Filha mais Velha
Pra você que me chama de velha, com o único objetivo de diminuir ou ofender-me eu só desejo uma coisa: que você tenha a sorte de chegar a minha idade com a vida brilhando no olhar, saúde, disposição, bom humor e todos os dentes na boca.
117- VELHA MESA
POR: José Luiz Mak.
Sobre a mesa velha, marcada e surrada pelo trabalho duro venho escrevendo, tranco as portas e janelas para que nem o vento toque o meu pensamento, frases aprecem do nada, de coisas da vida e coisas marcadas, invadem minha mente como se fosse semente, gera em meu pensamento em algum momento, momentos lembrados e até sonhados, dos dias que vivi de quando nasci, hoje escrevo aqui em cima de ti versos e poemas dos velhos amigos de tempos esquecidos, os verdadeiros guardo comigo,
Minha velha mesa, fico entre dias e noites deitado em seu corpo, pelo vão da janela vou espiando o tempo passar, assim como o vento que chora no cume da montanha, de lágrimas de chuva que escorrem pelas fendas alargadas pelo tempo banhando a relva, inundando de fúria o campo, levam embora a beleza das flores, dos sonhos e dos amores.
Velha mesa, quanto já sentiu as palavras que escrevi, aquelas que menti, velha mesa que sustenta meus punhos e o caderno de folhas macias, descansa o lápis companheiro de tantas poesias, velha amiga já foi testemunha dos meus versos e minhas palavras, foste a parceira, aturou minha teimosia, minha tristeza, as lágrimas e minha alegria,
Ohh velha amiga, quanto temos para contar, quanto ainda para declamar, falaremos sobre o céu a água e o mar, do menino que corre no tempo, das flores do jardim, dos amores, da vida e também de mim, falaremos deste lampião na mesa que ilumina com muita fraqueza, do cheiro da tua idade de madeira nobre e o da pobreza,
Minha velha mesa, janelas abertas, sente o vento forte que vem do norte, vem deitando palmeira, a grama rasteira e até capoeira, recebe as frutas do dia, a pequena toalha e a velha bacia, minha velha companheira, já é fraca tua madeira, os pés já não te sustentam, pregos enferrujados, foram anos ao meu lado, mas sinto que por baixo do meu caderno não mais estará, agradeço pelos sonhos emprestados e os serviços prestados,
Ahh velha amiga, só de pensar dá um frio na barriga, minha companheira, a dor da despedida ao vê-la naquela fogueira, eu lhe garanto velha amiga não será esquecida.
Cora, Voz dos Becos e das Almas
Neide Rodrigues
Nos becos da velha Goiás,
a vida fala em voz mansa e antiga.
As pedras guardam passos de sonhos,
e o vento sopra estórias esquecidas.
No tear da memória,
ela abre o seu Livro de Cordel,
onde cada verso é um pedaço da vida,
costurado com linha de fé e simplicidade.
De um Vintém de Cobre, faz riqueza
pequena no bolso, imensa na alma.
Confessa à lua suas meias confissões,
entre o pão, o quintal e a esperança.
Na Casa Velha, mora o tesouro:
um pote de ternura, um cheiro de pão,
lembranças bordadas no linho do tempo,
e o amor doce como o mel da infância.
E quando o sino toca em Vila Boa de Goiás,
a menina Aninha desperta outra vez,
espalhando poesia nas ruas de barro,
onde o coração da vida ainda floresce.
✨ Por Neide Rodrigues
(À Cora Coralina — a mulher que fez da simplicidade sua eternidade.)
Descobrir há algum tempo que: A FILOSOFIA, é: Uma Bela e Velha Senhora... que Sorri e Chora sobre nossa Humanidade. Ela LOUCA, na Esperança de Encontrarmos O CAMINHO!!! Rolemberg.
Não sei dizer se sou feliz ou não,
se ainda existe o amor em meu coração;
a saudade traz a velha dor
que eu não quero mais.
Devemos por ela preservar
A boa e velha honestidade
Sem instante algum abrir mão
De dizer nossa verdade
Não trapacear, roubar, mentir
Para poder deitar-se e sorrir
Com consciência em lealdade.
Pela varanda o garoto enxergava o mundo
Parou por um instante, percebeu uma velha cadeira branca
O sol a aquecia, e ele, tonto, pensou por que precisava estar ali
No mesmo instante, um pássaro belo pousou na varanda
E de repente voou, então relembrou que ali se sentavam amigos
Amigos como pássaros voam, e os resquícios que ficam são a beleza
que o pássaro deixou, mas que o menino não esqueceu.
Eu deixo a moralidade para putas e ladrões.
Ontem mesmo eu estava com a solidão, essa velha cafetina da alma, me levou ao quarto de uma meretriz. Não tinha dinheiro, mas paguei com um relógio que encontrei no próprio prostíbulo; o tempo ali não pertence a ninguém.
Deixo a moralidade para os alcoólatras e os viciados em jogos, que fazem sermões com o copo na mão e roletas no bolso. Eu, por mim, não gosto nem de álcool nem de jogos, então só jogo quando bebo, e só bebo quando me percebo vivo.
Deixo a moralidade para os que se afogam na em águas rasas.
Eu prefiro os pecados honestos, as mentiras sinceras e as verdades que se contam em um beijo na boca.
Hoje a tristeza, velha companheira das noites escuras, veio vestida de gala, com vida social agitada. Trouxe a esperança, para que eu nunca desista. Trouxe a melancolia, para eu agradecer os dias de sol. E trouxe a incerteza, para confundir minhas verdades. Eu a recebi como quem cumprimenta uma amiga antiga, que senta na sala em silêncio e registra as perguntas que meus olhos fazem. Eu não servi à tristeza um copo com lágrimas, porque o coração estava seco, em seu modo mais bruto. Não pude ignorá-la, já que ela era robusta e ocupava metade da sala, e boa parte do meu ser. Por educação servi um prato de ilusão, que eu tinha em fartura. Deixei escapar algumas palavras "é isso mesmo", "é só se resignar". Ela prontamente recusou minha tentativa de racionalizar, de tornar lógico o absurdo. E eu respondi ríspida "eu não devo explicações a você". Então ela sorriu, como quem coloca os pés em cima da mesa. Eu ignorei sua vulgaridade. Melhor colocar os pés em cima da mesa, do que no meu coração. Ficamos caladas, como quem de repente se estranha. Ela continuava uma presença muda, enquanto eu falava frases aleatórias. Ela não me amedrontava. Era visita frequente, dessas persistentes. Ela trouxe fotos de pessoas felizes, certamente para me humilhar. Eu respondi na defensiva "eu também já fui feliz", "fotos são apenas cenas congeladas". Ela sorriu irônica. Eu forcei um sorriso cinza, para mostrar que eu também tenho dentes, inclusive caninos. Eu abri um livro e li em voz alta um poema. Um poema certeiro e brutal. A tristeza se sentiu ameaçada. E foi vingativa. Falou a palavra "amor", como quem me lembra da ausência desse sentimento em minha vida. Eu me calei, cansada de argumento, apenas virei o rosto e pronunciei "agora tanto faz". E chorei. A tristeza sentiu que triunfou, mas eu enxuguei as lágrimas e coloquei para tocar minha música preferida. A música me tocou profundamente. Eu faleu "como é incrível a arte". E lentamente adormeci. Sonhei com um quadro de Monet, com acordes e melodias. Acordei no dia seguinte, meio sonolenta, e o sol raiava no horizonte. Sozinha na sala eu tomei um café quente e despertei para o dia.
Entregar-se ao acaso
Eu, jovem, preso numa monotonia velha,
canso de sorrir
para esconder as lágrimas.
Canso de nadar contra a correnteza
e sempre me ver longe da borda,
muito longe da borda —
que triste.
Não quero morrer assim.
Não quero que esse seja meu fim.
Entrego-me, de corpo e alma, ao acaso.
Não faço mais planos,
nem tento controlar meus dias.
De hoje em diante, apenas viverei:
serei, amarei, gozarei.
Chega. Já me enchi demais.
Comecei a me esvaziar.
A morte não me assusta,
e a vida é uma velha amiga.
"Sabe aquela velha história de que os opostos se atraem? Quer saber? Não é beeeeem assim, não. Levar uma vida a dois sem afinidades, não dá!"
"Sabe aquela velha história de que os opostos se atraem, fiquem ligados, pois isso não quer dizer que eles suportarão a convivência."
Quando uma pessoa, se sente na secessidade de crescer, refletindo em sua velha vida, vê que perdeo tempo demais com futilidades desta vida. Muitas vezes é prescionado como se fosse forçado a evoluir, quando chega a este ponto a situaçao esta critica.
É tempo de acordar, amadurecer, vamos empreender nossa vida, fazendo um bom investimento mesmo que haja prejuizos em seu começo mas isto trara lucros e feneficios futuramente, é so "ACREDITAR".
O AMOR QUE SE DESFAZ
Amor é desconexo e abstrato.
Hoje, só me resta o vazio
e a velha certeza:
esse sentimento invisível
fere a alma
e sangra o peito,
facada a facada,
quando retorna ao nada.
Ecoam promessas murchas
na boca de quem diz “eu te amo”:
veneno suave, imperceptível.
O amor é farsa disfarçada de bondade,
cheia de uma maldade silenciosa
que corrói a alma ingênua
de quem acredita no impossível.
É o inverso do afeto,
o golpe que transforma âmago em amargo,
o gelo que incendeia por dentro
na desmoralização lenta do sentir.
Esse maldito não existe —
mas devasta.
E quando parte,
desfaz-se ao vento
como teia frágil de ilusão.
A quem acredita no vago,
resta a navalha da dor,
o desespero que rói os ossos,
o abismo que engole cada palavra doce
em nome de um amor-ferida,
que sangra abstração.
É armadilha cruel,
voto que se desfaz sem nascer.
Não acredito no amor —
pois nada sobra
quando o desejo evapora
e revela a realidade nua.
O inexistente amor,
complexo e rasgante,
é o que mais dilacera a alma,
transformando sonhos em desilusão.
É mentira que se sustenta entre nós
até que morram a lealdade e a confiança.
Primeiro sentido,
depois abstrato,
depois veneno.
