Filosofia na Alcova
Começa a manhã dizendo a ti mesmo: hoje eu me encontrarei com um homem intrometido, um ingrato, um arrogante, um enganador, um invejoso, um antissocial. Todas estas coisas acontecem a eles por causa de sua ignorância do que é bom e do que é mal. Mas eu que compreendo a natureza do bem (que é desejável) e do mal (que é verdadeiramente odioso e vergonhoso), que sei, além disso, que este transgressor é meu parente - não pelo mesmo sangue e semente, mas por participação da mesma razão e da mesma partícula divina - eu não posso nem ser prejudicado por qualquer deles, pois ninguém pode me fazer incorrer no que é reprovável, nem posso me irar contra eles, cuja natureza é tão próxima da minha. Porque nascemos para a cooperação, como os pés, como as mãos, como as pálpebras, como as fileiras dos dentes superiores e inferiores. Agir um contra o outro, então, é contrário à natureza; e odiá-los ou rejeitá-los é agir um contra o outro.
Porém, morrer para fugir à pobreza, ao amor, ou a qualquer coisa dolorosa, não é próprio de um homem corajoso, mas sim de um covarde, pois é fraqueza fugir do que nos atormenta, e um homem dessa espécie enfrenta a morte não por ela ser nobre, mas para escapar de um mal.
Quero te prender. Não que eu vá te colocar grades, mas vou abrir as portas e você não vai querer sair.
"Este homem conquistou o mundo! O que é que você fez?"
O filósofo respondeu sem hesitar:
"Eu venci a necessidade de conquistar o mundo."
A meditação é a chave que abre o cárcere e liberta a centelha divina que todo homem possui dentro de si.
Quando um ser humano olha para outro e a primeira coisa que vê é a cor da pele, então, seja em que condição este observador esteja, está sendo preconceituoso.
Afirmo que a Verdade é uma terra sem caminho. O homem não pode atingi-la por intermédio de nenhuma organização, de nenhum credo (…) Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento, através da compreensão dos conteúdos da sua própria mente, através da observação.
Por outro lado, a experiência nos ensina que se quisermos alcançar o conhecimento puro de alguma coisa, teremos de nos separar do corpo e considerar apenas a alma como as são em si mesmas.
Iniciação
Quem quer que sejas: deixa tua alcova,
da qual já sabes tudo que desejas;
teu lar na tarde, longe, se renova,
quem quer que sejas.
Com teus olhos exaustos, que ainda a custo
entre os gastos umbrais logram passar,
ergues inteira a sombra dum arbusto
posto ante o céu - esguio, singular.
E tens já pronto o mundo: estranho assim
como palavra que amadurecesse
no silêncio, e que teu olhar esquece
quando lhe captas o sentido, enfim...
Meu corpo na alcova se distende
Meus braços são garças no ar,
Há no ambiente um perfume
Vindo do cio feminino.
Náufrago no mar do meu ventre
Elevas parte da tua anatomia,
Deslizando pelas minhas pernas
Ouço os uivos do teu corpo.
No pescoço, arrepiado e quente,
Sinto a faca dos teus dentes
E dos meus lábios saem palavras
Que são nanos sondas cibernéticas
Enviando mensagens de fora para dentro
Em forma de energia que gera vida
Que faz pulsar forte o teu coração
Marionete que minha mão controla
Com os finíssimos fios do prazer
Ao ondular as ancas e os seios
Num êxtase que só acontece
Quando dois se fazem um.
Nessun Dorma (tradução)
Ninguém durma! ninguém durma!
Tu também, ó princesa, na tua fria alcova olhas as
Estrelas que tremulam de amor e de esperança!
Mas o meu mistério está fechado comigo,
O meu nome ninguém saberá!
Não, não, sobre a tua boca o direi,
Quando a luz resplandescer!
E o meu beijo destruirá o silêncio que te faz minha!
O seu nome ninguém saberá ...
E nós deveremos, ai de nós, morrer!
Morrer!
Desvaneça, ó noite!
Desapareçam, estrelas!
Desapareçam, estrelas!
Pela manhã vencerei!
Vencerei! vencerei!
SONHO
Enquanto durmo, tu te despertarás
De teu sono injusto dessa vida e virás
A minha alcova para me ver
Para sentir meu respirar
Diferente do ar a te mover.
À noite, em um sonho bom, transformar-te-ás
e teu rosto manchado de meu batom..
E a seda de minha roupa esvoaçando por teu jardim.
e tua flor a tocar em mim.
Ao amanhecer ainda sentindo tua respiração
acordarei feliz de meu sonho bom!
Estou eu aqui acolhida em minha alcova traçando algumas linhas trazidas das profundezas do meu mais inexplorado íntimo e as mesmas estão me levando a um estado de insanidade momentânea que me alucina e me entontece.
Autora A.Kayra
Saudades, minha Nega,
dos nossos espirros de alcova
e das minhas corizas
das tardes de domingo!...
LA
Estou aqui acolhida em minha alcova traçando algumas linhas trazidas das profundezas do meu mais inexplorado íntimo e as mesmas estão me levando a um estado de insanidade momentânea que me alucina e me entontece.
Nos deixemos levar ao som das notas e elas nos hipnotiza nos desnuda nos levando a um estado de insanidade momentânea que nos alucina e nos entontece!
Os toques nos inebria nos conduz e nos deixemos levar, ao acordar estamos entregues a mordaças de lábios entrelaçados e corpos tremulantes entregues ao mais puro e doce néctar já existente.
Um amor que não sente medo, um amor que ultrapassa as barreiras da vida e da morte, um amor que nos alimenta e nos faz vivos!
Substancial para minha alma e corpo é qualquer coisa que venha a coagular o meu sangue, acelerar as batidas de meu coração e por fim desnudar minha essência roubando o ar de meus pulmões!
Autora Aline Kayra
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Quero aconchego
Braços envolventes
Calor do colo
Embalos na alma
Numa macia
Alcova de nuvens
Cheirinho de sonhos
Agasalha-me...
Quero aconchego
Frio lá fora
Quentinho aqui dentro
No teu seio
No teu colo
Cantando cantigas
Fazendo-me calma
Nos embalos do teu regaço...
Deitada em minha alcova o tempo e o vento estival anuncia maná de névoas e oiro, tempo mortífero, incomoda-me o ruído inquietante de minha alma.
Mistério, sensações, luz, formas, magia, começo, meio e fim coalescente ao triunfo.
