Filha mais Velha
Atenção, atenção, foi dada a largada,
na corrida eleitoral da velha bancada,
candidato atacando de forma desesperada,
e a verdade ficando sempre abafada.
Banco formando teia de corrupção,
dinheiro girando dentro do salão,
senado abrindo o bolso da população
como se fosse normal tanta exploração.
Oh, que sensação!
Helaine Machado
- OS MORTOS QUE AINDA RESPIRAM - O pub fede a cerveja velha, tabaco barato e promessas que nunca sobreviveram ao amanhecer. A madeira do balcão conhece mais derrotas do que qualquer igreja conhece confissões. Ninguém ali é santo. Ninguém ali espera um milagre.
É por isso que gosto deste lugar.
Aqui a mentira morre cedo.
Vejo homens afogando décadas dentro de um copo. Vejo outros contando moedas enquanto fingem que ainda têm tempo. Todos repetem a mesma oração miserável:
"Amanhã eu começo."
Mentira.
O amanhã é um golpe inventado para tranquilizar covardes.
A vida acontece agora, enquanto o gelo derrete no copo, enquanto a fumaça sobe em espirais e enquanto o coração ainda insiste em bater. Cada segundo desperdiçado é um pedaço da própria existência vendido por quase nada.
Você pode esperar.
Esperar o dinheiro. Esperar o amor. Esperar a oportunidade perfeita. Esperar que o medo vá embora.
Só não reclame quando descobrir que a morte nunca esperou por você.
Não se curve.
Porque o mundo adora homens de joelhos. Gente obediente compra mais, pensa menos e morre em silêncio.
Não quebre.
Quebrou o nariz? Levante. Quebrou o coração? Continue. Quebrou os planos? Construa outros com os pedaços. Ferro só vira lâmina depois que conhece o fogo.
Não desista.
Os maiores túmulos não estão nos cemitérios. Estão andando pelas ruas, respirando por obrigação, existindo sem nunca terem vivido um único dia de verdade.
Eu só quero viver enquanto estou vivo.
Não quero uma biografia limpa. Quero marcas. Quero erros. Quero noites mal dormidas, gargalhadas inconvenientes, amores intensos, fracassos honestos e histórias que façam alguém baixar o copo para escutar até o fim.
No fim da noite, o dono do pub apagará as luzes.
Um dia alguém apagará as suas.
A única pergunta que importa é esta:
Quando isso acontecer, você terá vivido... ou apenas ocupado espaço entre o nascimento e o enterro?
A morte não leva apenas os vivos. Ela coleciona, principalmente, aqueles que passaram a vida inteira pedindo licença para existir.
O CICLO QUE NINGUÉM VÊ
Há uma folha desenhada sobre a madeira velha deste balcão. Não está realmente aqui. Está apenas na minha cabeça, entre um copo de uísque barato, a fumaça de um cigarro que insiste em sobreviver e o silêncio que os bêbados confundem com paz.
A vida inteira cabe numa folha.
Ela nasce verde, arrogante, convencida de que o vento é liberdade. Dança porque acredita que escolheu dançar. Depois aprende que era apenas o galho decidindo por ela. Mais tarde, o tempo amarela suas certezas, rouba o brilho, seca suas vaidades e, por fim, a entrega ao chão, onde ninguém mais olha.
Engraçado... fazemos exatamente o mesmo.
Neste bar há homens falando sobre carros que nunca comprarão, mulheres sorrindo para pessoas que jamais amarão e jovens planejando futuros que venderão na primeira promoção de estabilidade. Todos parecem ocupados demais para perceber que estão envelhecendo enquanto discutem banalidades.
A correnteza não faz barulho.
Ela apenas leva.
Leva os sonhos, a curiosidade, a coragem de dizer "não". Leva aquele impulso infantil de observar uma chuva, ouvir um disco inteiro, sentir o cheiro da madeira molhada ou reparar como a fumaça desenha fantasmas sob a luz amarela do teto.
As pessoas chamam isso de amadurecer.
Eu chamo de desistir.
Não falo da resistência dos heróis estampados nos livros. Essa costuma render medalhas e discursos. Falo da resistência silenciosa, quase invisível: a de não acreditar em todas as mentiras que vendem como felicidade; a de não transformar a própria existência numa fila de boletos, relógios e domingos ansiosos; a de continuar enxergando beleza numa folha caída enquanto o resto do mundo só enxerga sujeira para ser varrida.
Porque morrer não começa quando o coração para.
Começa quando deixamos de notar os detalhes.
Quando o café perde o aroma, o abraço vira protocolo, o beijo vira rotina e a janela deixa de ser uma moldura para o mundo e passa a ser apenas vidro.
Olho para o fundo do copo. O gelo já desapareceu, como desaparecem tantas coisas sem pedir licença.
A folha da fotografia teve uma vida inteira. Nasceu, brilhou, alimentou a árvore, envelheceu e caiu. Nunca fingiu ser outra coisa.
Nós, ao contrário, passamos décadas fingindo viver.
E talvez seja essa a tragédia mais elegante da espécie humana: não a morte, mas a facilidade com que entregamos nossa vida à correnteza, chamando de destino aquilo que foi apenas falta de coragem para abrir os olhos.
No fim da noite, o garçom apaga as luzes. A fumaça desaparece. O balcão continua ali, velho como sempre.
E, em algum lugar, outra folha começa a nascer.
Tomara que ela aproveite melhor o vento do que nós.
No canto do espelho quebrado, um peixe com asas azuis engole o som de uma música velha que vem do fundo d'água. Pingos de prata escorrem pelas teclas de um piano invisível, fiapos que não se encostam, mas cochicham coisas no escuro. Por que o relógio amolece nas mãos de outro relógio parado? Uma abelha de vidro voa entre nuvens de algodão doces, levando pó de lembranças que nunca existiram. O vento leva folhas de jornal velhas, letras misturadas como cartas num baralho sem jogo.
Como será rever o que ficou pra trás? Os destroços da velha casa onde morei, da cidade que deixei, os familiares e amigos que nunca mais encontrei e os que amo que nunca mais verei. Caminhar nas ruas de outrora e reviver momentos que jamais me esquecerei. Sinceramente eu não sei!
📜 Vida e morte, para mim, tornaram-se uma coisa só. Aquela velha ilusão de que o fim e o começo correm em direções opostas não existe. Hoje, eu compreendo o ciclo. Compreendo que foi preciso desintegrar cada pedaço do que eu achava que era para, finalmente, me unificar ao TODO. Ao abraçar o fim de todas as minhas pequenas certezas, eu me tornei TUDO. Tornei-me o vento, o vácuo, o silêncio e a própria força que movimenta as estrelas.
🕊️ E o que ficou para trás? Apenas o resto. Olho para os dramas, para as urgências da matéria, para as dores que antes pareciam intransponíveis, e os vejo como poeira cósmica. Não há mais peso no que é supérfluo. A vaidade do mundo perdeu a gravidade sobre mim. O que antes me separava ou me confundia no plano denso agora não passa de um ruído distante, incapaz de tocar a minha verdadeira essência.
☀️ Eu apenas deixei a terra. E agora vivo no paraíso!
Ñ quero uma Menina mais velha, quero uma MULHER IDEAL, que ama minhas bobagens, Que se sinta Segura e Feliz em meus braços, que me valorize e que não precisa mostrar ao mundo inteiro suas Vitorias, que saiba o valor do sigilo...Uma mulher que não precisa ser VULGAR e se EXPOR para conquistar as coisas, e sim com seu carisma e um simples sorriso sincero ela vai conquistar o mundo e o principal o meu coração!!!
ARCO DA VELHA (NEY PIRES)
Diz o ditado dos tempos atrás e real.
Era um mistério, coisa de escultor.
Quando a chuva findava no quintal,
Surgia no céu um desenho múltiplo cor
Não era apenas um vapor colorido e sutil
Era o Arco da Velha com seu orvalhado
Diziam que a velha bebia a água do rio,
Bordando cores num céu clareado
Sete fitas estendidas no infinito.
Um portal de magia que a infância inventou,,
Nenhum pintor fez um traço tão bonito.
Que o tempo passou, mas não apagou.
Que traz o passado de volta ao pensamento.
O arco da velha some pelo o horizonte,
Mistério guardado na curva do vento,.,
Deixando a saudade beber na sua fonte.
A santidade é apenas o tempero que deus usa. Deus é uma velha gulosa que só aceita as almas mais espiritualizadas porque as mundanas dão azia.
Minha velha mãe, uma vez, se virou e, de surpresa, disse: "Quem irá destruir as religiões não será o ateísmo, mas a verdadeira espiritualidade."
Vitória é Iha de emoção 💓💓
Ponte que cruza Vitória a Vila Velha !
A cidade da Senhora da Penha .
A Rainha lá do penhasco ,
Que abre o coração ❤️
Abraça a todos desta ilha
Vitória ,cidade de serra e de mar
Tem tudo pra agradar!
Quem visita Vitória,
Vem pra se encontrar
Encanta_se, permanece
É quer ficar!!!
Acordei com a alma décadas mais velha,
Mas o coração estranhamente leve.
O mundo lá fora ainda é injusto,
O lobo ainda espreita o cordeiro,
Mas aqui dentro, a madrugada trouxe a paz.
Não tenho mais sede de vingança,
Apenas uma fome incurável de esperança.
Entre o silêncio e a oração,
Peço ao Espírito que guie o que devo calar e o que devo agir.
Faço em prece a oração de Agostinho
Ser minha própria Igreja é o meu abandono.
Aceito os planos, tomo posse dos sonhos.
Levanto-me com o peso do cansaço,
Mas com a força invencível da fé.
E parto para mais um dia lindo de lutas e vitórias....❀❀❀☕︎ྀི˚
Tombou a velha árvore.
A natureza-mãe preparou a grama macia para recebê-la.
O tempo não ceifou seus galhos; deixou que tombasse com o orgulho de sua existência.
Tombou a velha árvore na madrugada,
silenciosa.
Não fez barulho algum.
Comportou-se orgulhosa, carregando todas as suas lembranças, e foi deslizando suavemente até repousar sobre a terra.
Mas ficaram suas sementes,
carregando consigo suas memórias,
levando seu cerne para sempre.
O ódio e a aflição da velha mídia marxista não se dirigem apenas aos conservadores. O verdadeiro alvo é o cidadão comum que ousou começar a pensar por si mesmo, sem a mediação de sua grade de programação ideológica. Eles não suportam essa independência intelectual porque perderam o controle sobre a mente das pessoas — e nada enfurece mais uma elite acostumada ao monopólio das ideias do que ver o povo escapar de suas mãos.
A velha geração usa o passado da guerra como escudo para silenciar a juventude e foge à prestação de contas.
