Filosofia
O Direito protege pessoas porque presume que elas possuem interesses; a filosofia pergunta por que esses interesses importam.
A religião frequentemente promete respostas onde a filosofia encontrou perguntas, e talvez seja precisamente essa diferença que explique sua força.
A filosofia começa quando deixamos de perguntar apenas se uma ideia nos consola e passamos a perguntar se ela é verdadeira.
Existir é caminhar, desde o primeiro instante, em direção à única certeza que nenhuma filosofia consegue revogar: a morte.
Talvez o primeiro problema da filosofia seja descobrir se a vida merece ser abandonada antes que tenhamos compreendido por que desejamos abandoná-la.
Antes que o pensamento interprete o mundo, os sentidos já o receberam; toda filosofia nasce tarde diante da primeira experiência de estar vivo.
Talvez a maior contribuição da ciência à filosofia tenha sido ensinar ao homem que sua intuição não é uma autoridade sobre a realidade.
A ciência oferece explicações; a filosofia examina seus pressupostos; o Direito estabelece limites para o poder exercido em nome delas.
A ciência pode investigar o cérebro que acredita; somente a filosofia pergunta o que significa ser aquele que acredita.
Onde a superstição incendeia certezas, a filosofia introduz a dúvida necessária para que o pensamento não se transforme em fogueira.
Cultivar o próprio jardim é reconhecer que nenhuma filosofia substitui a responsabilidade concreta de transformar aquilo que está ao alcance das nossas mãos.
A filosofia frequentemente compreende uma época quando seus acontecimentos já revelaram aquilo que, durante seu desenvolvimento, permanecia oculto.
A filosofia começa quando a opinião deixa de exigir obediência e passa a aceitar o interrogatório da razão.
A consciência permanece um dos problemas centrais da filosofia da mente e pode desafiar conceitos jurídicos tradicionais de pessoa e autonomia.
A consciência obriga a filosofia a dialogar profundamente com a ciência e, potencialmente, com o Direito.
filosofia pode investigar as condições pelas quais algo novo se torna possível, inclusive novas formas de organização jurídica.
Quando a filosofia, psicologia e biologia não estão presentes, cada um pensa o que pode e parece que Deus se ausenta.
Nos pensamentos e assuntos que há janelas de luz da filosofia e da psicologia, a escuridão não entra pela porta.
