Filho Lindo
"Diz na cara da serpente: eu sou filho da Imaculada!"
"Ou você é filho Dela ou é filho da serpente."
PASSAGEM
O que olha, o olhar do morto fixo no teto,
Pensa no aborto no feto,
No filho que seria o prodígio,
Porque os que vingaram,
Envolveram-se com drogas,
O que pensa o defunto?
Pensa no gerúndio do verbo morrer
Pensa nas coisas que deixou de dizer,
Pensa nos abraços que deixou de dar,
Pensa na esposa que deixou de amar,
Pensa no particípio do verbo finar
O que pensa o finado
No féretro fechado
No pranto caindo de alguém preterido
No pretérito imperfeito
E no mais que perfeito
Do verbo acabar
Acabara bem antes do lapso, do colapso
O que olha o olhar do morto,
Num ponto indeterminado,
Pensa no pigarro, na cirrose,
Pensa no enfisema,
Na cachaça que não mais beberia,
No cigarro, que não fumaria ...
O que olha o olhar do defunto,
Germes, vermes em festa,
Por um novo presunto,
A passagem? Alguma paisagem?
Trevas ou luz?
Ou A singular possibilidade de renascer?
Então a mãe chegou para o filho adolescente, visivelmente drogado e aconselhou:
-meu filho, você já tem dezessete anos,
porque você não arranja uma namoradinha de quem você goste
e que também goste de você
e pense num futuro de construir um lar; pare com esse negócio de usar drogas!
Então o filho respondeu:
-Aos quinze anos eu ainda pensava assim mãe;
mas então começaram as bebedeiras,
brigas e seguidas traições entre a senhora e o pai;
naquele tempo eu ainda usava drogas, mas então vocês se separaram...
agora a droga que me usa...
FILHO DO SILÊNCIO
filho do silencio, eu e escutei cantigas antigas
que a ternura doce e materna soprava na brisa;
tinha a beleza de tudo que a infância embeleza,
a beleza do que não é belo, mas embeleza o espírito,
a beleza porque tudo é novo quando se é criança...
e tudo é paixão quando se tem espaço no coração;
guardei sorrisos, olhares, palavras,
alguém que passava mas deixava o perfume,
alguém que falava ou balançava os quadris,
alguém que só existisse na minha imaginação;
que contemplasse o que tivesse movimento, aroma e luz,
armazenei colinas e silhuetas, o que cintilasse, o que gorjeiasse,
o que sorrisse, o que vibrasse, o que silenciasse;
porque às vezes silenciamos para as coisas que partem
ou para o que não temos explicação
e assim eu me tornei filho do silêncio
quando silenciei pro meu pai, pra minha mãe,
pra todas as despedidas, pra tudo o que partia,
pra tudo o que se partia
e me transformei em órfão dos sonhos, das promessas, dos ideais...
Em outra circunstância eu diria que sinto saudades; outrora a casa vivia repleta de crianças; filhos, netos, sobrinhos... éramos uma família unida e feliz. Foi um tempo de abundância quando o algodão era um sinal de luz, as árvores frutíferas atraiam os pássaros, as flores ornamentavam a casa grande, como promessa de muita felicidade e tudo isso começou na igrejinha de santa Rita de Cássia pequena e acanhada de piso morto. Frei Jerônimo celebrou nosso casamento depois de seis anos de namoro, discussões ríspidas entre nossas famílias que tinham suas rixas e eram contra a nossa união; mas o amor se sobrepôs ao ódio e derrubou a cerca de arame farpado que ia da estrada até as proximidades do rio, o que compreendia nossas propriedades e não deixava de ser um bom pedaço de terra, algumas cabeças de gado, porcos e outras criações, além do algodão e do milho. A partir de então houve entre nossas famílias uma total harmonia, eu diria que nos tornamos uma, porque os problemas que surgiam eram nossos e resolvíamos em conjunto e nossas alegrias eram compartilhadas; então veio, em homenagem a avó paterna Ana Luzia, nossa primeira filha: Analu. Juaquim meu marido queria que ela se chamasse Elenice o meu nome mas eu tinha uma grande admiração por dona Ana, minha sogra, que mesmo nas nossas rixas durante o nosso namoro nos apoiou. foram anos de uma felicidade completa; vieram outros filhos e isso só consolidou o nosso amor. ninguém teve tanto a certeza de ser amada como eu; mas mesmo nos melhores momentos, as vicissitudes da vida acontecem e ninguém está imune às paixões.
Analu corre ainda entre a varanda, o pomar e as roseiras que adornam a frente branca e azul de nossa casa, nas brincadeiras ingênuas de sua adolescência com os irmãos, primos e vizinhos, Juaquim cuida dos bichos ou das plantações e provavelmente cantarola uma canção romântica; assim as coisas ficaram na minha lembrança. Numa parte ou outra, dunas ameaçavam bairros e as chuvas tornavam-se mais escassas. ouvia-se histórias de famílias que migravam por essas dificuldades; resistimos a todas as adversidades.
Era uma tarde nublada de agosto, Juaquim tinha ido pescar no rio quando o carro entrou pelo nosso portão e chegou bem próximo aos degraus que conduziam a nossa porta; era Eriberto, o advogado, que trazia uma pasta; ele cuidava do inventário do sr Benedito, meu sogro, falecido há poucos meses, vitimado por falência múltipla dos orgãos. Ninguém diagnostica o tempo como causa mortis; meu sogro já contava 99 anos. "Quem é esse anjo?" Questionou Analu, que já contava 18 anos. Heriberto era assim, dava sempre essa impressão, e se sorrisse e nos olhasse nos olhos passava-nos a sensação de uma fragilidade que também nos contagiava. Eu já conhecera aquele sentimento e vivia numa dúvida cruel, convivendo com aquele remorso, imaginando se Samuel, meu filho mais novo, não seria filho de Eriberto. desde então Analu parecia mais calada, vez ou outra estava sempre no telefone sussurrando; Samuel certa vez ao chegar da escola mencionou ter visto Analu na pracinha conversando animadamente com Heriberto parecia uma tragédia anunciada, meses depois notava-se a barriga de Analu crescida; Juaquim chegou a ir atrás de Heriberto, mas ficou sabendo que ele era casado e havia se transferido pra outra capital; meses depois nascera Cecília, mas Analu perdera todo o brilho do olhar, juaquim também ficara meio rançoso; certa noite me questionou por que eu não lhe falara sobre a origem de Samuel. Juaquim era um anjo, de um amor puro e imaculado. Quantas vezes olhamos o por do sol sobre as dunas que guardavam a nossa história; e dali vimos o brilho de um nascente renascer nos olhos de Analu, que na igrejinha de santa Rita de Cássia, agora com piso de mármore e torres iluminadas, casara-se com um dos filhos de um primo distante de Juaquim.
De vez em quando penso que todo esse tempo não passou, quando contemplo Gustavo, marido de Analu, tirando leite das vacas, colhendo o milho, obsevando a plantação de algodão; ele também cantarola algumas canções que mencionam amor e paixão, de vez em quando caminhamos à beira do rio; de vez em quando são subdivisões de uma eternidade que se divide em partículas para serem bem guardadas ou esquecidas pelo tempo e o perdão.
A chegada do Filho do Criador
Creia, ele será luz.
Sua luminosidade dissipará todas as sombras, e o calor do seu amor aquecerá o frio.
Não haverá espaço para o medo.
Lágrimas de felicidade brilharão como estrelas.
Entre raios de luz, ele virá, não envolto em luxo ou pedras, mas revestido de poder divino.
Ele contemplará os seus filhos.
Lembro-me de quando fiquei doente,
e, em meio a um simples louvor, ele me salvou.
Meu Pai!
Eu o exaltei.
Ele é puro, ele é perfeito, ele é justo.
E ele me disse: “Eu te perdoei”.
Eu perdoei.
E perdoarei, quantas vezes for preciso.
Neste momento, minha alma se ajoelha diante do Filho do Criador, em reverência.
Oh, meu Deus, Pai onipotente,
Criador de tudo, obrigada pela minha luz, pela minha vida, e por cada novo dia que virá, até o fim da minha jornada.
E uma voz saiu dos céus: "Você é meu filho, o amado; eu o aprovo,"
(Marcos cap.1: 11)
*Escritor: MARCOS
Pra ti...meu filho Felipe!
Viajei caminhos e te dei versos
minhas lágrimas... Minhas orações...
O melhor dos meus sentires... Chorei
com teus olhos...
ofereci amor, saudade, anseio. Ombros...
Dei-te Colo... acalanto ao adormecer...
Cantei pra ti a musica dos anjos...
e na minha essência estás no espaço mais profundo
Confiei a ti as minhas verdades
Amei teu riso, adorei a tua voz adornada de carinho...
E levitavas em mim como um anjo... E os meus sonhos
Transpunham e misturavam-se aos teus sonhos... Nas
Noites nebulosas...
Um filho que não obedece as regras em casa possivelmente será um aluno-problema. Quando a família falha é a escola que mais trabalha.
O filho de bem,honra e salvaguarda seus pais. Mas o filho do mal os desonram com intenções malignas!
Filho do Sol Nascente
Oriundo dessa terra
Veio das bandas do Oriente
Para acabar com a guerra
O Mestre Sagrado
Ensino revelado
A Força dessa Missão
Está dentro do nosso coração
Foi assim que ele deixou
A Santa Paz e harmonia
O tesouro do amor
Transformado em alegria
Tudo isso nos conduz
Ao Mestre da Luz
Mistério da Cruz
Santificado em Jesus
Eu sou filho
Devo ser obediente
Ao meu Pai que está no Céu
Devo a honra permanente
Meu Pai que estás nos Céus
Sois Vós a fonte do Poder
O povo está rebelde
Não quer obedecer
O castigo do Céu vem
Para quem não mostrar valor
Nosso Pai Jesus, tenha misericórdia
Perdoe nosso povo sofredor!
Ele perdoa
Mas como lhe convém
Devo dar as provas da obediência
Ser justo com meus irmãos também!
Morreu!
Grita de dor a mãe sofrida
Com o filho inerte em seus braços.
Deus! Por que isso foi acontecer?
Por que deixou o meu filhinho morrer?
A mulher sofre
Amargurada.
No rosto, externa
Uma expressão de horror.
O coração sangra
Transpassado...
— E agora?
Pergunta a mulher consternada.
— Vou seguir o meu menino!
— Filho, para onde foi você?
— Espera por esta que te gerou?
— Senhor, eu mereço tanto sofrer?
— Por quê?
Agita as mãos ao redor do corpo
Rasga as roupas e desnuda o rosto.
Desolada, abraça o corpo.
A miséria impera o seu interior
Desfalece a sua alma.
Finito...
Sonho acabado.
Filhinho...
A minha vida
Torna-se agora um rabisco
Sem traçado
Sem cor
Apenas um chuvisco.
Eterna será a sua ausência.
Sentirei sempre a sua presença
Até o dia
Que Deus me chamar
E, a ti
Eternamente for me juntar...
Muitas pessoas chamam seu cão de filho, eles não são filhos, são companheiros, amigos leais e verdadeiros!!!
Filhos podem nos magoar, ferir com palavras, nos decepcionar, os cães só nos dão carinho e amor verdadeiro!!!
O coração de uma mãe se despedaça, ao ver as lágrimas de seu filho rolar em sua face.
Ela tenta fazer de tudo e até o impossível, para ver o seu filho bem .
Essa dor que ela sente , nunca terminará, não existe idade que mude !
