’07” – Cerrado goiano
Eu + Vc =feliz
Com vc vivo cada minuto como se fosse o ultimo sou feliz do seu lado e não quero jamais te deixar tento dar o melhor de mim mesmo quando chego a quase te matar.DESCULPE por ser tao ciumenta com vc só não quero te perder esse é o único jeito de mim demonstrar eu sei que as vezes começo a te irritar e que vc começa a surtar mais pode ter certeza nunca vou deixar de te amar...
Eu - Vc = triste
As vezes eu peço pra ficar sozinha quando quero chorar e peço pra vc se afastar de mim mais moh não me deixe sozinha mesmo quando eu te implorar pra sair fique do meu lado ...
de:Ketelen
para:Josiel
Revinda
Vim morrer em Araguari
Cidade sorriso, eterna
Que a mocidade é daqui
E o meu berço governa
Em uma banda a revinda
Na outra a fonte fraterna
Entre ambas a falta ainda
De a história que hiberna
E sinto, sinto: ganas nuas
O sentimento na berlinda
A ternura vagar pelas ruas
E rir. Antes que tudo finda
Vim morrer, no aceitar vim
Cá para as bandas das gerais
Vim. Outrora chama por mim
E, e por fim, não chama mais...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03/04/2020, 08’01” – Cerrado mineiro
Quer acabar com uma população por inteira?Acabe com suas 2 coisas principais –segurança e energia– e veja o caos se instaurar, o seu real trabalho será apenas com a limpeza.
No início depois do fim, tudo parece mais doloroso. Reconstruir-se depois de ver tudo desmoronando parece impossível, mas é necessário. Esperar a poeira baixar e curtir o luto, faz parte. Mas jamais deixar que isto vire rotina. Outros amores virão, assim como outros problemas e outras dores, mas também virão soluções. Pelo menos é assim que tem que ser. Enquanto tudo parecer complicado e levantar da cama parecer um esforço que não vale a pena, a vida de todos continuam, menos a tua. E você não pode culpa-los por isso. É o ciclo natural da vida, sempre que há um início, haverá um fim.
Eu entendo que dói, que não é algo fácil de se esquecer e que parece que a gente não vai suportar, e nessas horas, não tem como não como não chorar. Se essa for a sua vontade, pode desabar, vai ser bom. Lava a alma antes de voltar a lutar. Você é um ser humano como todos os outros, e como todos os outros, enfrenta coisas ruins. E por favor, não fica se questionando de o porquê coisas ruins acontecerem com pessoas boas. Está todo mundo meio cansado desses clichês. E não se preocupa, está todo mundo meio ferrado mesmo.
Em tempos de loucos amores, onde não se pode nem se tocar, o estranho se torna normal e a dor é algo vital. Não se preocupa, curte o luto, mas não esquece de se cuidar e voltar para a luta.
Eu li em um dos textos do @whsallas “foda-se se vai doer. Lide com isso” e na minha mente estava a voz dele, falando daquele jeito descontraído, tentando me fazer entender que a gente tem que enfrentar os problemas de frente. Escreve isso em um papel e coloca exposto na tua parede, para sempre que você sentir que tudo está começando a desmoronar novamente, porque vai, entender que isso é anúncio de bons presságios. Afinal é necessária a chuva para poder admirar o sol.
/@poetaporacaso
Fim de um Ciclo.
Eu escrevi, escrevi uma última carta para meu falecido primeiro amor.
Escrevi as coisas mais belas e necessárias para se encerrar meu ciclo de dor.
Deixarei a nós no passado mas sei que carregarei para sempre você em meu peito afagador.
O passado se foi, o ciclo se encerrou, não houve culpa, houve erros, aprendemos com ele e assim seguirei em um novo destino inspirador.
Um dia, todo mundo que você ama vai morrer. Tudo o que você ama vai desmoronar em uma ruína. Esse é o preço da vida. Esse é o preço do amor. É o único fim para todas as histórias verdadeiras.
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